Confira quais os produtos que devem ter mais descontos nesta Black Friday

Levantamento da CNC mostrou itens com prováveis ofertas e apontou que descontos serão menores por causa da inflação

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Por Redacao PAN

A CNC (Confederação Nacional do Comércio) fez uma pesquisa na qual aponta que headsets (fones de ouvido que costumam vir com microfone) e perfumes femininos estão entre os produtos com maior potencial de desconto na próxima Black Friday, que acontece na sexta-feira, dia 26 de novembro.

Para chegar à lista, a entidade explica que coletou, diariamente, mais de 2 mil preços de itens agrupados em 34 linhas de produtos ao longo dos últimos 40 dias encerrados em 16 de novembro.

Veja abaixo a lista de itens com maiores descontos nesta Black Friday, de acordo com o levantamento da CNC, com as variações que seus preços tiveram nos últimos 40 dias: 

  • Headsets: redução de 13%; 

  • Perfume feminino: redução de 10,4%; 

  • Creme hidratante: redução de 7,2%; 

  • Protetor solar e bronzeador: redução de 4,2%; e 

  • Caixas de som bluetooth: redução de 3,4%.

Na outra ponta, a confederação indicou que “dado o reajuste recente de preços, as chances de descontos efetivos em consoles de videogames e jogos eletrônicos são reduzidas”.

Para encontrar as melhores promoções nesse período, uma dica é usar os comparadores de preços, que mostram os valores dos produtos em diversos varejistas.

Quedas de preços serão menores por causa da inflação  

Homem olha para celular que está em sua mão direita enquanto segura um cartão com a esquerda. Ele é negro, tem cabelos caechados pretos, usa óculo e uma blusa listrada de cinza e branco. Atrás dele, há uma prateleira de madeira encostada na parede cinza

No levantamento dos preços, a CNC constatou que  26% dos itens revelaram tendências de redução na Black Friday. É bem menos do que na véspera da mesma data em 2020, quando 46% dos itens apresentavam tendências de redução. 

O principal motivo apontado pela CNC para essa diferença é a inflação. Naquela época, a alta dos preços era de 3,9%. Atualmente, neste ano, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a inflação oficial do país, acumula alta de 8,24%.

Como os preços estão subindo cada vez mais nos últimos meses, a chance de haver um desconto real por ocasião da Black Friday fica reduzida, de acordo com o economista da CNC responsável pela pesquisa, Fabio Bentes. 

“Um determinado produto que apresenta altas expressivas, superiores a 10%, por exemplo, no preço mínimo praticado durante as semanas que antecedem a Black Friday tende a apresentar um baixo potencial de desconto efetivo durante o evento promocional”, disse ele no texto publicado pela instituição.

Setores que devem ser destaque de vendas na Black Friday

Mulher olha TVs expostas em loja. Ela é branca, tem cabelos castanhos, usa camiseta branca e casaco bege

A Black Friday é, originalmente, uma data muito procurada por consumidores nos Estados Unidos em busca de ofertas vantajosas num mês que não é muito movimentado para o comércio. 

Já no Brasil, a adesão foi gradual. Começou em 2010, quando apenas os segmentos de móveis e eletrodomésticos, livrarias e papelarias e lojas de utilidades domésticas e eletroeletrônicos se envolviam. Depois, foi ganhando mais tração. 

A projeção da CNC para este ano é que só o segmento de móveis e eletrodomésticos, junto com eletroeletrônicos e utilidades domésticas, correspondam a mais da metade (51,2%) da movimentação financeira prevista para a data. 

Veja abaixo quanto cada setor deve movimentar na Black Friday, de acordo com a CNC: 

  • Móveis e eletrodomésticos: R$ 1,105 bilhão 

  • Eletroeletrônicos e utilidades domésticas: R$ 906,57 milhões

  • Hiper e supermercados: R$ 779,09 milhões

  • Vestuário, calçados e acessórios: R$ 693,12 milhões

Se você é empreendedor e pretende vender nesta Black Friday, confira dicas para ter sucesso nesta data!