Taxa extra na conta de energia em setembro será a mais cara, define Aneel

Bandeira tarifária no próximo mês segue no patamar vermelho 2, o mais alto. Valor extra pode ser elevado

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Por Redacao PAN

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) divulgou, nesta sexta-feira (27), que a bandeira tarifária de energia continuará no patamar vermelho 2 em setembro, o mais elevado da escala definida pelo órgão.

Isso significa que os brasileiros vão seguir pagando uma taxa extra nas contas de luz em setembro a cada 100 kWh consumidos. Dentro do sistema adotado pela Aneel, a bandeira vermelha patamar 2 é a que tem o valor mais elevado.

A agência justificou a decisão dizendo que agosto foi “um mês de severidade para o regime hidrológico do Sistema Interligado Nacional (SIN)”. Isso quer dizer que as chuvas em rios que abastecem as usinas hidrelétricas foram muito baixas.  

De acordo com a Aneel, a perspectiva de chuvas para setembro “não deve se alterar significativamente, com os principais reservatórios do SIN atingindo níveis consideravelmente baixos para essa época do ano”.

Com isso, a capacidade de produção de energia hidrelétrica deve ficar reduzida. E essa situação vai provocar a necessidade de “acionamento máximo” das usinas termelétricas, cujo custo de operação é mais alto. 

Valor da bandeira vermelha 2 da conta de luz deve subir

Na próxima semana, o valor do patamar 2 da bandeira tarifária vermelha deve aumentar. Ou seja, a conta de luz vai ficar mais cara. 

Na nota em que anunciou a manutenção da bandeira tarifária para setembro, a Aneel destacou que os valores “estão em análise e serão divulgados posteriormente”.

Não será o primeiro aumento do ano. Em julho, o valor da bandeira vermelha 2 ficou mais alto: R$ 9,492 a cada 100 kWh de consumo.

Como funciona o sistema de bandeiras tarifárias

As bandeiras tarifárias são adotadas para sinalizar o custo real da energia elétrica. Elas deixam o preço da conta de luz mais transparente, e o consumidor pode fazer um uso mais consciente.

Existem bandeiras tarifárias nas cores verde, amarela e vermelha, esta última em patamar 1 e 2. Elas indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.

Veja como funciona o sistema de bandeiras tarifárias:

Quadro explica as bandeiras tarifárias de energia estabelecidas pela Aneel
No caso da bandeira verde, o consumidor paga apenas pelo consumo de luz em sua conta. A partir da bandeira amarela, há taxas extras a serem pagas a cada 100 kWh consumidos.

Por que a energia está mais cara?

A pior seca dos últimos 91 anos está impactando no preço da energia. O motivo: a seca deixa os reservatórios das usinas hidrelétricas do país muito baixos. 

Com o nível desses reservatórios muito baixos, fica reduzido o potencial de geração de energia nessas usinas. 

E, como a principal fonte de energia do Brasil é a hidrelétrica, torna-se necessário usar outras fontes de energia, como a termelétrica, que é mais cara para ser produzida.

A conclusão disso é que o valor da energia fica mais alto e acaba pesando no bolso do consumidor. 

Isso já se reflete na inflação oficial do país, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). A energia tem sido uma das principais responsáveis pela subida da inflação do país.

Iniciativas para minimizar o impacto da falta de energia

Diante da situação crítica dos reservatórios de usinas hidrelétricas, várias iniciativas estão sendo tomadas para tentar reduzir o consumo e minimizar os impactos dessa situação.

O setor elétrico lançou uma campanha para consumo consciente chamada “Energia elétrica: se desperdiçar, vai faltar", em que trouxe dicas de economia de energia.

O Ministério de Minas e Energia anunciou, na última quarta-feira (25), que os consumidores atendidos por distribuidoras de energia elétrica vão ganhar descontos na conta se economizarem eletricidade.

No entanto, as condições para ganhar esse abatimento e de quanto ele será ainda não foi divulgado. 

Diante desse cenário, veja 11 dicas sobre como economizar energia e tentar ter um impacto menor com esses aumentos.