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O que você vai ler neste artigo:
Trabalhar por conta própria traz liberdade e também desafios financeiros que nem sempre são fáceis de enfrentar. A renda pode variar bastante de um mês para outro, tornando a reserva de emergência para autônomo indispensável.
Esse recurso funciona como uma proteção que traz mais tranquilidade em momentos de dificuldade. Além disso, quando surgem despesas urgentes e a reserva ainda não está formada ou não é suficiente, existem alternativas de crédito, como o empréstimo com garantia.
Neste artigo, você verá quais são os principais passos para criar uma reserva de emergência para lidar melhor com as variações da renda. Acompanhe.
Para autônomos, montar uma reserva exige planejamento. Assim, seguir etapas ajuda a tornar esse processo mais simples. Quanto antes o profissional começar a economizar, melhor, já que não é possível prever quando surgirão imprevistos financeiros.
Saiba mais.
O primeiro passo é listar todas as despesas essenciais do mês – inclusive os gastos pessoais e profissionais que não podem ser cortados. Nos custos pessoais, devem entrar, por exemplo:
● Aluguel
● Alimentação
● Transporte
● Plano de saúde
● Medicamentos de uso contínuo
● Contas básicas – como água e luz
Já nas despesas profissionais, é preciso considerar gastos como:
● Aluguel de escritório ou coworking
● Internet
● Telefone
● Softwares necessários para trabalhar
● Impostos fixos
O ideal é acumular o equivalente a pelo menos seis meses do seu custo de vida. O valor pode ser maior em comparação com quem tem carteira assinada por conta da incerteza da renda.
Veja um exemplo prático de cálculo para uma pessoa que gasta R$ 3.000 mensais:
É interessante definir uma porcentagem do faturamento mensal para destinar à reserva de emergência. A regra 70-20-10 pode ser útil para essa finalidade, funcionando da seguinte forma:
● 70%: para despesas fixas e variáveis
● 20%: para investimentos e reserva
● 10%: para lazer ou objetivos pessoais
A vantagem de trabalhar com uma visão percentual em vez de definir um valor fixo é que ela se adapta à renda de cada mês. Nos períodos de menor faturamento, o valor absoluto será menor, mas a disciplina se mantém.
Vale lembrar que as contas digitais podem oferecer ferramentas para organizar as finanças e separar dinheiro para objetivos específicos. Essa separação visual facilita o controle financeiro e evita que o dinheiro do fundo seja usado para outros fins.
Você pode seguir uma regra fixa, mas, se desejar acelerar os resultados, quando o faturamento for maior em determinado mês, é possível levar esse valor adicional para a reserva de emergência. Isso significa que períodos mais lucrativos costumam compensar outros de baixa demanda.
Por exemplo, se um prestador de serviços costuma faturar R$ 3.000 mensais, mas em determinado mês recebe R$ 5.000, esses R$ 2.000 extras podem ser direcionados total ou parcialmente para a reserva de emergência. Nesse sentido, o planejamento financeiro ajuda a completá-la em menos tempo.
A reserva de emergência pode ser mantida em alternativas com alta liquidez, que permitam resgate rápido. Entre os exemplos de renda fixa, estão o Tesouro Selic e os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) com liquidez diária, que possibilitam retirada sem perda do valor aplicado.
Já a poupança, apesar de fácil de movimentar, tende a oferecer menor rendimento em comparação a essas opções, o que pode limitar o aproveitamento dos juros ao longo do tempo.
Os recursos guardados devem ser utilizados apenas em situações realmente urgentes, como perda de renda, redução prolongada de clientes ou emergências de saúde. Gastos com viagens, eletrônicos novos ou reformas que podem esperar não são considerados urgências.
Uma vez que a reserva foi montada com esforço e disciplina ao longo de meses, preservá-la para o momento em que realmente for necessário demonstra maturidade financeira.
Para quem trabalha como autônomo, a ausência de salário fixo tende a ser um desafio constante. Para ilustrar, durante períodos sazonais ou crises econômicas, os contratos podem diminuir.
Com uma proteção financeira, o profissional consegue pagar suas contas sem recorrer ao cheque especial, por exemplo. Por isso, ter um dinheiro guardado possibilita que o autônomo tenha tempo para buscar novos clientes sem desespero.
A preparação para doenças e imprevistos é igualmente relevante. Um prestador de serviços que adoece, em geral, não recebe salário durante o período de recuperação. Ter dinheiro extra disponível permite que ele se cuide sem preocupação imediata com as finanças.
Logo, estar preparado para esses casos ajuda o profissional independente a trabalhar com mais serenidade. Afinal, saber que existe uma proteção financeira para momentos difíceis traz mais previsibilidade para lidar com oscilações de renda.
Neste conteúdo, você viu como criar uma reserva de emergência para autônomo, além de estratégias de organização e investimento. Colocar essas orientações em prática ajuda a lidar melhor com períodos de menor faturamento e a proteger suas finanças diante de imprevistos.
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