O que são as APIs do Open Banking

Conforme a implementação do sistema financeiro aberto avança, surgem dúvidas sobre as APIs do Open Banking

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Por Redacao PAN

  

As APIs do Open Banking são um tema que surge com frequência ao abordar esse fundamento. O sistema financeiro aberto conta com tecnologias que visam facilitar a troca de informações entre instituições, e as APIs são um desses recursos fundamentais.

Sem as APIs, ficaria inviável o compartilhamento de informações entre os integrantes do sistema financeiro que participam do Open Banking. Isso porque as instituições usam sistemas diferentes, e nem sempre eles são compatíveis entre si.

Como é o uso de APIs no Open Banking

API é uma sigla para Application Programing Interface (Interface de Programação de Aplicações, em tradução livre). No Open Banking, elas são fundamentais para a troca de informações entre sistemas das instituições que participam do sistema financeiro aberto.

O recurso funciona como um conjunto de padrões e instruções de programação que visa aumentar a segurança de dados, facilitar a troca de informações e permitir que diferentes linguagens de programação “conversem” entre si. Seria um “tradutor” entre sistemas.

O uso de APIs no Open Banking permite que as instituições financeiras possam, após liberação por parte de clientes, compartilhar suas informações financeiras de um sistema para o outro. Sem esse recurso poderia ficar difícil que uma instituição conseguisse ler os dados enviados por outra.

Imagine uma pessoa que está com R$ 2.500 na conta que possui no Banco A. Nessa instituição, o sistema lê os valores usando a vírgula para separar o milhar, como nos EUA. Nesse caso, o sistema teria arquivado que o saldo seria R$ 2,500.

Agora, vamos supor que essa mesma pessoa quer compartilhar o seu saldo bancário com o Banco B. Só que essa instituição utiliza o ponto para indicar o milhar, como é adotado no Brasil. Logo, o número ficaria como R$ 2.500 nesse sistema.

Sem uma API, o Banco B não conseguiria reconhecer qual é o valor do saldo que o Banco A compartilhou. Mas, com o recurso, é possível padronizar as linguagens. A API “traduz” os valores e, com isso, ambas as instituições entendem que o saldo é de R$ 2.500.

Mesmo que uma instituição bancária use uma forma de “escrever” as informações do seu sistema que seja diferente de outro banco, a API conecta os sistemas, unifica a linguagem e o compartilhamento de dados acontece de maneira mais eficaz.  

infográfico mostra trechos do texto sobre o que são apis do open banking e exemplo de como funcionam.

A API é um recurso criado para o Open Banking?

O Open Banking apenas utiliza um recurso que já havia sido criado anteriormente e que já está presente em nossas vidas. Por exemplo: para fazer login em um determinado aplicativo, ele pode dar a opção de você usar um perfil de rede social para isso.

Assim, não é necessário criar novos dados de acesso para entrar em um determinado site, aplicativo ou outro sistema. A API está na opção de “se conectar com seu Facebook” ou “Entre com sua conta do Google” que alguns programas oferecem.

A API é um conjunto de padrões de programação que fazem a ponte entre sistemas e permitem integração, acesso e conversação entre plataformas, sempre depois da autorização do usuário. Com isso, os dados podem trafegar de forma mais ágil.

O que é Open Banking

 

 

 

foto mostra mão de pessoa branca segurando celular, que mostra na tela ícone de dinheiro com fundo azul e setas em direção a ícone representando estabelecimento, com alusão a troca de informações das apis do open banking.

O Open Banking é uma iniciativa do BACEN (Banco Central).

Trata-se de um fundamento que permite ao cliente de um serviço financeiro compartilhar suas informações pessoais e bancárias com outra instituição. 

Esse compartilhamento dos dados só será feito com o consentimento dos clientes, em um ambiente digital e com autenticação, para garantir a segurança das informações. São eles que escolhem se querem compartilhar dados e com qual instituição querem compartilhar.

Tudo acontece de forma gratuita, segura, ágil e conveniente, por meio de diferentes plataformas. 

O fundamento parte do princípio que os dados pessoais e financeiros pertencem à pessoa. No entanto, sem o Open Banking, ela não conseguia mostrar seu histórico a outra instituição de forma segura. Com sua implementação, isso passa a poder acontecer.

Segundo o Banco Central, a implementação do Open Banking deve proporcionar:

Mais competição

foto mostra homem sorrindo enquanto lê papel, com ícones de porcentagem azuis inseridos na imagem. O homem é negro, tem cabelo curto e cavanhaque e usa camiseta manga curta cinza.

Com acesso aos dados dos usuários que permitirem o compartilhamento, as instituições participantes poderão fazer ofertas de produtos e serviços para clientes de seus concorrentes.

Isso deve trazer benefícios para o consumidor, pois, uma vez que os bancos começarem a “brigar” entre si para dar o melhor benefício para o cliente, este poderá obter tarifas mais baixas e condições mais vantajosas.

Melhor experiência no uso de produtos e serviços financeiros

O Open Banking vai tornar possível ainda, na visão do órgão, que “as instituições participantes ofereçam soluções que facilitem às pessoas controlarem suas vidas financeiras”. 

Como exemplo, o BACEN diz que uma pessoa que tenha mais de uma conta bancária ou  conta em um banco e empréstimo em outro poderá ver todas as suas informações em um único local.

O Open Banking também trará mais segurança para os dados de clientes, além de garantia de sigilo de informações. Tudo só acontece com consentimento das pessoas e com autenticação realizada no sistema do banco em que um cliente possui conta.

Quais as fases do Open Banking

O Open Banking foi dividido em 4 fases pelo BACEN:

  • fase 1, que começou em 1º de fevereiro de 2021, quando as instituições que participam do sistema disponibilizaram ao público informações sobre canais de atendimento e tipos de produtos e serviços que oferecem

  • fase 2, iniciada de forma gradual em 13 de agosto de 2021, com os clientes permitindo, se quiserem, o compartilhamento de dados de cadastro e transações em contas, cartão de crédito e produtos de crédito, entre instituições financeiras

  • fase 3, com início em 29 de outubro de 2021, momento em que é possível o compartilhamento de serviços, iniciados com as transações de pagamentos por meio do PIX e posteriormente evoluindo para outros tipos de serviços como as propostas de créditos. 

  • fase 4, a partir de 15 de dezembro de 2021, quando o escopo do Open Banking é ampliado para outros segmentos financeiros como câmbio, seguros, investimentos e previdência privada.

Segundo o BACEN, ao final o Open Banking permitirá o surgimento de novas soluções para oferta e contratação de serviços e produtos financeiros. Só para reforçar: tudo acontece com o seu consentimento, então nada será feito sem permissão de clientes.

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