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O que você vai ler neste artigo:
Os empréstimos consignados podem oferecer vantagens a quem contrata, principalmente pelas condições de parcelamento e juros. No entanto, a quantia disponível para contratação depende da margem consignável – você sabe como calcular?
Essa é uma questão importante para as pessoas que buscam dinheiro emprestado. Afinal, a modalidade tem regras próprias, e entendê-las ajuda a tomar decisões financeiras mais acertadas.
Quer mais informações sobre essa alternativa? Continue a leitura para descobrir como funciona a margem consignável e aprender como calcular a sua.
A margem consignável define a quantia máxima da renda disponível que pode ser usada no pagamento das parcelas mensais de um empréstimo consignado. Seu objetivo é evitar que o crédito comprometa totalmente o orçamento de quem o contrata.
As prestações do empréstimo consignado são descontadas automaticamente do salário ou benefício antes mesmo de o dinheiro cair na conta. Isso reduz o risco de inadimplência, que é a falta de pagamento das parcelas.
Para os bancos, a operação é mais segura porque o pagamento ocorre no momento do repasse da renda. Por isso, o consignado pode apresentar juros mais baixos em comparação a outras modalidades de crédito que não apresentam um tipo de segurança.
Para o cliente, o desconto automático também ajuda na organização financeira. Como a parcela já é separada antes do recebimento do salário ou benefício, há menos chances de esquecer o pagamento e ter que pagar multas e juros por atraso.
A seguir, veja as principais informações sobre o empréstimo consignado e suas margens.
Existem diferentes modalidades de empréstimo consignado. Por exemplo, os trabalhadores CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) podem contratar o Crédito do Trabalhador.
Da mesma forma, alguns beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) têm acesso à modalidade, como:
● Pensionistas
● Aposentados
● Quem recebe o BPC/LOAS (Benefício de Prestação Continuada da Lei Orgânica de Assistência Social)
O empréstimo consignado também existe para os servidores públicos, desde que o órgão empregador mantenha convênio com instituições financeiras que oferecem o produto.[EB1]
O limite consignável varia conforme o tipo de relação do contratante. Por exemplo, para quem trabalha com registro em carteira, o teto é de 35% do salário líquido – depois de todos os descontos obrigatórios. Esse total é dividido em 30% para empréstimo consignado e 5% para cartão de crédito consignado.
No caso dos aposentados e pensionistas do INSS e de servidores públicos federais, o percentual é um pouco maior. Ele passou por atualizações em maio de 2026, ficando estabelecido em até 40% da renda líquida.
Já funcionários públicos estaduais e municipais podem ter outras margens, pois elas dependem das regras próprias de cada vínculo. Vale ressaltar que a margem define o limite da parcela do empréstimo, portanto, você não é obrigado a usá-la por completo.
Dá para manter mais de um crédito consignado simultaneamente, desde que ainda exista margem consignável disponível. Por isso, ao somar as parcelas do mês, o resultado deve respeitar o limite do seu tipo de vínculo.
Por exemplo, um aposentado do INSS contratou um primeiro empréstimo que comprometeu 10% da renda mensal. Depois, ele fez um segundo contrato utilizando mais 20%. Nesse caso, ainda resta 10% de margem disponível para uma futura contratação, desde que a nova operação seja aprovada pela instituição financeira.
Leia: Saiba a diferença entre empréstimo consignado, pessoal e do FGTS
Saber calcular a margem de consignado disponível é essencial para ter clareza sobre os limites para contratação ao pedir um empréstimo. Assim, fica mais fácil ter controle sobre o seu orçamento e fazer uma escolha adequada à sua realidade.
Confira os passos para calcular a parcela do crédito consignado.
Para começar, identifique sua renda líquida. Ela é a quantia que você recebe de fato depois dos descontos obrigatórios, como visto. Pensionistas e aposentados geralmente têm apenas a cobrança do Imposto de Renda (IR) se não forem isentos.
No caso de trabalhadores formais, o salário passa por deduções como contribuições ao INSS e ao IR. Existem outros abatimentos, como vale-transporte ou plano de saúde, dependendo do contrato de emprego e dos benefícios que o funcionário recebe.
Você encontra sua remuneração líquida no holerite, contracheque ou extrato de benefício disponível no portal Meu INSS. No documento também aparecem informações sobre a eventual existência de outros contratos de empréstimos consignados ativos.
Após identificar sua renda líquida, é o momento de calcular sua margem consignável. Caso você não tenha outro empréstimo consignado ativo, é só multiplicar o valor encontrado pela porcentagem máxima da parcela:
Margem consignável = renda líquida x % destinado ao vínculo
Imagine um trabalhador CLT que recebe um salário líquido de R$ 2.500. O cálculo da margem consignável do Crédito do Trabalhador seria:
Margem consignável = 2.500 x 0,35
Margem consignável = 875
Agora, pense em um aposentado que recebe R$ 3.000 líquidos mensais. Nessa hipótese, a margem consignável total disponível seria:
Margem consignável = 3.000 x 0,40
Margem consignável = 1.200
Assim, a margem consignável total para empréstimos seria de R$ 1.200 por mês.
