OPINIÃO - Mensagem de fim de ano

Por Redacao PAN

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Chegamos ao final de 2021 com a sensação de que o tempo parou em março de 2020. Já vamos completar dois anos de pandemia, com a sensação de que o pior já passou e que, mesmo com os riscos de novas variantes, o avanço da vacinação nos permite sonhar com o fim da pandemia em algum momento de 2022. 

Nesse tempo, vimos números devastadores da doença, combinados com um grande desamparo econômico que levou milhões de famílias para a pobreza, com aumento do desemprego, da informalidade e até do risco de fome.

Todos esses fatos desalentadores servem também de alimento à esperança de que o ano de 2022 será melhor. 

Em épocas como essas, de alto risco econômico combinado à inflação fora de controle, torna-se ainda mais importante que todas as famílias se atentem para como manter a cabeça fora d’água. Isto é: famílias que vivem no limite conseguirem chegar com mais saúde financeira no fim do mês e famílias que conseguem juntar algum dinheiro conseguirem fazê-lo render um pouco mais do que a inflação.

Infelizmente, a ceia de Ano Novo de muitas famílias no Brasil foi simples, mas boas escolhas hoje podem gerar frutos ao longo do próximo ciclo. 

Uma coisa que todos os brasileiros aprenderam nos últimos anos foi que os números da economia são reflexos do nosso dia a dia: a inflação, a taxa Selic, o crescimento do PIB, etc. não são abstrações das manchetes de jornais. 

Eles aparecem no custo das compras do mês, no valor da parcela do empréstimo da casa, e na dificuldade de procurar empregos.

Que neste ano de 2022 nós, analistas, possamos escutar mais atentamente à população brasileira, que nos ensina diariamente como “driblar” a inflação, como gerenciar uma casa com renda apertada, como sobreviver com rendas extras. 

Homem negro com blusa cinza de capuz co cesta de plástico vermelha com compras faz contas em calculadora em supermercado, ao lado da geladeira de laticínios (em desfoco)

Esses brasileiros, as chamadas “classes CDE”, já sabem, no seu cotidiano, coisas que os jornais e os especialistas se esforçam muito para “descobrir”. 

Em 2022, veremos muitas matérias sobre “como economizar” na inflação, como aproveitar a alta da Selic nos investimentos, como evitar juros altos de empréstimos e sobre formas de gerar dinheiro para complementar o salário. 

Todas essas informações são muito importantes, e serão ainda mais proveitosas se sempre escutarem quem mais nos pode ensinar sobre esses assuntos: a população brasileira.

Como mensagem de fim de ano, queria parabenizar quem já sobrevive com pouco e ainda consegue festejar, merecidamente, com a família e amigos. O ano que começa trará desafios, mas podemos ver uma luz no fim do túnel, de uma pandemia que parece chegar ao seu fim. 

Para os analistas e especialistas, desejo um ano de muita escuta. Os brasileiros têm muito a nos ensinar. Feliz ano novo e que 2022 traga muita paz, alegrias e bons frutos.

LinkedIn: Breno Herman Mendes Barlach

Instagram: @planocde

 

 

* Esse artigo é de autoria do colunista Breno Barlach e não reflete necessariamente a opinião do Banco PAN.