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O pagamento da segunda parcela do 13º salário é um dos momentos mais aguardados do ano, mas ainda gera dúvidas quando o assunto é o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Mesmo sendo um direito previsto em lei, muitos trabalhadores não sabem quando o valor é recolhido nem como ele é calculado.

Além de representar um reforço no orçamento de fim de ano, o depósito do FGTS sobre o 13º salário influencia o planejamento financeiro e o acesso a determinadas linhas de crédito. Entender esse processo ajuda a se organizar melhor e a evitar divergências ao conferir o saldo do fundo.

Quer saber mais? Neste conteúdo, você entenderá como funciona o depósito da segunda parcela do 13º salário no FGTS, quais são as regras aplicáveis e quem tem direito ao recolhimento. Acompanhe!

Como funciona a segunda parcela do 13º salário no FGTS?

O depósito do FGTS sobre a segunda parcela do 13º salário ocorre automaticamente na conta vinculada do trabalhador. Quando a empresa faz o pagamento da parte final do seu benefício, ela também é obrigada por lei a depositar 8% desse total na sua conta do FGTS.

Diferentemente da primeira parcela, que costuma ser paga entre fevereiro e novembro sem descontos, a segunda parcela é aquela que vem com as deduções de impostos. No entanto, para o cálculo do FGTS, o que vale é a quantia bruta.

Isso significa que o seu saldo no fundo aumenta conforme o montante total do 13º salário que você conquistou ao longo dos meses trabalhados. Vale ressaltar que você, como trabalhador, não precisa fazer nenhuma solicitação para que esse dinheiro seja depositado.

É responsabilidade da empresa calcular corretamente a quantia e efetuar o depósito na sua conta vinculada na Caixa Econômica Federal. O processo segue o mesmo prazo do pagamento mensal do benefício.

O que diferencia o pagamento da segunda parcela ao FGTS?

A segunda parcela do 13º salário é geralmente paga até 20 de dezembro, e o recolhimento pelo empregador do FGTS sobre esse valor ocorre no mês seguinte, automaticamente. pelo empregador. Ele tem até o dia 20 de janeiro para realizar o processo.

O valor depositado se soma ao fundo de garantia referente ao salário de dezembro. Portanto, você poderá notar em seu extrato do FGTS que a quantia daquele mês foi maior.

Vale notar que existem exceções para esse prazo, como quando a data- limite coincidir com finais de semana ou feriados nacionais. Nessas situações, o pagamento deve ser antecipado para o dia útil anterior, evitando que a empresa sofra multas e encargos por atraso.

Como visto, o cálculo do FGTS sobre o 13º considera o total bruto do benefício — – ou seja, a quantia total antes dos descontos. Itens como o desconto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Imposto de Renda não diminuem o que será depositado na sua conta do fundo.

Quem tem direito ao depósito do FGTS sobre a segunda parcela do 13º?

Têm direito ao depósito do FGTS sobre a segunda parcela do 13º salário todos os trabalhadores contratados sob o regime de Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O recolhimento é obrigatório e não depende do tipo de jornada exercida.

O direito está relacionado à existência de vínculo empregatício formal. Logo, empregados domésticos, trabalhadores rurais e urbanos com carteira assinada estão incluídos, desde que o contrato esteja regular ao longo do ano-base.

Em situações nas quais o trabalhador atuou apenas parte do ano, o depósito do FGTS ocorre proporcionalmente ao tempo trabalhado. A lógica segue a mesma aplicada ao cálculo do 13º salário, em que cada mês trabalhado gera direito a uma fração do benefício.

Por outro lado, trabalhadores sem vínculo formal, como autônomos e prestadores de serviço que atuam como pessoa jurídica, não recebem o depósito do FGTS sobre o 13º. Estagiários também não se enquadram nessas regras, já que possuem estão sob uma legislação específica que não prevê esse recolhimento.

O que acontece se o FGTS sobre o 13º salário não for depositado?

Quando o FGTS sobre o 13º salário não é depositado, o empregador está cometendo uma irregularidade trabalhista. Como esse recolhimento é uma obrigação prevista em lei, a ausência do dinheiro na conta do fundo é um descumprimento das regras.

Para a empresa, essa prática pode resultar em multas, além da cobrança de juros e encargos calculados sobre a quantia que deveria ter sido depositada. A empresa, ainda, fica impedida de tirar a Certidão de Regularidade do FGTS, um documento essencial para participar de licitações ou conseguir financiamentos.

O empregador também fica sujeito a fiscalizações e autuações dos órgãos do Governo. Nesses casos, o trabalhador pode buscar orientação e acionar os canais legais disponíveis para a regularização da situação.

Como funciona o depósito do FGTS sobre o 13º para contratos rescindidos?

Para contratos rescindidos, o depósito do FGTS referente ao 13º proporcional ocorre no momento do encerramento. Ele faz parte das verbas rescisórias e deve ser pago pela empresa no prazo legal estabelecido para o acerto das contas.

Esse recolhimento é obrigatório e ocorre independentemente do motivo do seu desligamento da empresa. Tanto em casos de demissão sem justa causa quanto em pedidos de demissão, o patrão precisa calcular e depositar os 8% sobre o 13º que você acumulou.

A diferença está no acesso aos recursos. Em demissões sem justa causa, o trabalhador pode sacar o saldo do FGTS. Já no pedido de demissão, o depósito permanece na conta vinculada, seguindo as regras gerais de movimentação do fundo de garantia.

Para quem busca acesso a parte do saldo do fundo, existe a possibilidade de antecipação do saque-aniversário. No Banco PAN, esse processo pode ser feito de forma digital.

Pelas regras vigentes até outubro de 2026, no empréstimo FGTS, você pode adiantar até 5 parcelas em um período de 12 meses. A partir de novembro de 2026, a lei prevê a redução desse limite para até 3 parcelas, para novas contratações.

Para o trabalhador, acompanhar o depósito do FGTS sobre o 13º salário é uma forma de garantir que todos os seus direitos estejam sendo cumpridos corretamente. A conferência do extrato do FGTS permite identificar eventuais inconsistências e buscar orientação quando necessário.

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