O que você vai ler neste artigo:

OPINIÃO - Se preparando hoje para a aposentadoria de amanhã

ARTIGOS

 • 

7min. de leitura

 • 

08.04.2022

 

PorRedacao | Millena PAN

02_Interna_Colunista_Breno_Barlach.png

Se a casa própria é uma ambição que atravessa a população brasileira, o mesmo não se pode dizer de outras metas que envolvem suas economias. Nós, da Plano CDE, notamos isso recentemente em uma pesquisa. 

Perguntamos às pessoas quais eram os objetivos financeiros que elas julgavam mais importantes — e as respostas, por incrível que pareça, variaram.

Entre as classes mais altas, o projeto mais relevante é ter uma aposentadoria boa e tranquila. Para elas, isso significa, sobretudo, ter economias guardadas para chegar à idade madura com uma vida financeira confortável. Já entre as camadas médias e baixas, depois do imóvel, as metas mais importantes passam por pagar dívidas, reformar a casa e comprar um veículo.

Na verdade, apenas 6% dessas pessoas dizem que têm como meta financeira crucial chegar à velhice com a segurança de uma aposentadoria. Entre os mais ricos, esse número é de 23%. Por que uma diferença tão grande?

AS DIFICULDADES EM GUARDAR DINHEIRO

De fato, as circunstâncias têm tornado mais difícil para as famílias das classes médias brasileiras pensarem em aposentadoria. Neste momento de recuperação da pandemia, em um país ainda em crise econômica, muitas pessoas não recuperaram seus empregos ou, mais do que isso, acabaram se endividando.

É assim que, nos nossos estudos, vemos que metade da população brasileira não consegue chegar sempre ao fim do mês com algum dinheiro sobrando. Isto é, tem um orçamento doméstico justíssimo. Pior do que isso é o fato de dois em cada dez brasileiros chegarem em meados do dia 30 sem nada na carteira.

É algo que acontece, sobretudo, porque essas pessoas costumam ter rendimentos mais instáveis ao longo do mês. 

São trabalhadores autônomos ou por conta própria que não têm um orçamento mais ou menos estabelecido no calendário: ao contrário, passam alguns meses de certa penúria e outros com mais dinheiro entrando. 

Quando isso acontece, eles usam os recursos recebidos para saldar compromissos mais urgentes, como dívidas ou compras de primeira necessidade.

É por isso que, em 2020 — primeiro ano da pandemia de Covid-19 —, muita gente não conseguiu guardar nenhum dinheiro. Para ser mais exato, 25% dos brasileiros de classe média, segundo uma pesquisa da Plano CDE.

Essa realidade impacta, sem dúvida, nas perspectivas de se aposentar. Em primeiro lugar, porque essa situação favorece sempre metas financeiras de curto prazo. Quando o dinheiro chega às mãos, há uma série de coisas para se resolver antes de se pensar em economias para a idade madura, por exemplo. 

Em segundo lugar, porque ter um orçamento incerto no mês impede que se pense a longo prazo. No ano passado, na mesma pesquisa, 23% das pessoas admitiram que não estavam fazendo absolutamente nada para se aposentar. Em outras palavras, estavam vivendo e apenas com base no presente.

Ao contrário das classes mais altas, que costumam sempre guardar uma parte do que ganham pensando no futuro.

E COMO ECONOMIZAR DINHEIRO?

 

foto de porquinho branco com pessoa colocando moeda, a pessoa aparece desfocada

Ainda que esse contexto todo dificulte que as classes mais baixas economizem visando a aposentadoria, há algumas formas de se fazer isso. 

Uma das que mais podem ter impacto nas metas financeiras é reservar sempre uma quantia destinada imediatamente à poupança. Pode ser um valor pequeno, quase ínfimo, mas já o suficiente para engordar um pouco mais as economias. Essa operação pode ser feita, inclusive, já no recebimento do dinheiro — isto é, pegar uma parte dele na mesma hora e colocar na conta.

Além disso, um plano de longo prazo pode passar também por “esquecer” a poupança. Ou seja: ir depositando o que der na conta, mas jamais contar com ela para arcar com compromissos cotidianos.

Outro hábito que pode ajudar é cortar gastos pequenos do dia a dia — na padaria, no mecânico, no fim de semana. Qualquer dinheiro que puder evitar gastar é, no fim do mês, um valor a mais que pode ir para a poupança.

Por fim, vale a pena estudar melhor como os bancos fazem o dinheiro guardado render. Além da poupança, que é utilizada pela imensa maioria dos brasileiros, há outros meios mais rentáveis de economizar. Vale lembrar, claro, que os rendimentos são sempre proporcionais ao valor que se tem na conta. Quanto maior, mais vai render. 

Na dúvida, procurar uma instituição bancária e traçar um perfil de poupador pode ser um passo inicial importante.

De qualquer forma, o principal de tudo isso é encontrar um jeito de começar a poupar. Com isso, se torna mais fácil se planejar para chegar no futuro com algum conforto financeiro — e, claro, desfrutá-lo.

 

LinkedIn: Breno Herman Mendes Barlach

Instagram: @planocde

*Esse artigo é de autoria do colunista Breno Barlach e não reflete necessariamente a opinião do Banco PAN.

 

 

 

PALAVRAS-CHAVE

COLUNISTASOPINIÃO

 

Política de PrivacidadeCookies que utilizamos

MAPA DO SITE:

Coletamos informações através de cookies, de acordo com nossa "Política de Privacidade" e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições. Você pode personalizar suas preferências clicando em "Cookies que utilizamos" em nosso site.

Cookies que utilizamosRejeitar cookies não necessáriosPermitir todos os cookies

Peça seu cartão