Inadimplência chega a maior nível desde setembro de 2020, diz pesquisa

Proporção de famílias com contas em atraso subiu de 25,6% em outubro para 26,1% em novembro

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Dívida
Por Redacao PAN

A inadimplência dos brasileiros subiu pela primeira vez em 8 meses e atingiu o maior nível desde setembro de 2020, de acordo com os dados relativos a novembro da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, feita pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

O levantamento mostrou que o total de famílias com contas em atraso subiu de 25,6% em outubro para 26,1% em novembro deste ano. Em novembro do ano passado, eram 25,7%. Em setembro de 2020, eram 26,5%.

A proporção de famílias com contas ou dívidas em atraso na faixa de até 10 salários mínimos subiu de 28,9%, em outubro, para 29,4%, em novembro. No mesmo mês do ano passado, eram 28,9%. 

Já no grupo com rendimento mais alto, acima de 10 salários mínimos, a proporção caiu de 11,6% para 11,4%, na passagem de outubro para novembro. No mesmo mês do ano anterior, eram 11,8%.

A proporção de famílias que não terão capacidade de pagar as contas em atraso permaneceu estável de outubro para novembro: 10,1%. Em novembro de 2020, eram 11,5%. 

Entre os inadimplentes, o tempo médio de atraso na quitação das dívidas em outubro tinha sido o menor desde março deste ano: 61,4 dias. Agora, em novembro, voltou a aumentar: 61,6 dias. 

O endividamento de famílias (cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa) também subiu: de 74,6% em outubro para 75,6% em novembro. Em novembro de 2020, eram 66%.

Saiba como evitar cair na inadimplência

Um homem branco de terno, sentado de um lado da mesa, aponta com a caneta para uma folha de papel que tem algumas linhas escritas é um gráfico de linhas. Do outro lado da mesa há um casal de negros, sendo homem careca, com uma camisa social bem abotoada. A mulher está com uma blusa de manga comprida e tem cabelo curto. Há diversas outras folhas abertas sobre a mesa, além de uma cesta de frutas, copo de água e alguns objetos decorativos. Atrás do casal, há um grande sofá cinza, o que dá a entender que estão numa sala de estar. O homem branco de terno tem à frente, sobre a mesa, um fichário com papéis semelhantes aos que está apresentando ao casal.

É importante lembrar que ter dívidas não é necessariamente algo ruim. O grande problema é quando a pessoa compromete sua renda de tal maneira que perde as condições de arcar com as próprias contas. Ou seja, a inadimplência. 

Para evitar cair nessa situação, é bom que você faça um planejamento financeiro familiar. Assim, você pode construir uma reserva de emergência para se prevenir de problemas com grana.

Veja abaixo algumas orientações para ter melhor planejamento financeiro e construir a sua reserva de emergência: 

  • Saiba o rendimento mensal da casa (quais são os ganhos, quanto cada pessoa traz de dinheiro e qual é a renda da família);

  • Tenha na ponta do lápis as suas despesas (valores de contas fixas, como aluguel, internet, etc., e valores de despesas variáveis, como supermercado, contas de água e luz, emergências, entre outras);

  • Saiba priorizar as contas num momento de dificuldades. Priorize os serviços essenciais (luz, água, por exemplo);

  • Saiba ainda os valores para emergência e investimento que a família possui para lidar com imprevistos e realizar objetivos de curto, médio e longo prazos;

  • Aprenda como negociar suas dívidas. Assim, você pode conseguir melhores condições e taxas;

  • Considere ainda a possibilidade de fazer um empréstimo. Há casos em que pode valer a pena. Fique atento às condições.

Além disso, você também pode procurar algumas maneiras de ampliar sua renda. Veja 9 dicas para fazer uma grana extra na pandemia.