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O que você vai ler neste artigo:
Os empréstimos vinculados à renda podem oferecer vantagens ao contratante, pois o desconto das parcelas é automático, reduzindo o risco de inadimplência. Isso se refletirá em condições melhores se houver margem de consignado – mas como calcular esse limite?
Essa é uma questão muito importante para quem busca opções de crédito no mercado. Afinal, a modalidade consignada tem regras próprias que devem ser respeitadas para que o acesso a ela seja possível.
Quer saber mais sobre essa alternativa? Então continue a leitura para descobrir como funciona a margem consignável e aprender como calcular a sua!
A margem do consignado define a quantia máxima da renda que pode ser usada no pagamento das parcelas mensais do empréstimo. Ela existe para garantir que o crédito não comprometa totalmente o orçamento de quem o contrata.
Como visto, as prestações são descontadas diretamente da fonte de renda: da folha de pagamento, no caso de empregados com carteira assinada, ou do benefício, se for vinculado ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Assim, a lei estabelece um limite percentual com o objetivo de proteger o cidadão contra o superendividamento. Nesses casos, a margem é calculada com base na renda líquida, ou seja, na quantia que sobra após todos os descontos obrigatórios.
O limite consignável varia de acordo com o tipo de vínculo do contratante. Por exemplo, para quem trabalha com registro em carteira, o limite da margem é de até 35% da remuneração líquida.
No caso dos aposentados e pensionistas do INSS, esse percentual é um pouco maior. A parcela mensal chega a até 45% da renda líquida. Desse total, 35% podem ser destinados ao empréstimo consignado tradicional, 5% ao cartão de crédito consignado e 5% ao cartão benefício.
Saiba que, mesmo com esse limite definido, não é obrigatório utilizá-lo por completo. Em certos casos, contratar uma parcela menor é a opção mais adequada para manter o orçamento equilibrado.
Aprender a calcular a margem de consignado disponível é fundamental para ter clareza sobre a quantia máxima da parcela mensal.
Para isso, siga este passo a passo:
● Primeiramente, identifique sua renda líquida. Ela aparece no seu holerite, contracheque ou extrato de benefício. Ali também estará informada a existência de eventuais contratos de empréstimos consignados ativos.
● Em seguida, multiplique a renda líquida pelo percentual permitido.
● Se já houver um contrato de consignado em andamento, subtraia a parcela atual do limite total permitido.
Quer entender com mais detalhes como esse cálculo é feito? Confira exemplos reais e visualize com mais facilidade como calcular a margem do consignado!
Imagine uma pessoa com vínculo de emprego registrado em carteira de trabalho, com salário fixo mensal. O holerite do mês mostra uma remuneração líquida de R$ 2.500. Como você viu, o limite consignável para esse perfil é de 35%.
Logo, multiplique a renda líquida por 0,35. O resultado é R$ 875, representando a quantia máxima para a parcela mensal do empréstimo. Se esse trabalhador não tiver nenhum contrato ativo, ele poderá usar todo esse limite.
Agora, pense em uma beneficiária que recebe dois pagamentos da Previdência Social, como aposentadoria e pensão por morte, totalizando R$ 4.200 líquidos por mês.
Para o cálculo da parcela do empréstimo consignado do INSS, utilizam-se 35%, conforme visto. Assim, multiplique R$ 4.200 por 0,35. O resultado será R$ 1.470 – esse é o teto da parcela mensal que pode ser contratada nessa categoria.
Além disso, há mais 10% disponíveis: 5% para o cartão de crédito consignado e 5% para o cartão benefício, como você leu. Cada um deles permite um desconto em folha mensal de até R$ 210, resultando em R$ 420 adicionais.
É possível manter mais de um empréstimo consignado simultaneamente, desde que ainda haja margem consignável disponível. O que não pode acontecer é ultrapassar o percentual permitido por lei.
Dessa maneira, quem já tem um contrato em andamento precisa verificar a parcela atual. Depois, a pessoa deve subtrair esse número do limite total. O resultado indica se há espaço suficiente para assumir uma nova dívida no consignado.
Imagine o exemplo anteriormente utilizado, do trabalhador CLT com salário fixo de R$ 2.500 líquidos por mês. Ele já tem um contrato consignado ativo com parcela mensal de R$ 300.
Como a margem total disponível é de R$ 875, restam R$ 575 para contratação. Agora, considere que o cidadão opte por um novo crédito. A nova parcela, somada à anterior, não poderá ultrapassar o teto de R$ 875.
Para contratar um empréstimo consignado, antes você precisa calcular a margem disponível, como visto. O cálculo considera a porcentagem permitida por lei, sua remuneração mensal e eventuais créditos já vinculados a ela.
Porém, tenha em mente que o resultado não aponta necessariamente o dinheiro que será disponibilizado pelo banco. Afinal, esse teto já considera as taxas da operação, como juros. Por isso, é crucial observar o CET (custo efetivo total) das propostas disponíveis para o seu perfil.
Igualmente, confira outras questões, como o prazo de pagamento e a reputação da instituição financeira. Também estude com calma o impacto que essa dívida terá no seu orçamento mensal.
Por fim, avalie a situação do seu emprego, se você for um trabalhador CLT. Em caso de demissão, você precisará arcar com as parcelas do empréstimo de outra forma. Portanto, sua obrigação não deixa de existir com o fim do vínculo de trabalho.
Neste conteúdo, você aprendeu como funciona o empréstimo consignado e como calcular a margem disponível. Conforme visto, é preciso considerar diferentes informações. Agora, você já sabe quais são elas e pode conferir o teto da parcela mensal para a contratação de crédito.
Você tem interesse no crédito consignado? Então aproveite e conheça o empréstimo do Banco PAN para aposentados e pensionistas do INSS!
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