Pesquisa mostra que pandemia deixou brasileiro mais preocupado, estressado e triste

Estudo da FGV indica que pandemia afetou mais a felicidade de pessoas de renda mais baixa

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Por Rodrigo Chiodi

A “felicidade do brasileiro” está menor. Talvez essa afirmação não seja bem uma novidade para você nestes tempos difíceis de pandemia, mas agora há um estudo que demonstra isso.

A pesquisa Bem-Estar Trabalhista, Felicidade e Pandemia, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV Social), mostra que o país atingiu, em 2020, a pior nota média de satisfação com a vida desde 2006. Mais do que isso, o estudo ainda mostra que os 40% mais pobres foram os que ficaram mais infelizes. 

Essa avaliação do estudo parte de uma nota que os entrevistados dão, de 0 a 10, à pergunta sobre sua satisfação com a vida. 

A nota tinha subido em 2019, para 6,5 pontos, mas no ano passado ela caiu para  6,1, a menor desde 2006, quando a pesquisa começou a ser feita.

O estudo ainda aponta que a felicidade durante a pandemia aumentou entre os 20% mais ricos, de 6,8 em 2019 para 6,9 em 2020. 

Por outro lado, entre os 40% mais pobres, o indicador de felicidade caiu de 6,3 para 5,5.

Homem de máscara com macacão jeans apoia a cabeça, abaixada, na mão esquerda, de olho fechado, expressando preocupação; à direita na imagem, uma janela com esquadrias amarelas e uma geladeira


Mais raiva, preocupação e estresse

O estudo ainda questiona as pessoas entrevistadas sobre outros sentimentos. E detectou piora de 2019 para 2020 em várias perguntas. De um modo geral, os brasileiros estão:

  • Com mais raiva (19% em 2019 e 24% em 2020);

  • Mais preocupados (56% em 2019 e 62% em 2020);

  • Mais estressados (43% em 2019 e  47% em 2020);

  • Mais tristes (26% em 2019 e 31% em 2020).

Quando o assunto é diversão, a percepção geral do brasileiro é de queda, de 72% em 2019 para 66% em 2020.

Queda na renda durante a pandemia

Esse estudo da FGV também apontou que, durante a pandemia, a renda média do brasileiro foi de R$ 1.122 entre janeiro e março de 2020 para R$ 995 no 1º trimestre de 2021. É o menor valor da série histórica – pela 1ª vez abaixo de R$ 1 mil.