Para não se confundir, você deve saber a diferença entre a margem total e a disponível. A primeira você já viu que representa o limite máximo da renda a ser comprometido com descontos do consignado.
Já a margem disponível corresponde ao valor que ainda resta para novas contratações, caso a pessoa tenha um contrato ativo. Para calculá-la, é preciso descontar da margem total o valor das prestações que estão sendo pagas no consignado.
Para melhor compreensão, volte ao exemplo anterior do aposentado que ganha R$ 3.000, com margem total de R$ 1.200 por mês. Se ele tem um contrato com parcela mensal de R$ 700, parte desse limite já está comprometida, restando R$ 500 de margem disponível.
Isso significa que ele ainda pode contratar outro consignado, desde que a nova parcela caiba dentro desse valor restante.
O crédito consignado tem taxas de juros e outras eventuais cobranças. Logo, para definir o total contratado, não basta multiplicar a parcela pelo prazo do contrato. Mas não se preocupe, pois você não precisa fazer cálculos complexos.
A Calculadora do Cidadão, disponibilizada pelo Bacen (Banco Central), oferece uma maneira simples de entender quanto você pode contratar e qual é o total de juros. Basta acessar o portal e informar o número de meses, a taxa de juros e a parcela. Depois, clique em “Calcular”.
Observe um exemplo utilizando a parcela de R$ 875, com prazo de 36 meses e taxa de juros mensal de 1,8%:
Nesse caso, a estimativa de valor da contratação é de R$ 23.036,09. Já a quantia total a ser paga é de R$ 31.500, sendo que R$ 8.463,91 corresponde aos juros pagos ao longo do contrato.
A contratação depende do vínculo que cada pessoa tem. Os empregados CLT obtêm o empréstimo diretamente com as instituições financeiras que trabalham com a modalidade. Outra opção é utilizar o aplicativo Carteira de Trabalho Digital para receber propostas de diferentes bancos.
Por sua vez, os servidores públicos acessam o crédito com os bancos conveniados ao órgão empregador. No caso do servidor federal, é preciso autorizar a transação no aplicativo SouGov.br.
Até maio de 2026, os aposentados e pensionistas do INSS negociavam o empréstimo diretamente com os bancos. Apesar disso, o Governo Federal anunciou que adotará uma espécie de leilão.
O lançamento do novo modelo está previsto para ocorrer em 2026. Quando ele entrar em vigor, a proposta é que as contratações ocorram no sistema do Meu INSS. O objetivo é aumentar a segurança e evitar fraudes nesse tipo de operação.
A ideia é que funcione assim: o aposentado ou pensionista manifesta seu desejo de contratar o empréstimo consignado. As instituições financeiras são informadas do interesse, podendo apresentar propostas para o solicitante.
No Meu INSS, no espaço dedicado ao empréstimo, o cidadão passa a ter acesso a informações como margem consignável e contratos ativos. Ele também terá como comparar diferentes propostas em um só ambiente.
Você não precisa esperar o leilão do INSS ser lançado para obter seu empréstimo consignado, pois existem diferentes opções disponíveis. Por exemplo, o Banco PAN oferece condições pensadas na realidade dos pensionistas e aposentados do INSS.
Para isso, antes da contratação, libere o benefício para a operação no aplicativo Meu INSS:
● Acesse o portal e faça login com seu CPF e sua senha.
● Digite “bloquear” na barra de pesquisa.
● Selecione a opção “Bloquear/desbloquear benefício para empréstimo consignado”.
● Clique no seu benefício.
● Siga as instruções do canal do INSS.
Quando estiver liberada a aposentadoria ou pensão para o empréstimo consignado, você consegue solicitar o produto no site do PAN:
● Acesse a página do empréstimo consignado do Banco PAN.
● Clique em “Contratar empréstimo”.
● Aguarde o redirecionamento para o WhatsApp.
● Receba e preencha o formulário para fazer uma simulação e conferir as condições disponíveis.
● Aguarde a avaliação do banco e avalie a proposta.
● Se for do seu interesse, manifeste o desejo de contratar o empréstimo e assine o contrato.
Agora, se você já é cliente do Banco PAN, o processo pode ser feito pelo aplicativo. Após autorizar o consignado pelo Meu INSS, entre no nosso app. Clique em “Empréstimo consignado”, siga as orientações em tela e faça uma simulação.
Neste conteúdo, você aprendeu como funciona o empréstimo consignado e como calcular a margem consignável para a operação. Desse modo, fica mais simples compreender as condições oferecidas e encontrar a alternativa que mais faça sentido para a sua vida financeira.
Consulte as condições disponíveis no empréstimo consignado do Banco PAN para aposentados e pensionistas do INSS.
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