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Lidar com um orçamento apertado é um desafio comum para muitos trabalhadores, especialmente aqueles cuja renda depende de comissões. Nessas situações, quando é preciso recorrer a dinheiro emprestado para colocar as contas em dia, a busca costuma ser por alternativas mais baratas.

Entre as opções disponíveis está o empréstimo consignado privado, uma modalidade que oferece segurança e pode ajudar a manter o equilíbrio financeiro. Mas você sabe quem tem direito ao Crédito do Trabalhador, como ele é mais conhecido?

Para descobrir se o trabalhador que recebe comissões pode usar o Crédito do Trabalhador e como funciona essa modalidade, continue a leitura!

O que é o Crédito do Trabalhador?

O Crédito do Trabalhador é uma modalidade de crédito ao profissional que trabalha como CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Ele funciona como o crédito consignado convencional e está ligado à folha de pagamento do empregado, sendo descontado automaticamente do seu salário.

O diferencial desse tipo de empréstimo ao trabalhador é que não é mais preciso que o empregador tenha parceria com uma instituição financeira, como ocorria antes de 2025. Todo banco credenciado pode proporcionar essa alternativa, sem precisar de autorização do setor de recursos humanos da empresa.

Outra particularidade é que o consignado privado está disponível para qualquer pessoa registrada no regime CLT. Isso inclui profissionais com remuneração fixa e variável – então quem trabalha por comissões tem direito ao Crédito do Trabalhador.

E o que significa salário variável?

Os pagamentos variáveis são aqueles associados a comissões, como acontece com prestadores de serviços, vendedores e representantes comerciais. Nesses casos, o profissional pode ter toda a sua remuneração associada a comissões ou ter uma parte comissionada e outra fixa.

Isso significa que o valor que esse trabalhador recebe muda conforme suas metas, horas extras e bonificações, por exemplo.

Como funciona o Crédito do Trabalhador de quem tem salário variável?

O empréstimo consignado privado ou Crédito do Trabalhador pode ser contratado por quem tem o salário variável. Nesse caso, é preciso atender a alguns requisitos, como ter a carteira assinada e ativa e ser remunerado no mês em que fizer o pedido de empréstimo.

Outro critério é ter uma margem consignável disponível. Essa é a parcela máxima do salário líquido que pode ser comprometida com descontos de empréstimos consignados – sendo de 35% no Crédito do Trabalhador.

Porém, a forma de avaliar o crédito para disponibilizar muda para os profissionais que recebem por comissão. Por causa da remuneração variável, as instituições costumam ser mais criteriosas com suas avaliações.

Por exemplo, os bancos podem usar a média da remuneração nos últimos meses, em vez do valor recebido mais recentemente. Como esse número pode variar, é preciso ficar atento para apresentar uma boa média.

Além disso, lembre-se de que o desconto do consignado é feito diretamente da folha de pagamento, incluindo o salário, bônus ou comissão do mês. Isso significa que você não tem que se preocupar em pagar boletos.

Como esse crédito se aplica a profissionais comissionados?

O crédito para profissionais CLT com renda variável é bem parecido com o de qualquer assalariado. Nesse caso, a diferença é que o banco considera o salário mais as comissões para o cálculo de renda média comprovada.

A partir disso, o desconto em folha ocorre do mesmo jeito. Mas, afinal, o que entra na conta da margem consignável para trabalhadores comissionados? São todos os valores sujeitos à contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Entre eles, estão:

●        Salário-base do contrato.

●        Horas extras.

●        Adicional noturno.

●        Insalubridade.

●        Periculosidade.

●        Comissões variáveis.

●        Gratificações.

Calculada a remuneração total conforme essas variáveis, são diminuídos outros valores – por exemplo, INSS, IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) e contribuições previdenciárias, de sindicatos ou associações e outras. Com isso, você chega à renda líquida variável que serve de base para calcular a margem consignável.

Se o trabalhador for autônomo ou representante comercial (sem ser CLT), ele não tem direito ao consignado por não ter folha de pagamento formal. Nesse caso, vale considerar alternativas como o empréstimo pessoal ou o empréstimo com garantia, que têm critérios diferentes.

Quais são as particularidades da análise de crédito para comissionados?

No caso da análise de crédito para trabalhadores comissionados, o banco costuma avaliar o grau de previsibilidade e constância da remuneração do trabalhador.

Confira os principais pontos analisados!

Comprovação de renda

Para comprovar uma renda consistente, as instituições financeiras avaliam uma média de 3 a 12 meses da renda do trabalhador. Esse cuidado diminui o risco de pegar alguma sazonalidade que possa interferir na análise. O mesmo vale para quem tem salário fixo mais comissão.

Margem consignável

Quando um trabalhador tem suas comissões registradas em folha, o cálculo da margem consignável considera a remuneração líquida. Assim, as comissões eventuais e pontuais que não constam no holerite não entram no cálculo.

Histórico de crédito mais relevante

Além do histórico de pagamento, o score de crédito do consumidor tende a influenciar a análise. Trata-se de uma nota que indica se você é visto como um bom pagador, ajudando bancos a decidir se concedem crédito e em quais condições.

Variações constantes na renda podem apontar um risco. Por outro lado, quem tem disciplina financeira costuma obter condições melhores de negociação.

Como aumentar as chances de aprovação?

Se você está entre as pessoas que têm direito ao Crédito do Trabalhador, vale conhecer e seguir dicas capazes de aumentar suas chances de aprovação ao solicitar o empréstimo.

Acompanhe!

Manter estabilidade no vínculo

Se você for CLT, evitar trocas frequentes de emprego pode contar a seu favor, porque os bancos verificam seu tempo de registro em cada empresa.

Apresentar regularidade nos recebimentos

Guardar holerites ou extratos bancários para comprovar a entrada de comissões é outro fator importante. Procure manter organizada a média de 6 a 12 meses de ganhos para apresentar aos bancos.

Construir um bom histórico de crédito

Manter suas contas, cartões e financiamentos sempre em dia impacta diretamente o score de crédito. Nesses casos, procure evitar o uso excessivo do limite de crédito e a negativação ou atrasos recorrentes, que podem reduzir suas chances de ser aprovado no empréstimo.

Quem tem direito ao Crédito do Trabalhador tem uma opção mais acessível para contratar um empréstimo, mesmo com uma remuneração comissionada. Com as dicas que você conferiu, fica mais fácil conseguir a aprovação e desfrutar desse benefício.

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