Os 7 documentos fundamentais para quem quiser ter uma vida organizada

Por Rodrigo Chiodi
Desde o dia em que você nasce, até a vida adulta, os documentos acompanham cada passo seu. A certidão de nascimento é o primeiro documento que sai em seu nome. Depois dela, vêm RG, CPF, título de eleitor, carteira de trabalho e outros mais.

Listamos sete documentos que você precisa cuidar muito bem para não ter dor de cabeça tendo de tirar uma segunda via. Mas, afinal, você sabe para que serve cada um deles? E sabe as origens deles?

Existem duas maneiras de descobrir.

Uma é assistindo ao vídeo que os youtubers gêmeos Willow e Watson gravaram para o canal Pra Fazer Mais, do Banco PAN:



A outra é lendo um pouco mais sobre os sete documentos apresentados pelos youtubers aqui em baixo. Confira! 
 

1. Certidão de nascimento

Este é o primeiro documento que você ganha em seu nome, ainda recém-nascido. Ele serve para diversas finalidades, como tirar outros documentos, fazer a matrícula escolar e até para conseguir financiamento. Você vai precisar apresentar a certidão de nascimento muitas vezes ao longo da vida.

O mais curioso é que a certidão de nascimento é mais antiga que os próprios cartórios no Brasil. Os cartórios foram criados por um decreto em 1874. Mas as certidões já existiam antes disso. A diferença é que, até ali, elas eram registradas nas igrejas. Com o decreto, elas passaram a ser registradas de uma maneira mais formal e organizada nos cartórios. 

2. RG

A sigla vem de Registro Geral e este documento tem informações importantes e oficiais sobre você, como o seu nome, os nomes dos seus pais, data e local de nascimento. Além disso, tem um número único, que vai ser seu pelo resto da vida — e tem a sua assinatura.

O RG também é antigo. Existe desde 1907. E você sabia que o primeiro RG da história foi emitido para o presidente do Gabinete de Identificação e de Estatística da Polícia do Distrito Federal (que na época era o Rio de Janeiro)? O nome dele era Edgard Costa e ele foi o detentor do RG de número 1.

Eram outros tempos, bem diferentes de agora, quando alguns estados já possuem a versão digital desse documento. 

3. CPF

O CPF é a sigla do Cadastro de Pessoa Física. Muitas vezes você talvez não entenda por que tem de ficar memorizando dois números — o do RG e do CPF. A vida seria muito mais simples se só houvesse um número.

O CPF é composto de 11 números e ele é obrigatório para declaração do Imposto de Renda e para outras obrigações com a Receita Federal. Ele é bem mais recente que a certidão de nascimento e que o RG. Surgiu em 1968.

Uma curiosidade: o CPF é, na verdade, formado de nove dígitos. Os dois últimos são resultado de uma conta feita com os outros nove números. Isso existe para ficar mais difícil para uma pessoa falsificar um CPF. Para burlar um CPF, você vai ter de saber calcular os dois dígitos finais.

É por isso, então, que o CPF vem com dois números depois do hífen, como os “X” neste exemplo: 000.000.000-XX. O “XX”, no caso, é o código verificador. 

4. Título de eleitor

Você precisa dele para votar e para provar que está com as obrigações eleitorais em dia. Ele é antigo. Com outros nomes e formatos, existe desde 1875. Mas é preciso considerar que, de lá para cá, o direito a voto mudou no País também.

Hoje em dia, o título de eleitor é opcional a partir dos 16 e obrigatório a partir dos 18 anos.

Em ano de eleição, como 2020, muitas pessoas precisam regularizar a situação de seus títulos. Quem deixa de fazer isso pode ter complicações. Além de ter o título cancelado, acaba tendo complicações para tirar passaporte
.

5. Carteira de trabalho

A Carteira de Trabalho e Previdência Social (CPTS) nasceu em 1932 junto com os direitos dos trabalhadores instituídos pelo então presidente Getúlio Vargas. Na época, ela se chamava Carteira Profissional. Sua função é registrar todos os empregos formais que uma pessoa teve, o que vai contar diretamente para a aposentadoria.

Nem todas as pessoas no Brasil vão necessariamente ter uma carteira de trabalho na vida. Por exemplo, quem passa a vida toda trabalhando como empresário ou autônomo não precisará de uma. Ou, então, trabalhadores informais. No Brasil, aliás, 41,4% dos trabalhadores são informais segundo o IBGE.

Pode acontecer, ainda, de uma pessoa não trabalhar durante a vida por diversas razões — opção, necessidade, falta de oportunidade e por aí vai.

6. Certidão de casamento

Este é outro documento que muitas pessoas passarão a vida sem ter. Nem todas as pessoas vão se casar formalmente.

A certidão de casamento é a comprovação do vínculo matrimonial que existe entre duas pessoas. É útil para pedir empréstimos, por exemplo, porque pode comprovar que, somadas, as rendas do casal são suficientes para arcar com a parcela.

Não é, porém, a única forma de você comprovar que tem união com outra pessoa. Existe hoje no Brasil a Declaração de União Estável, também conhecida como Certidão de União Estável, que tem o mesmo efeito da certidão de casamento para muitas situações.

7. CNH

A CNH (Carteira Nacional de Habilitação) só vai servir para quem pretende dirigir carro ou moto. Diferentemente dos outros seis documentos desta lista, para tirá-la, você precisa de aprovação em testes teóricos e práticos.

A habilitação para dirigir veículos motorizados é exigida no Brasil desde 1891. Mas ela só passou a se chamar CNH em 1994, quando o documento ganhou foto. Agora, começa a passar para o formato digital em muitos estados.