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“Aos poucos, os brasileiros tentam voltar à rotina normal, e é isso que estimulará o consumo em 2021”, disse Marcos Pazzini, sócio da IPC Marketing Editora e responsável pela pesquisa, em comunicado à imprensa enviado ao Blog Amigo do Dinheiro. Para o estudo, as projeções para as classes D e E foram reunidas.
De acordo com a pesquisa, os gastos com habitação estão em destaque para as classes C, D e E, com alta em relação a 2020. As projeções feitas no ano passado e neste ano são as seguintes:
Classe C
2020: R$ 429,3 bilhões
2021: C: R$ 509,7 bilhões
Projeção de alta de 18,73% em 2021
Classes D/E
2020: R$ 145,8 bilhões
2021: R$ 167,5 bilhões
Projeção de alta de 14,88% em 2021
As famílias dessas faixas de renda também devem aumentar seus gastos com comida no domicílio neste ano. O estudo calculou essas despesas da seguinte forma:
Classe C
2020: R$ 170,3 bilhões
2021: R$ 199,8 bilhões
Projeção de alta de 17,32% em 2021
Classes D/E
2020: R$ 67,5 bilhões
2021: R$ 78,3 bilhões
Projeção de alta de 16% em 2021
Outra despesa que essa parte da população deve aumentar é com veículo próprio. Os valores calculados pelo IPC Maps são os seguintes:
Classe C
2020: R$ 146 bilhões
2021: R$ 176,6 bilhões
Projeção de alta de 20,6% em 2021
Classes D/E
2020: R$ 28,4 bilhões
2021: R$ 33 bilhões
Projeção de alta de 16,2% em 2021
A pesquisa analisou 22 categorias de consumo, como: alimentação em domicílio e fora do domicílio, bebidas, habitação, artigos de limpeza, mobiliários e artigos do lar, eletroeletrônicos, calçados, jóias e bijuterias, transportes urbanos, veículo próprio, educação, recreação, viagens.
No geral, o estudo indica que deve aumentar o consumo em todas as categorias neste ano. Vale lembrar que 2020 foi quando começaram as medidas restritivas para tentar conter o avanço da pandemia no Brasil.
A expectativa, portanto, é que a ampliação da imunização da população permita o aumento do consumo das famílias. Essa alta no gasto vale também para as classes A e B.
A pesquisa estima que o consumo anual de todas as classes (A, B, C e D/E) salte dos R$ 4,14 trilhões previstos em 2020 para R$ 4,71 trilhões em 2021. O aumento seria de 13,77%.
Falando em consumo, o comércio online ganhou força na pandemia. Pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) apontou que 91% dos internautas realizaram alguma compra online nos últimos 12 meses. Aumento de 5 pontos percentuais em comparação com 2019.
O levantamento considerou 23 categorias, sendo o delivery de comida aquela que mais cresceu. Ao todo, 55% dos entrevistados disseram ter feito alguma compra do tipo, ante 30% do estudo anterior. O avanço explica-se pelas medidas de restrição impostas a bares e restaurantes, que ampliaram a entrega em domicílio.
As compras virtuais em supermercados também tiveram crescimento de destaque, de 9% (2019) para 30% (2021). Isso porque muitas pessoas optaram por não sair de casa e/ou evitaram as idas à rua durante a pandemia.
Além disso, a Abras (Associação Brasileira de Supermercados) constatou numa outra pesquisa que aumentou o consumo médio de unidades de ovos, que era de 195 por pessoa em 2019, chegou a 260 nos últimos 12 meses.
Nesse mesmo período, o preço da carne subiu mais de 35%, segundo o levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do país.
A troca aconteceu mesmo com o aumento do preço do ovo: a própria Abras constatou uma alta de 12,12% nos valores somente neste ano, até março.
O aumento explica-se pelas consecutivas altas no preço da carne bovina e pela perda de renda causada pela pandemia. As famílias brasileiras precisaram complementar a refeição com o alimento que conseguem comprar.
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