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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, na quarta-feira (26/10), manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. Trata-se da segunda vez que a entidade monetária determina a manutenção dos juros, após uma sequência de 12 altas seguidas, iniciada em março de 2021, quando a Selic estava em 2%. O último aumento aconteceu na reunião de agosto.

Levantamento mostra que, com a decisão, investimentos em renda fixa pós-fixada, que acompanham a taxa, tendem a ser o melhor caminho para os investidores. Uma aplicação de mil reais, com a atual taxa, não é vantajosa se for feita por meio de poupança. Em seis meses, a aplicação chega a cerca de R$ 1.043 e, em 30 meses, a cerca de R$ 1.231.

Especialistas do Banco Central afirmam que, no atual cenário econômico, o melhor investimento em ambos os períodos é o CDB. No curto prazo, os mil reais podem chegar a R$ 1.057, enquanto no longo prazo pode alcançar cerca de R$ 1.350. O valor dos ganhos, dizem economistas, depende da porcentagem oferecida pelos bancos.

O QUE É A TAXA SELIC

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Selic e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica. Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Entretanto, as taxas de juros do crédito não variam na mesma proporção da Selic, que é apenas uma parte do custo do crédito. Os bancos também consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

O QUE É CDB?

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um tipo de aplicação de renda fixa. Esse certificado é um título que funciona como empréstimo para as instituições financeiras. Em compensação, ele rende juros.

Sabe quando você solicita um empréstimo ao banco, ele te empresta o dinheiro, mas você precisa devolver com taxa de juros? Então, nesse caso, basicamente quem está emprestando dinheiro para o banco é você! E você receberá a devolução dessa parcela emprestada acrescida de juros.

Assim, quando você compra CDB de um banco, você está emprestando uma grana para a instituição que emitiu o título (ou seja, o CDB). Para “agradecer” pela grana emprestada, o banco te devolve o dinheiro depois com o acréscimo de juros.