Sete formas de economizar em compras online

Mais crédito
para você
Por Rodrigo Chiodi
O número de pessoas que compram pela internet cresceu durante a pandemia do Covid-19 e deve continuar crescendo depois que o isolamento social terminar. Uma pesquisa da Kantar mostrou que 45% dos brasileiros vão aumentar o hábito de comprar online daqui em diante.

Os motivos para isso são aqueles que você provavelmente já conhece. Segundo a pesquisa, comprar em sites significa economizar tempo, se proteger da pandemia e ter uma experiência melhor do que em lojas físicas. Pelo menos foi isso o que as pessoas responderam à pesquisa, divulgada em julho de 2020.

Você precisa, porém, ter atenção para conseguir economizar na hora de fazer as compras online. Pequenos cuidados podem ajudar a levar algumas vantagens financeiras. A youtuber Nérida Barbosa deu algumas dicas nesse sentido no canal Pra Fazer Mais, do Banco PAN.



Com base no vídeo da Nérida, listamos sete dicas para você economizar nas compras online. Confira!

1. Cashback

O nome vem do inglês. “Cash” significa dinheiro e “back” significa “de volta”. Ou seja, é dinheiro de volta para a sua conta. Alguns programas conhecidos, como o Méliuz, dão uma recompensa cada vez que você faz uma compra.

Por exemplo, você gasta R$ 100,00 e uma parte desse dinheiro volta em crédito em dinheiro para você gastar naquilo que bem entender.

2. Site de comparação de preços

Alguns sites são especializados em comparar preços de diferentes produtos ou serviços. Dois bastante conhecidos são o Buscapé e o Zoom, que mostram os preços do mesmo produto em diferentes lojas de comércio eletrônico do mercado.

Perceba que o Buscapé e o Zoom não vendem nada. Eles apenas comparam preços e direcionam você para o vendedor mais barato. Você pode, então, se perguntar: mas como eles ganham dinheiro? Existem alguns modelos de negócios diferentes, mas em geral eles recebem um pequeno valor por clique ou por compra realizada.

3. Forma de pagamento

Você pode economizar dependendo da forma como vai pagar. Por exemplo, em muitos casos, se pagar à vista, pode ter algum desconto. Em outros casos, compras parceladas podem ser feitas sem juros. Então talvez compense parcelar. Não deixe de fazer essa análise.

Até 2017, as lojas físicas e, por tabela, as virtuais eram proibidas de dar descontos em função da forma de pagamento. Mas a Lei 13.455, sancionada naquele ano, deixou isso mais flexível. Uma empresa hoje pode, por exemplo, dar um desconto maior para quem for pagar em dinheiro ou em boleto em vez de cartão de crédito. A única condição que a lei impõe é esta: a regra precisa ficar clara para o consumidor.

Então, aproveite os descontos pela forma de pagamento sempre que você puder.

4. Frete

O frete é aquela taxa referente ao transporte de mercadorias. Quem está acostumado a comprar online já faz uma conta quase automaticamente: é o preço do produto mais o frete, que às vezes é caro.

Acontece que de vez em quando os ventos sopram a seu favor. Existem promoções do tipo “frete grátis”. Ou, então, o vendedor está na mesma cidade que você. Ou o produto que você comprou acaba não tendo frete tão alto.

Seja como for, sempre procure economizar no frete porque ele faz parte do preço final do produto.

5. Comunicados

As lojas querem anunciar as suas promoções. Elas costumam fazer isso pelas redes sociais e também por email. Se você tem interesse em uma determinada marca ou loja, siga essas empresas em suas redes sociais e cadastre-se para receber as suas newsletters por email.

Por ali, você sempre fica sabendo de promoções com oportunidades de comprar mais barato.

Você talvez tenha aquela velha preocupação: “será que eu não vou ficar recebendo spam?”. Se a loja for séria, não. Empresas que fazem um bom marketing digital só enviam emails a quem os solicita.

Além disso, está entrando em vigor no Brasil a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), que, em resumo, obriga as empresas a trabalhar com mais responsabilidade os dados pessoais das pessoas. Isso deve melhorar essa relação ao longo do tempo. Na Europa, uma lei parecida — a GPDR — já está em vigor.

6. Aproveite os usados

Produtos usados costumam ser mais baratos que os novos. Se o que você está procurando puder ser um produto usado, você pode fazer uma boa economia. Existem muitos sites de produtos de segunda mão, conhecidos como “marketplaces”, como OLX, Mercado Livre e Enjoei.

Nestes casos, é importante prestar atenção em duas coisas. A primeira é a reputação do vendedor. A segunda é se o site tem um canal de solução de problemas para o caso de, por exemplo, o produto não chegar ou vir com defeito.

7. Cuidado com fraudes

As fraudes não são exatamente uma maneira de você economizar dinheiro. São, na verdade, uma forma de você não perder.

Infelizmente, existem sites que vendem produtos que nunca são entregues, que vendem produtos falsificados ou que praticam outros tipos de golpes. Tudo para roubar o seu dinheiro. Uma reportagem do E-commerce Brasil mostra que, de cada R$ 100,00 gastos na internet no Brasil, R$ 3,47 são em fraudes. É muita coisa.

Por isso, é importante comprar de sites que você conheça ou de quem você já tenha comprado. Na dúvida, busque informações em sites de referência como o Reclame Aqui. E sempre desconfie de preços muito abaixo da média do mercado.