Aprenda a fazer uma reserva financeira e como gerenciá-la

A reserva de emergência é fundamental para lidar com imprevistos, mas é importante saber administrar esses recursos

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Por Redacao PAN

 

A reserva financeira é aquela ajuda fundamental diante de qualquer situação que possa impactar o orçamento doméstico. Afinal, a vida é imprevisível e nunca dá pra saber quando será necessário gastar dinheiro para resolver uma emergência.

Seja para despesas médicas, remédios, cuidados com animais domésticos, reparos em casa, conserto do carro ou qualquer outro gasto inesperado, a reserva pode salvar você, sua família e o controle financeiro de todos.

Só que é importante também saber como gerenciar essa grana. Isso porque, se não houver cuidado, existe a chance de gastar esse recurso até não sobrar mais nada. Se isso acontecer, quando houver uma situação de emergência, não haverá reserva para ajudar.

Logo, além de começar a guardar dinheiro, é bom aprender como gerenciá-lo corretamente. Isso pode contribuir inclusive para aumentar o valor reservado, o que trará ainda mais segurança para lidar com situações imprevisíveis.

Por que e como fazer uma reserva de emergência

Os economistas chamam de reserva de emergência qualquer quantia que você tenha guardado para o caso de acontecer um imprevisto. Com um dinheiro separado para isso, você consegue pagar essa despesa sem enrolar suas finanças.

Para fazer a reserva, antes de tudo é necessário fazer um planejamento financeiro familiar. Por meio dele, você conseguirá saber com mais exatidão quais são todos os ganhos e gastos da sua família, se sobra ou falta dinheiro no final do mês e, dessa forma, planejar como fazer para reduzir gastos ou buscar fontes de renda extra.

Assim, será possível começar a guardar dinheiro para formar essa reserva.

7 dicas para gerenciar melhor sua reserva financeira

foto de notas de dinheiro, de valores diferentes, com notas de 10, 20, 50 e 100 reais, umas sobre as outras, com o menor valor no topo da pilha de dinheiro. 

1)Nunca mantenha dinheiro vivo guardado

O dinheiro em papel ou moedas só deve ser usado de forma pontual, em casos nos quais não dá para usar cartão de débito, crédito ou recursos de transferência como o PIX, DOC e TED.

Porém, não deixe toda a sua reserva financeira guardada em dinheiro vivo ou no porquinho. Isso porque existem diversas complicações:

  • O dinheiro em papel pode estragar ou rasgar;
  • Moedas ou notas podem ser perdidas;
  • Se houver uma fatalidade, como um incêndio, tudo será perdido;
  • Há o risco de furtos ou roubos desse dinheiro;
  • Por ficar parado, ele pode perder valor, devido ao impacto da inflação e da redução do poder de compra.

Logo, não guarde dinheiro vivo em casa. Use recursos digitais para gerenciar sua reserva financeira.

2)Não deixe o dinheiro na conta corrente

Ao mesmo tempo em que é bom deixar a reserva de emergência em contas bancárias, é importante evitar manter o dinheiro na conta corrente. Isso porque é comum que ela seja usada para pagar contas, despesas inesperadas ou para débitos de compras no cartão.

Por isso, separe o dinheiro que deve ser usado nos gastos do cotidiano daquele que forma a sua reserva financeira. Isso pode ser feito ao separar as contas, colocando a reserva em uma outra conta. A conta poupança é um exemplo comum dessa separação.

3)Evite usar a reserva em despesas recorrentes

foto de um homem que aparece de cima e desfocado. Ele segura um celular enquanto usa a câmera do aparelho para ler código de barras de papel que está sobre mesa marrom.  

Ao separar a conta com dinheiro para o dia a dia e despesas mensais daquela na qual estará a reserva, não use uma conta que é usada de forma recorrente. Verifique, por exemplo, se ela não está cadastrada em apps de transporte ou delivery, por exemplo.

Uma possibilidade é abrir uma conta digital exclusiva para deixar a reserva de emergência e mantê-la separada das contas usadas em lojas online ou aplicativos. Assim, o dinheiro guardado não será usado nem por engano para pagar gastos recorrentes.

4)Use regras de organização financeira

A organização é fundamental para manter uma reserva de emergência segura. Para isso, é possível aplicar algumas regras que auxiliam no controle das finanças e evitam gastos desnecessários com o dinheiro reservado.

A regra 50-15-35, por exemplo, estabelece que 50% dos rendimentos devem ir para pagar despesas básicas. Além disso, 15% devem ser usados para prioridades financeiras, como pagamento de dívidas e investimentos. Os 35% restantes podem custear seu estilo de vida.

Com isso, é possível separar de forma recorrente 15% do seu salário e outros rendimentos para manter e fazer a reserva financeira crescer. Esse compromisso mensal ajuda a sempre ter recursos que podem ser usados em caso de necessidade.

Veja a explicação dessa regra neste vídeo do canal do Banco PAN no Youtube.

5)Sempre que possível, guarde mais dinheiro

Conseguiu economizar nas contas desse mês? Recebeu a restituição do Imposto de Renda? Está com tempo livre para fazer uma grana a mais com bicos? Qualquer situação que ajude a aumentar os rendimentos é uma boa chance para guardar mais dinheiro.

A quantia que entrou a mais no orçamento pode ser totalmente colocada na reserva de emergência. Com isso, evita-se que os valores sejam gastos de maneira desnecessária, sem contar que ajuda a aumentar a reserva.

6)Faça investimentos

foto destaca celular na mão de uma pessoa, com a tela do aparelho mostrando gráficos de investimento. Ao fundo, tela com índices de ações, com números verdes, amarelos e vermelhos, que aparecem de forma desfocada  

Gerenciar a reserva financeira por meio de investimentos é uma alternativa para separar o dinheiro da conta corrente, mantê-lo seguro dos gastos mensais e, de quebra, conseguir aumentar o valor guardado por meio dos juros que as aplicações oferecem.

Existem diferentes tipos de investimentos, cada um mais adequado para os mais diversos perfis e objetivos. Boa parte rende mais do que a poupança, então são possibilidades interessantes para guardar dinheiro e ainda fazê-lo render.

7)Escolha aplicações com proteção do FGC

Além de investir, é importante ter cuidado com as aplicações escolhidas para receberem uma reserva financeira. Aplicações de renda variável, por exemplo, são geralmente mais arriscadas do que investimentos de renda fixa.

Uma maneira de se proteger é investir em títulos que tenham a proteção do FGC. O Fundo Garantidor de Crédito é uma entidade que protege o dinheiro de investidores que compram determinados títulos de renda fixa.

Por exemplo: se você investiu em um título de uma instituição financeira que, anos depois, vai à falência, o FGC garante seu dinheiro de volta, com limite de R$ 250 mil por CPF. Portanto, se for investir a sua reserva financeira, busque aplicações com proteção do FGC.

Quer saber mais sobre investimentos que podem ajudar no gerenciamento da sua reserva financeira? Entenda como funciona o Tesouro Direto!