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O que você vai ler neste artigo:
Muitos brasileiros têm acesso a uma modalidade de empréstimo consignado privado que facilita a obtenção de crédito para pessoas com carteira assinada. Trata-se do programa Crédito do Trabalhador – uma alternativa para quem busca taxas de juros mais baixas por meio do desconto em folha.
No entanto, junto com essa facilidade vem uma questão: como afastar fraudes e garantir que a contratação seja feita de forma adequada? A segurança no Crédito do Trabalhador pressupõe a adoção de algumas medidas de proteção.
Neste artigo, você verá quais são os cuidados essenciais que todo empregado celetista precisa ter ao solicitar o empréstimo consignado e como evitar golpes. Boa leitura.
A contratação segura do consignado CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) exige atenção para evitar cair em armadilhas financeiras. Se você está preocupado em se proteger, está no caminho certo – existem maneiras de se precaver.
Entenda os detalhes.
Antes de tudo, o trabalhador deve usar a CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social) Digital ou os canais oficiais de uma instituição financeira habilitada para fazer simulações. E não pode pagar qualquer taxa antecipada para aprovação do crédito, pois essa prática, em geral, caracteriza golpe.
Outro passo relevante antes da contratação é analisar o CET (Custo Efetivo Total) do empréstimo consignado CLT. Esse indicador reúne os juros e os demais custos da operação em uma taxa anual única.
Com o CET em mãos, o celetista consegue comparar as ofertas recebidas e identificar qual proposta realmente cabe no bolso. Vale mencionar que a margem consignável limita a parcela a até 35% da remuneração disponível para desconto, calculada conforme as regras do programa.
Nesse contexto, é recomendável calcular seus gastos mensais antes de fechar negócio. Se a prestação estoura o orçamento, as contas básicas podem ficar comprometidas.
Para ilustrar, imagine a situação: João tem remuneração disponível de R$ 3.000 por mês. Pelas regras, ele pode utilizar até R$ 1.050 com a parcela do consignado. Porém, João tem despesas fixas de R$ 2.750 entre aluguel, cartão de crédito, alimentação, transporte e outras.
Nesse caso, solicitar o valor máximo seria problemático, pois os gastos mensais chegariam a R$ 3.800. Faltariam R$ 800, o que dificultaria o pagamento das despesas essenciais.
Durante o processo de contratação no consignado, a autenticação em duas etapas nos aplicativos bancários é uma medida de segurança. Além disso, senhas e códigos recebidos por SMS jamais podem ser compartilhados com terceiros, nem mesmo com supostos atendentes que entram em contato.
Além disso, ler todas as cláusulas do contrato é uma atitude inteligente. Informações sobre prazo, número de prestações e taxa de juros mensal e anual precisam estar no documento. Se algum ponto não estiver claro, tire as dúvidas com o banco.
Todos os comprovantes e registros da transação devem ser guardados em local seguro. Isso facilita contestações futuras, caso sejam necessárias.
Você pode se interessar: Como simular e contratar um consignado CLT de mil reais?
Depois de fechar o contrato, o trabalhador pode acompanhar na CTPS Digital as atualizações mensais dos pagamentos das parcelas. Caso tenha oferecido essa garantia, o uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) seguirá as condições previstas no contrato.
Ao longo dos meses, compare a quantia descontada com as informações do contrato e com a remuneração disponível naquele período. Se houver uma diferença não explicada, procure a instituição financeira pelos canais oficiais.
Leia também: O que é FGTS? Confira um guia sobre o assunto!
Desconfie de links suspeitos enviados por WhatsApp ou e-mail que prometem aprovação rápida do crédito. Criminosos que aplicam golpes no Crédito do Trabalhador costumam criar páginas falsas que imitam sites de bancos para roubar dados pessoais e bancários.
Mais uma linha de defesa é monitorar regularmente seu contracheque. Verifique se há descontos que você não autorizou ou prestações de empréstimos que nunca solicitou.
Outros sinais de alerta são:
● Ligações ou mensagens pedindo dados pessoais com urgência.
● Propostas com condições muito superiores ao mercado.
● Solicitação de pagamento de taxas, seguros ou depósitos antes da liberação do empréstimo.
● Pedidos de senhas via WhatsApp.
Ao suspeitar de fraude, adote as seguintes medidas:
● Avise o setor de recursos humanos da empresa se houver desconto indevido na folha.
● Registre Boletim de Ocorrência online ou presencialmente.
● Registrar uma reclamação no Consumidor.gov.br, se o problema não for resolvido
● Contate o banco pelos canais oficiais para contestar a contratação e pedir orientação sobre a proteção da conta.
Saiba mais: Quais são os golpes em clientes de bancos mais comuns?
Para acompanhar as parcelas na folha de pagamento, a Carteira de Trabalho Digital mostra as atualizações mensais dos pagamentos do Crédito do Trabalhador.
Para conferir, siga estes passos:
● Entre no aplicativo: faça login na Carteira de Trabalho Digital usando CPF e senha.
● Localize o contrato: vá até a seção de empréstimos para ver todos os detalhes da operação.
● Acesse o holerite: solicite o contracheque para a empresa ou acesse pelo portal do funcionário.
● Compare os valores: cheque se o desconto no holerite é igual à parcela registrada no app.
Neste conteúdo, você viu como aprimorar sua segurança no Crédito do Trabalhador, incluindo os cuidados necessários antes, durante e após a contratação. Com essas dicas práticas, você pode usar o empréstimo reduzindo riscos de fraudes e prejuízos financeiros.
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