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Uma dúvida comum em relação a um débito com custo alto é como baixar os juros. Taxas elevadas dificultam o pagamento de uma dívida, tornando a reorganização financeira mais difícil. Nesse caso, uma das soluções é substituir um crédito caro por outro mais barato, como o empréstimo consignado.

Desse modo, é possível reduzir o custo dos juros e deixar o pagamento mais adequado ao orçamento. No entanto, o processo deve ser avaliado com atenção para tomar uma decisão consciente.

Quer entender como baixar os juros da sua dívida? Continue a leitura.

Qual é a taxa de juros das modalidades de crédito?

Os juros representam o custo cobrado pela instituição financeira pelo empréstimo do dinheiro. Eles são informados normalmente em percentual ao mês (% a.m.) e ao ano (% a.a.). Cada modalidade apresenta uma taxa de acordo com o banco e eventuais regras.

Para compreender melhor a diferença entre as modalidades de crédito, vale consultar as médias divulgadas periodicamente pelo Relatório de Taxa de Juros do Banco Central. Veja os exemplos usando o período entre 25 de junho e 1º de julho de 2026.

Crédito pessoal

O crédito pessoal é um tipo de empréstimo oferecido por bancos para pessoas físicas. Nesse modelo, o valor é liberado na conta do solicitante, podendo ser usado livremente, sem necessidade de informar a finalidade.

Em contrapartida, o cliente devolve o dinheiro em parcelas mensais acrescidas de juros. A média das taxas de juros do crédito pessoal era de 6,94% ao mês e 162,2% ao ano.

Rotativo do cartão de crédito

O rotativo do cartão de crédito é utilizado quando o total da fatura não é pago até a data de vencimento. Nesse caso, o banco cobre o valor que faltou e transforma essa diferença em uma dívida.

A quantia que ficou em aberto é incluída na próxima fatura, já com os encargos. Por isso, o rotativo é geralmente utilizado como uma solução temporária, até que a dívida seja quitada ou parcelada. A média das taxas do rotativo de cartão de crédito foi de 14,73% ao mês e 481,28% ao ano.

Cheque especial

O cheque especial é uma modalidade de crédito pré-aprovada. Quando o dinheiro da conta acaba e o cliente precisa de mais, o banco libera o valor disponível no cheque especial, que funciona como um empréstimo. Assim, são cobrados juros e outros encargos previstos em contrato sobre a quantia utilizada.

A média das taxas de juros do cheque especial foi de aproximadamente 6,91% ao mês e 129,62% ao ano.

Empréstimo consignado INSS

O empréstimo consignado do INSS é uma modalidade destinada a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social. Com ele, o valor das parcelas é descontado do benefício recebido pelo segurado, reduzindo o risco de não pagamento para o banco.

Consequentemente, as taxas de juros costumam ser menores do que em outros tipos de crédito. Além disso, há um teto de juros, que em julho de 2026 era de 1,85% a.m. Ele é definido pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS).

O órgão é responsável por estabelecer regras relacionadas à Previdência Social e avaliar condições que envolvem os empréstimos consignados. A definição de um teto de juros tem como objetivo proteger os usuários de crédito consignado, evitando cobranças excessivas e reforçando a segurança na contratação.

Entretanto, isso não significa que todas as instituições financeiras cobram esse percentual. Existem bancos que oferecem empréstimos consignados do INSS com juros inferiores ao limite estabelecido – como o PAN, que tem taxas a partir de 1,31% a.m.

A média das taxas praticadas no empréstimo consignado do INSS foi de aproximadamente 1,81% ao mês e 24,03% ao ano.

Como baixar os juros da dívida?

Mais do que trocar uma dívida por outra, a substituição precisa estar acompanhada de um planejamento financeiro. O objetivo é melhorar as condições de pagamento e evitar que novos compromissos prejudiquem o controle das finanças.

Entenda como baixar os juros da dívida.

Confira o valor atual da dívida para quitação à vista

O primeiro passo para reduzir os juros de uma dívida é verificar o valor necessário para realizar a quitação à vista. Esse cálculo permite saber quanto seria preciso pagar para encerrar o contrato antes do prazo previsto.

A quantia para pagamento antecipado pode ser diferente da soma de todas as parcelas restantes, pois os juros das prestações futuras devem ser considerados no cálculo. Por isso, é importante solicitar à instituição financeira o saldo atualizado da dívida antes de tomar uma decisão.

Com essa informação, fica mais fácil avaliar se a quitação é uma alternativa viável ou se outras opções, como renegociação, reduzem o custo do débito.

Leia: Como sair das dívidas de forma prática e recuperar sua vida financeira

Entenda o custo do novo empréstimo

Antes de contratar um empréstimo para quitar uma dívida, compare as condições da nova operação. A análise deve considerar a taxa de juros, o Custo Efetivo Total (CET), o valor das parcelas e o prazo de pagamento.

Por exemplo, imagine uma pessoa que mantém uma dívida no cheque especial. Ao simular um empréstimo consignado do INSS, ela percebe que, mesmo assumindo um novo contrato, as parcelas ficam mais previsíveis, de acordo com os dados do Relatório de Taxa de Juros.

Além disso, o custo financeiro total tende a ser menor do que se permanecer na modalidade anterior. A comparação entre CET, prazo e valor das parcelas ajuda a identificar qual alternativa é mais vantajosa.

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Evite assumir novos compromissos durante o pagamento

Enquanto quita a dívida, evite contratar novos créditos ou assumir despesas que comprometam o orçamento. A inclusão de compromissos tende a dificultar o controle financeiro e aumentar o risco de acumular diferentes dívidas ao mesmo tempo.

Quando uma pessoa utiliza novos empréstimos para cobrir despesas sem reorganizar as finanças, ocorre o chamado efeito bola de neve. O processo acontece quando uma dívida leva à necessidade de contratar outro crédito, aumentando gradualmente o valor total devido.

Por isso, após renegociar uma dívida ou contratar uma alternativa com juros menores, mantenha o planejamento financeiro, controle os gastos e priorize o pagamento das parcelas já assumidas.

Neste artigo, você aprendeu como baixar os juros trocando uma dívida cara por um crédito em condições mais vantajosas. Agora, vale seguir as dicas para se organizar financeiramente e ter mais tranquilidade.

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