Compra segura? 7 dicas para você navegar e comprar pela internet

Controle
Seus Gastos
Por Rodrigo Chiodi
Ao fazer compras pela  internet, você precisa tomar bastante cuidado com segurança. Muita gente tem problema com isso, como senha de cartão de crédito roubada, produto que nunca é entregue, mercadoria falsificada e outras coisas mais. Só entre 2018 e 2019, mais de 12 milhões de pessoas caíram em algum tipo de golpe online no Brasil. Os dados são da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Veja abaixo uma lista de sete cuidados que você deve tomar na hora de fazer uma compra pela internet para você não ser a próxima vítima.

1. Reputação da empresa

O seu comportamento na internet deve ser parecido com o seu comportamento no mundo real. Quando você vai comprar, por exemplo, um computador, você pode ir a uma loja que você conhece e na qual você confia. Ou pode se arriscar comprando numa loja desconhecida. Olhando de fora, você não sabe nem direito o porquê, mas você desconfia dessa loja. Pode até ser coisa da sua cabeça e talvez você esteja fazendo um julgamento injusto. Mas, por via das dúvidas, é melhor você procurar referências, como, por exemplo, saber se algum amigo já comprou nessa loja que você não conhece.

Na internet é a mesma coisa! Quando você vai comprar de um site conhecido, onde já teve boas experiências, o risco é menor. Mas quando é a sua primeira vez num site, ou quando ele é desconhecido, é melhor você dar uma pesquisada primeiro.

A vantagem é que na internet é muito mais fácil fazer isso. Existem sites que registram reclamações dos consumidores e cobram respostas das empresas. O mais conhecido do Brasil é o Reclame Aqui, que publica uma média de 20 mil reclamações por dia. Com tanta gente fazendo queixa, dá para ter uma ideia de quais empresas são mais confiáveis.
Você também pode buscar informações da empresa em fóruns ou em redes sociais para saber o que as pessoas andam falando dela. São formas de pegar referências daquela empresa antes de fazer a compra.

2. Comunicação e avaliações

Além de pegar referências, você pode também checar os dados daquela empresa. Verifique se ela tem informações publicadas no site, como telefone, email, endereço e outras formas de contato.

Se estiver comprando de um site, você pode verificar os dados cadastrais da empresa. É fácil descobrir de quem é o site usando a ferramenta “Whois” do registro.br, entidade oficial que registra todos os domínios do Brasil. Basta entrar no diretório “Whois” e digitar o domínio do site (por exemplo, “site.com.br”). A ferramenta vai imediatamente mostrar o nome e o CNPJ ou CPF do dono do site. Depois, é só pesquisar na Receita Federal e em outras instituições públicas para saber a situação dessa empresa ou pessoa física.

Se você estiver comprando em um site de e-commerce, avalie a reputação do vendedor — que normalmente é apresentada com uma nota ou com a quantidade de estrelas. Outros bons indicadores de confiança são o tempo de atividade (quanto mais antigo como vendedor, melhor), a quantidade de avaliações positivas e o volume de mensagens que ele trocou com compradores anteriores.

3. Site seguro

Sempre que você for navegar por um site, dê uma olhada no ícone de segurança ali do lado do endereço.
Veja, por exemplo, o próprio site do Banco PAN:



Você precisa observar duas coisas:

1. Tem um desenho de um cadeado fechado? Se sim, ok, o site é seguro. O desenho do cadeado indica que a página criptografa as informações. Para simplificar: ela dificulta o acesso de pessoas de fora — principalmente de quem tenta invadir o site. Por isso, ele é mais seguro.
2. Observe, ainda, se o endereço começa com “https” em vez de “http” apenas. Esse “s” a mais é justamente da palavra “seguro” em inglês. Ele indica que o site usa um protocolo de segurança, que também ajuda a proteger o site de invasores.

Segundo os dados da CNDL, daquelas 12 milhões de pessoas que caíram em alguma fraude, 22% fizeram compra em site falso sem perceber. Se elas tivessem observado o desenho do cadeado fechado e o “https”, talvez tivessem evitado esse problema.

4. Preços muito baixos

O ditado popular pode ser antigo, mas ele continua valendo na era digital: “quando a esmola é demais, o santo desconfia”.

O que ele significa? Que quando o preço estiver muito abaixo da média, você deve tomar cuidado. Antes de achar que encontrou um ótimo negócio, primeiro você deve ter uma certa desconfiança. Será que aquela oferta não é, na verdade, um golpe?

Para ter certeza de que você não está caindo numa cilada, pesquise o produto ou serviço que vai comprar em diferentes sites. Assim, você consegue ter uma ideia da faixa normal de preço dele.

Por exemplo, se o produto que você procura custa entre R$ 200,00 e R$ 230,00 em todos os sites que você encontra, por que num determinado site ele custa R$ 100,00? Isso não é normal. Alguma coisa pode estar errada aí, concorda? Existe um risco de o produto ser falsificado, roubado ou de simplesmente você comprar e ele nunca ser entregue porque era uma armadilha.

5. Senha do cartão

Cuidado: sites de e-commerce nunca pedem a senha do seu cartão de crédito. O único ambiente online que talvez faça isso, em situações muito específicas, é o site ou o app do seu banco. E mesmo assim é bem difícil isso acontecer. Verifique junto ao seu banco ou à sua operadora de cartão em que circunstâncias a senha é solicitada.

Mas vale repetir: no site onde você faz a compra, a senha do cartão nunca é solicitada. Na hora de comprar online, você só digita os números do cartão de crédito, o seu nome como está impresso, o mês e o ano de vencimento e o código CVV, que são aqueles números que, na maioria dos casos, ficam no verso do cartão.

Por isso, cuidado: se um site onde você faz a compra pedir a sua senha de cartão, ligue o sinal de alerta. Você pode estar sendo vítima de uma fraude.

6. Computadores públicos

Não faça compras de computadores públicos. Eles geram dois riscos:

Primeiro: eles podem conter vírus ou programas usados para capturar seus dados de acesso e de cartão de crédito.
Segundo: esses mesmos dados podem ficar salvos no computador sem você perceber. As próximas pessoas que usarem aquele computador podem utilizar os seus dados salvos e fazer compras para elas, todas pagas com o seu cartão.

Prefira sempre fazer compras do seu próprio computador ou celular — usando sempre antivírus.

7. Seus direitos

Antes de comprar, leia com atenção todas as condições da venda — especialmente o prazo de entrega. Se o prazo for maior do que 30 dias, pode ser um sinal de que o vendedor não tem o produto em estoque. Fique atento a isso porque a dor de cabeça pode ser grande para receber o produto se você tiver pressa.

Sempre salve ou imprima o contrato ou termos da compra. Você nunca sabe quando vai surgir algum problema na entrega. Esse é o único documento que você tem para discutir o que foi combinado com o vendedor.

Saiba que, depois de receber o produto, você tem até sete dias para se arrepender. Esse prazo começa a contar a partir do dia em que você recebe o produto. Ou seja, você tem o direito de devolver sem precisar explicar o motivo. É isso que diz o Artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor.