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O que você vai ler neste artigo:
O empréstimo que conta com garantia de um bem, como um imóvel, funciona oferecendo uma série de facilidades para quem busca dinheiro extra. A solução permite contratar crédito com melhores condições, como taxas de juros mais baixas, barateando a operação para o cliente.
Mas e se você precisar de um novo empréstimo antes de quitar o primeiro? Nesse contexto, seria necessário ter outro bem para garantir a transação ou tem como utilizar o mesmo imóvel no contrato adicional? Essa é uma dúvida comum, especialmente porque o tema passou por mudanças.
Quer descobrir se você consegue usar o mesmo bem para solicitar mais de um contrato de crédito? Continue a leitura e confira as regras aplicáveis!
O empréstimo com garantia é uma linha de crédito em que o contratante utiliza um bem – como um imóvel, veículo ou o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) – para assegurar o pagamento da dívida.
Nesse tipo de contrato, o bem oferecido é avaliado pela instituição financeira para definir seu valor de mercado. A partir disso, ela estabelece a quantia máxima que pode ser liberada como empréstimo, que costuma ser um percentual da propriedade disponibilizada.
Então o bem passa pelo processo de alienação fiduciária. Isso significa que ele continua sendo usado pelo proprietário original, que fica impedido de vendê-lo. Assim, é como se a propriedade fosse do banco até a quitação de todas as parcelas.
Em caso de inadimplência – quando o tomador não paga o débito –, a instituição financeira tem o direito de tomar posse do bem dado em garantia para cobrir a quantia devida. Entretanto, esse é um último recurso, usado apenas se não for possível resolver a situação de outras maneiras.
Afinal, quando chega a esse ponto, o bem vai a leilão, um processo mais burocrático e demorado. Se o montante apurado no processo for maior do que aquele devido, o excedente (o que sobra) é devolvido ao tomador do crédito.
O grande ponto do empréstimo com garantia é a existência desse bem que apoia a operação. Por ter essa proteção, as instituições financeiras conseguem disponibilizar condições melhores para seus clientes, como visto.
Além das taxas de juros menores, a alternativa geralmente oferece prazos mais longos para quitação, reduzindo o custo da parcela mensal. A própria aprovação do pedido de empréstimo é facilitada pela disponibilização de uma propriedade.
Leia mais: Quais critérios avaliar para contratar um empréstimo com garantia?
O uso do mesmo bem como garantia para mais de um empréstimo é permitido no Brasil. Isso foi viabilizado pelo Marco Legal das Garantias, junto com a regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN).
Antes dessa lei, um imóvel só poderia ser utilizado como garantia em uma única operação de crédito – mesmo que a quantia do empréstimo fosse inferior ao valor de mercado do bem.
Para entender melhor, considere o exemplo de uma casa avaliada em R$ 300 mil. Se ela fosse oferecida como garantia para um empréstimo de R$ 50 mil, os R$ 250 mil restantes não ficariam disponíveis para solicitar um novo crédito até que a dívida fosse quitada.
Com o Marco Legal das Garantias, os proprietários passaram a ter o direito de oferecer um mesmo bem em diversas operações de crédito simultâneas, desde que respeitadas determinadas condições. Agora, é permitido o aproveitamento do valor de mercado extra, que antes ficava “travado” em uma única operação.
Para viabilizar o uso de um mesmo bem em mais de um empréstimo com garantia de imóvel, a lei criou dois mecanismos jurídicos específicos: o contrato por extensão e a garantia superveniente. Ambos ampliam o uso do imóvel como garantia, só que seguem regras próprias.
Veja como ficou!
O contrato por extensão permite que um imóvel já dado em garantia seja utilizado para novas operações de crédito com a mesma instituição financeira.
Como visto, isso depende da existência de um excedente. Ele surge da diferença entre o valor de mercado do bem e o quanto dele foi utilizado para garantir a primeira operação. Para isso, o devedor e o banco firmam um aditivo contratual, estendendo a garantia original às novas operações.
Dessa maneira, as regras aplicáveis são:
● Todas as operações devem ser feitas com o mesmo credor.
● A soma do saldo devedor de ambos os contratos não pode ser maior do que o valor de mercado do bem.
● A extensão da garantia deve ser formalizada por escrito e registrada no cartório de registro de imóveis, garantindo publicidade e segurança jurídica.
● O prazo do segundo contrato não deve ultrapassar o do primeiro, devendo ser menor ou igual a ele.
Outra opção criada com o Marco Legal das Garantias é a garantia superveniente. Ela ocorre quando o imóvel passa a garantir uma nova dívida depois da contratação inicial, também aproveitando o valor de mercado restante do bem.
Porém, nesse caso, a nova operação ocorre com outra instituição financeira. Isso permite ao cliente buscar e utilizar condições melhores de crédito, não ficando preso às operações anteriores. Novamente, o somatório das dívidas precisa respeitar o valor do imóvel, conforme a avaliação inicial.
Uma questão interessante é que a garantia superveniente tem maior flexibilidade. Não há obrigação de o prazo do contrato ser o mesmo do empréstimo original, por exemplo. Com isso, você consegue comparar diferentes ofertas – considerando prazos, taxas e outras exigências contratuais.
Contudo, segundo a lei, em caso de inadimplência, o credor do primeiro contrato é que terá preferência para solicitar a tomada do bem. Mesmo assim, esse é um movimento evitado e geralmente deixado como última opção pelo banco, como visto.
Outro ponto importante é que essa alienação “secundária” pode ser registrada em cartório. Embora ela não seja obrigatória, a operação só tem efeito perante pessoas não envolvidas no contrato caso haja esse registro.
Leia mais: Como escolher a melhor instituição financeira para um empréstimo com garantia de veículo
Apesar das vantagens oferecidas pelo empréstimo com garantia de imóvel, ele exige atenção de quem pede o empréstimo. Essa cautela se torna ainda mais relevante quando o mesmo bem é usado em mais de uma operação de crédito.
Confira os principais cuidados ao optar pela modalidade!
Antes de contratar o crédito com garantia de imóvel, você deve fazer uma análise financeira. Para tanto, considere:
● Renda: identifique quais são seus ganhos, como salários e remuneração por trabalhos pontuais, como freelancer.
● Despesas: anote todos os seus gastos, considerando as despesas fixas (condomínio, financiamentos, mensalidades) e variáveis (alimentação, lazer etc.).
A partir disso, você consegue avaliar quanto sobra no seu orçamento para comprometer com uma parcela mensal de crédito. Lembre-se de que essa é uma dívida normalmente mais longa – então pense no longo prazo.
Afinal, comprometer um bem como o imóvel exige segurança financeira, já que a inadimplência pode resultar na perda do patrimônio, em casos extremos.
Como é possível usar todo o valor de mercado do imóvel em diversas operações, o cenário aumenta o risco de superendividamento. Dessa forma, é interessante utilizar somente parte da margem disponível para a contratação de crédito e manter uma reserva para emergências.
Ao usar o mesmo bem em mais de um empréstimo, o controle financeiro precisa ser ainda mais rigoroso. A razão disso é que eventuais atrasos em uma parcela conseguem colocar toda a estrutura de crédito em risco.
Portanto, crie o hábito de anotar cada uma das suas obrigações financeiras e gastos, por menores que sejam. Use planilhas ou aplicativos que auxiliam a fazer um controle simples, mas eficaz.
Se você já tem um contrato de empréstimo com garantia de imóvel em aberto e pensa em usar novamente essa opção, conheça ofertas variadas. Mesmo com a possibilidade de usar a extensão de garantia, há chance de que outros bancos ofereçam condições melhores – destacando a garantia superveniente.
Avaliar alternativas ao crédito com garantia de imóvel é fundamental para fazer uma escolha consciente.
Por exemplo, o empréstimo com garantia de veículo ou o empréstimo FGTS tende a ser uma possibilidade mais simples e com menor risco. Essas modalidades – oferecidas pelo Banco PAN – proporcionam vantagens que você deve considerar.
Entre elas, estão:
● Menores riscos envolvidos em perda de um bem de alto custo.
● Processo de liberação mais rápido e menos burocrático.
● O veículo continua com o proprietário durante o contrato.
Saiba que o empréstimo com garantia de veículo ou de FGTS tende a oferecer juros mais baixos do que empréstimos pessoais comuns. Ele também costuma ter menos exigências do que no crédito com garantia de imóvel.
Neste artigo, você aprendeu como funciona o empréstimo com garantia de imóvel, sendo possível usar o mesmo bem para mais de um contrato. No entanto, pode ser interessante avaliar outras possibilidades de crédito com garantia para entender o que funciona melhor no seu planejamento.
Você está em busca de crédito? Descubra as opções de empréstimo disponibilizadas pelo Banco PAN!
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