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A transferência de veículo é um procedimento que faz parte da compra e venda de carros e motos usados e merece atenção. Deixar essa etapa para depois pode fazer com que o automóvel permaneça registrado no nome do antigo proprietário, gerando prejuízos para ele e para o comprador.
Para evitar problemas, é importante regularizar a mudança de propriedade dentro do prazo e conferir todas as exigências do processo. Isso inclui separar os documentos necessários, verificar possíveis débitos ou restrições e considerar as taxas cobradas.
Confira quais documentos são necessários para fazer a transferência do veículo e entenda como fica a situação dele se houver uma operação de empréstimo com garantia envolvida.
A transferência de veículo atualiza oficialmente quem é o proprietário do automóvel perante o Detran (Departamento Estadual de Trânsito). Segundo o CTB (Código de Trânsito Brasileiro), o comprador tem até 30 dias para tomar as providências necessárias à efetivação da transferência de propriedade.
Atrasos na transferência podem resultar em multas, pontos na carteira de habilitação e outras penalidades previstas no CTB, além de dificultar a regularização do veículo.
A documentação exigida para transferência de veículo pode variar conforme o estado em que ele foi registrado e a situação do veículo.
Entre os documentos que podem ser solicitados estão:
● RG, CNH e CPF
● Comprovante de residência
● Laudo de vistoria
● ATPV-e (Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo em formato eletrônico) ou CRV (Certificado de Registro de Veículo)
O custo de transferência de um veículo também varia conforme o estado e pode incluir a taxa de transferência, o valor da vistoria, eventuais custos com placas e débitos pendentes. Em São Paulo, em 2026, a taxa era de R$ 295,83 para automóveis já licenciados no ano e de R$ 469,91 para os casos em que o licenciamento ainda não havia sido realizado.
O processo para fazer a transferência de um carro ou uma moto varia conforme o Detran, como você aprendeu.
Normalmente, ele envolve as seguintes etapas:
● Verificação de multas, IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e outras eventuais pendências ou impedimentos.
● Emissão, preenchimento e assinatura da ATPV-e.
● Realização da vistoria.
● Pagamento das taxas.
● Emissão do novo CRLV-e (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo Digital), que pode ser acessado pelos canais disponibilizados pelo órgão de trânsito.
O gravame mostra se existe uma restrição financeira vinculada ao automóvel, como operações de crédito com garantia ou financiamento. Portanto, antes de começar a transferência de veículo, verifique com o banco ou instituição responsável pelo contrato como regularizar a situação.
Fazer a transferência de veículo dentro do prazo e com a documentação correta é essencial para evitar pendências e deixar a negociação segura para o comprador e o antigo proprietário. Portanto, siga todas as etapas para evitar obstáculos.
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