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OPINIÃO - Hora de desvendar o mundo dos investimentos

ARTIGOS

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8min. de leitura

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01.02.2022

 

PorRedacao | Millena PAN

Não há fórmula mágica se o assunto é o nosso dinheiro. Se queremos ter o controle da nossa situação financeira, temos que ter disciplina, organização e vontade de aprender sempre. É isso o que venho conversando com vocês nesses últimos meses.

É a mesma regra que se aplica quando pensamos sobre a importância de levar uma vida saudável: não basta você comer certinho e fazer os exercícios físicos durante toda a semana se, no final de semana, você se “permitir” comer o que der na telha.

No mundo das finanças é exatamente a mesma coisa: os bons hábitos de educação financeira devem ser colocados em prática sempre, dia após dia, não importa se é começo ou fim do mês, se entrou ou não aquela “grana extra” que você estava esperando ou mesmo se você anda “apertado”.

Cuidar das finanças, controlar os gastos, ter um consumo consciente e estar sempre aberto para aprender mais sobre educação financeira podem fazer toda a diferença nessa sua jornada e, consequentemente, na sua vida e na vida dos seus familiares.

E, já que estamos falando sobre educação, reforço aqui meu convite para vocês terem o controle do fluxo de caixa e organizar suas finanças com a planilha. 

E sabe por que ela é tão importante? Porque só anotando todos os gastos e somando os valores que conseguimos entender onde podemos melhorar, independentemente das condições do mercado ou do cenário econômico do país.

Depois dessa etapa, o próximo passo é começar a pensar em transformar sua vida financeira: uns iniciando sua reserva financeira, outros já conseguindo pensar em como investir esse dinheiro.

Quando falamos em investimento, sempre ouvimos falar de Bolsa de Valores, renda variável, renda fixa, ações e diferentes investimentos para cada perfil de investidor. Pensando em como ajudar a “desvendar” esse mundo novo para muitos brasileiros, vou explicar sobre alguns desses termos e a importância deles para suas finanças.

BOLSA DE VALORES

No Brasil, a bolsa de valores é a B3, a bolsa do Brasil. Uma bolsa de valores é o “local” em que compradores e vendedores se encontram para a realização de um negócio. 

Mas, diferente de comprar um tênis, quando vamos em um shopping, na bolsa são negociados ativos mobiliários como ações, fundos de índices, fundos imobiliários, BDRs, além de títulos públicos e derivativos financeiros, apenas para citar alguns exemplos.

A bolsa, por meio de toda a infraestrutura que oferece ao mercado, garante que quem vende uma ação, que é um pedacinho de uma empresa, vai receber o dinheiro na sua conta ao mesmo tempo que, do outro lado, quem comprou essa ação vai receber esse ativo em seu nome. 

Em outras palavras, a bolsa garante que compradores e vendedores se “encontrem” virtualmente para realizar esse negócio, servindo como uma ponte que une esses dois lados interessados para que o negócio se concretize. 

RENDA VARIÁVEL X RENDA FIXA 

Quando pensamos em investimento, pensamos em um dinheiro que, com o tempo, vai valer mais ou menos, de acordo com as características desse investimento que escolhemos. Esse é um bom ponto de partida para entendermos as diferenças entre os tipos de investimentos de renda variável e os de renda fixa, a rentabilidade.

Um investimento de renda fixa é aquele em que o investidor consegue saber, no momento em que aplica seu dinheiro, a rentabilidade que essa aplicação vai pagar ao final do período.

Na prática, você empresta seu dinheiro a um emissor e, em troca, recebe uma remuneração na forma de juros. O emissor, que pode ser um banco, empresa ou governo, precisa do  “dinheiro” naquele momento e vai te pagar por isso.

Há vários exemplos de investimentos de renda fixa como os CDBs, os títulos públicos, que podem ser pós-fixados (acompanham a taxa de juros), prefixados (com rentabilidade pré-determinada) e atrelados à inflação, além de outros títulos como LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio).

Já quando falamos em produtos de renda variável, não é possível saber, de antemão, a rentabilidade atrelada a eles ao final do investimento. Por essa razão, os economistas explicam que são geralmente aplicações de maior risco, porém com possibilidade de melhor retorno financeiro no longo prazo. 

Esse tipo de investimento pode variar de acordo com fatores como gestão da empresa, cenário político e econômico, variação cambial, setor de atuação da empresa, entre outros.

Alguns exemplos de renda variável, além das famosas ações, são os ETFs ou fundos de índices, os BDRs e os BDRs de ETFs, que podemos explicar nas próximas conversas.

Por essas razões, a recomendação de dez a cada dez analistas do mercado é sempre a mesma: busque diversificar seus investimentos, ou seja, nunca coloque todos os ovos em uma única cesta. Tenha claro seus objetivos e seu apetite ao risco e peça ajuda para que um profissional de uma corretora te ajude com os primeiros passos.

Conhecimento e educação financeira podem ajudar milhares de brasileiros como eu e você a ter o controle das finanças, planejar e realizar sonhos e ajudar não só nossa economia, como o nosso país a crescer. 

Viu só quanta coisa nova podemos explorar quando o assunto é investir? No Hub de Educação da B3, você pode aprender mais a cada dia e ficar por dentro sobre o mercado e os produtos disponíveis aos investidores. 

LinkedIn -  Christianne Bariquelli

*Esse artigo é de autoria da colunista Christianne Bariquelli e não reflete necessariamente a opinião do Banco PAN.