Open Banking no Brasil: começa a 2ª fase

Iniciativa do Banco Central busca trazer benefícios para clientes bancários. Veja o que acontece agora

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Por Redacao PAN

 

Iniciativa do Banco Central, o Open Banking começou a ser implantado, no Brasil, em fevereiro de 2021. A segunda fase começa nesta sexta-feira, 13, e vai permitir que clientes de serviços financeiros compartilhem seus dados com instituições, podendo receber melhores ofertas de produtos e serviços.

O Open Banking parte do conceito de que os dados bancários de uma pessoa pertencem a ela e, dessa forma, somente ela tem direito de compartilhá-los com outra instituição, se quiser, de maneira segura.  

Com o Open Banking, os sistemas das instituições participantes vão “conversar” entre si, de maneira segura. 

Assim, o cliente pode escolher mostrar seus dados para uma outra instituição com a qual não tenha qualquer relacionamento prévio. Essa possibilidade não existia até então.

Mas é importante ressaltar: esse compartilhamento de informações só será feito com o pedido e autorização expressa do cliente. E sempre de maneira segura.

O Brasil foi o 1º país a ter Open Banking?

Não. Ele já foi adotado em outros países, como o Reino Unido, onde foi implementado em 2018, e na Austrália, em 2020. 

Há outros modelos parecidos sendo adotados em nações como Singapura, Alemanha, França, Itália e Espanha.

Em uma apresentação feita em junho deste ano, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, mostrou que o Brasil vai usar algumas lições que foram aprendidas com a experiência desses países.

Mas, por aqui, o sistema terá inovações, como:

  • Informações sobre operações de crédito serão mostradas no mesmo dia útil;

  • Haverá o serviço de encaminhamento de proposta de operação de crédito; 

  • Escopo mais amplo em fases posteriores (projeto Open Finance); 

  • Mais de 700 instituições participantes.

Fases do Open Banking no Brasil

Foto mostra páginas de calendário sendo folheadas

O Banco Central definiu que o Open Banking será implementado de maneira faseada no Brasil. Veja quando cada fase deve ser iniciada e o que acontece em cada uma.

Fase 1 - fevereiro de 2021

Para marcar o início do sistema, os participantes do Open Banking tiveram de compartilhar dados sobre canais de atendimento e produtos e serviços relacionados a contas de depósitos, contas de pagamento pré-pagas, cartão de crédito e operações de crédito disponíveis para contratação.

Fase 2 - 13 de agosto de 2021

A partir dessa data, os clientes bancários vão poder pedir às instituições financeiras para compartilhar seus dados cadastrais e transacionais de conta, cartão e operações de crédito contratadas com as empresas que escolherem. 

Isso somente será feito a pedido dos consumidores e com sua expressa autorização.

Fase 3 - 30 de agosto de 2021

É quando terá início a possibilidade de compartilhamento de serviços, iniciados com as transações de pagamentos por meio do PIX e posteriormente evoluindo para outros tipos de serviços como as propostas de créditos. 

Fase 4  - 15 de dezembro de 2021

Nessa fase, o escopo do Open Banking é ampliado para outros segmentos financeiros como câmbio, seguros, investimentos e previdência privada.

Depois dessas 4 fases, o Banco Central estabeleceu um cronograma para outros serviços entrarem em vigor, no âmbito do Open Banking. Atualmente, esse cronograma está da seguinte forma.  

15 de fevereiro de 2022 - Começa o compartilhamento do serviço de iniciação de transação de pagamento de transferências  utilizando o serviço de TED. 

30 de março de 2022 - Início do compartilhamento do serviço de encaminhamento de proposta de operação de crédito.

31 de maio de 2022 - Os clientes poderão, se quiserem, compartilhar seus dados transacionais sobre os produtos financeiros da fase 4 com outras instituições participantes do sistema. 

30 de junho de 2022 - Compartilhamento do serviço de iniciação de transação de pagamento por meio de boletos.  

30 de setembro de 2022 - Na última fase prevista até o momento, começa o compartilhamento do serviço de iniciação de transação de pagamento  por meio de débito em conta. 

O que os clientes vão ganhar com o Open Banking

Quando o Open Banking for totalmente implementado, os clientes poderão ter acesso a ofertas de produtos e serviços financeiros mais adequados a seu perfil e até mais vantajosos.

Por exemplo: vamos supor que você tem interesse em um cartão consignado e seu banco atual não tem esse produto. Você pode autorizar que a instituição com quem você tem relacionamento dê acesso ao seu histórico financeiro a uma outra que oferece o cartão. 

Dessa forma, o outro banco, com sua autorização, consegue ver seus dados cadastrais, de transações e perfil de compra de forma rápida - e segura. Assim, será mais fácil você conseguir aquele cartão.

Além disso, outros produtos podem ser criados a partir do compartilhamento dos dados e das necessidades que os consumidores demonstrarem.

O próprio Banco Central listou alguns exemplos de produtos que podem ser criados com o avanço desse sistema.

Quadro mostra exemplos de serviços que podem ser criados com o Open Banking no Brasil 

Uma pesquisa feita pelo Banco PAN em conjunto com o Plano CDE, entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, mostrou que, quando o conceito de Open Banking é compreendido pelo consumidor, ele percebe vantagens que terá com sua implementação

Os entrevistados avaliaram que um dos principais ganhos que poderão ter será reunir em um único aplicativo os dados de todas as suas contas bancárias, cartões de crédito, empréstimos, investimentos e outros produtos financeiros.

Em 2º lugar, eles apontaram a rapidez e praticidade que a integração dos sistemas poderá trazer, ao permitir o preenchimento automático das informações de cadastro para aquisição de algum produto.

Os entrevistados também citaram como vantagens percebidas a possibilidade de conseguir descontos em taxas bancárias e maior limite no cartão de crédito.

Já é possível realizar seu pré-cadastro para receber novidades sobre o  compartilhamento de dados com o Banco PAN no Open Banking! 

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