3 dicas valiosas para fazer o seu negócio render mesmo na crise

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Por Rodrigo Chiodi
Você empreende e, de repente, vê seu negócio ser atropelado por uma crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Quando lê notícias, nenhuma delas anima. A cotação do dólar, que entre dezembro e janeiro variava de R$ 4,02 a R$ 4,28, agora passa toda hora da casa dos R$ 5,00.

Mesmo que você não invista na Bolsa, fica sabendo que as ações andam caindo muito. O Ibovespa (índice usado para medir o desempenho da Bolsa brasileira) despencou de quase 120 mil pontos em janeiro para menos de 80 mil em março de 2020. É muita coisa.

Com tudo isso, já existem previsões de que o ano vá fechar com recessão
. Ou seja, o Brasil vai terminar o ano com uma economia menor do que começou por causa da pandemia da Covid-19. Ok, isso não é um drama só nosso. Países ricos, como Estados Unidos e Alemanha, também fazem previsões bastante pessimistas.

Olhando todo esse cenário caótico, você, que empreende, talvez se faça a seguinte pergunta: “já que eu não posso salvar a economia mundial, como é que eu posso pelo menos aliviar as contas do meu negócio?”.

A resposta para a sua pergunta não é fácil, mas, para te ajudar, reunimos três dicas do que você pode fazer durante esse período e que ajudarão a salvar o seu negócio. 

1. Mídias sociais

As pessoas estão mais em casa e certamente vão usar mais as redes sociais. Ok, muitos estão trabalhando de casa, no esquema home office. Não estão, portanto, de férias, mas usam mais as redes sociais.

No mundo todo, de cada três pessoas, uma está ou esteve em quarentena segundo um levantamento da revista Exame. No Brasil, não é diferente, já que todos os estados adotaram essa medida com diferentes níveis de rigidez.

Para quem está em casa, faltam atividades de lazer. Então, o que sobra é ir para a internet. Logo no início da pandemia, 66% dos usuários entrevistados pelo site Digital Information World, dos Estados Unidos, disseram acreditar que seu acesso a redes sociais aumentaria muito durante o período de confinamento.

Dito e feito. O YouTube reduziu a qualidade dos vídeos de tanta gente acessando ao mesmo tempo. É um sinal claro de que as pessoas estão em casa consumindo vídeo — e, pressupõe-se, que as redes sociais também. Até mesmo plataformas de streaming de séries precisaram fazer o mesmo: reduzir a qualidade do streaming para que todos consigam assistir.

Qual a dica, então? Apostar em comunicações via redes sociais para promover a sua empresa, produto ou serviço! Existem diferentes formas de fazer isso. Algumas empresas usam perfis de seus empreendedores para uma relação mais próxima com os clientes. Outras apostam em anúncios. Tudo depende do perfil e do tamanho da sua empresa.

Tentar explicar como fazer isso em um blog post como este não seria possível. Daríamos apenas orientações rasas.
Vamos, então, recomendar dois cursos gratuitos que podem ajudar nesse sentido. A Endeavor tem um curso de marketing digital voltado para empreendedores. Vale a pena dar uma olhada:
https://endeavor.org.br/marketing/introducao-marketing-empreendedores/

Se você fala inglês, o Hubspot, maior referência mundial em inbound marketing, também tem uma certificação completa e de graça:
https://academy.hubspot.com/courses/inbound

2. E-commerce

Na maioria das cidades brasileiras as lojas estão fechadas. A saída é comprar quase tudo pela internet e mandar entregar em casa.

Sendo assim, se o seu negócio permitir que você faça delivery, não perca tempo: crie logo a estrutura para isso. Não importa o que você vai entregar, desde que seja legalizado, ético e que você consiga satisfazer o cliente, esta pode ser a sua melhor opção de negócios durante a crise.

O site E-Commerce Brasil listou os segmentos que tiveram mais crescimento de vendas no País em março de 2020:

1. Brinquedos (aumento de 643,05%);
2. Supermercados (448,09%);
3. Artigos esportivos (187,90%);
4. Farmácias (74,40%);
5. Games online (58,46%);
6. Aplicativos de entregas em geral (55,66%).

Você achou estranho que brinquedos tenham crescido mais que supermercados? A explicação é simples: as aulas nas escolas foram suspensas e, com as crianças em casa, os pais precisaram arrumar distração para elas.

Já os supermercados e as farmácias tiveram muito mais movimento, sim, mas eles continuaram abertos. A maioria das pessoas continuou indo até as lojas físicas para comprar.

Os artigos esportivos cresceram por uma razão meio parecida com a dos brinquedos. Em vez de irem malhar em academia ou correr na rua, as pessoas fazem exercícios em casa. Para isso, tiveram de comprar acessórios.

3. Serviços

Se você não pode criar uma loja online porque nenhuma atividade sua se encaixa nas modalidades do item anterior, talvez exista uma oportunidade em “Serviços”.

Algumas ofertas nesse sentido pintaram durante a pandemia, como aulas particulares de idiomas, música ou outra habilidade que você tenha, cursos online em diversas áreas, consultoria financeira e de negociação com fornecedores, consultoria para home office e algumas outras.

Todas essas oportunidades surgem do mais puro exercício de empreendedorismo: analisar problemas que surgem na vida das pessoas numa situação inusitada e, a partir das suas habilidades, encontrar soluções para esses problemas.

A consultoria americana DCode pode ajudar com uma pista de quais mercados podem ter mais demanda. Ela criou o infográfico abaixo (em inglês) mostrando quais áreas tendem a ficar prejudicadas (“Potential Losers”) e quais tendem a se beneficiar (“Potential Winners”) com a crise provocada pela pandemia.



O que a imagem mostra é:
  • Os potenciais perdedores na crise são as áreas de lazer e turismo, transportes aéreos e marítimos, indústria automotiva, construção, imobiliária, manufatura não essencial, e serviços financeiros e educação.
  • Os potenciais beneficiados são agricultura, e-commerce, tecnologia da comunicação, saúde e beleza, indústria alimentícia e serviços e indústria médica.
  • A área de energia (gás de petróleo) é a única que aparece como potencialmente prejudicada e beneficiada ao mesmo tempo.
É claro que você precisa considerar que a crise é um momento de estagnação econômica. A grande maioria das pessoas e das empresas tendem a conter gastos.

Acontece que existe uma frase clássica do marketing, registrada pelo Chartered Institute of Marketing, uma instituição inglesa que existe há mais de 100 anos. Ela diz que marketing é "satisfazer necessidades lucrativamente". Então, se você conseguir enxergar uma oportunidade de atender às necessidades das pessoas durante a crise da Covid-19, não hesite em aproveitá-la.