Veja dicas de como economizar gás

Confira algumas táticas para reduzir o consumo e dar uma folguinha para o seu bolso

Controle
Seus Gastos
Por Rodrigo Chiodi

Seja ele encanado ou de botijão, o gás pode ser um grande gasto na despesa mensal de uma casa. Por isso, aprender como economizar gás é muito importante para ajudar nas finanças. 

É possível se organizar e realizar pequenas atitudes que podem ajudar a diminuir o consumo e, dessa forma, o gasto com gás de cozinha. 

Como economizar gás

Confira abaixo algumas dicas de como economizar gás e, assim, dar aquela aliviada nas finanças. 

Imagem mostra o bocal de um fogão saindo chamas azuis 

  1. A cor do fogo deve ser azul 

Você sabia que a cor do fogo pode ser um excelente aviso de que seu fogão está gastando muito? Isso porque a cor do fogo precisa ser sempre azul. Então, se ela começar a demonstrar sinais alaranjados ou amarelados, pode significar que os bocais estão entupidos. 

Faça uma boa limpeza e, caso as colorações permaneçam, procure a assistência técnica de seu fogão. 

  1. Mantenha o fogão em boas condições 

Esse também é um ponto de extrema importância para economizar gás. Cuide bem do seu fogão, faça uma manutenção sempre que possível para se certificar de que ele não irá consumir mais gás do que o necessário. Leve em consideração pontos importantes, como o tempo de uso da mangueira (deve ser trocada a cada 5 anos de uso), se o acendedor automático está funcionando corretamente e se as bocas estão sujas ou engorduradas. 

  1. Ligue o fogo só quando for usar 

Pode parecer uma dica até óbvia, mas tem gente que possui o costume de deixar algo refogando enquanto corta ou prepara outros alimentos que, depois, vão ao fogo também. E isso pode consumir gás sem necessidade, já que o fogão fica ligado por mais tempo. 

Então, a orientação aqui é organizar a cozinha na hora de fazer a comida, preparar os ingredientes antes - cortar, medir e até colocar na panela se a receita prever que tudo pode ser posto junto para cozinhar. Essa rotina ajuda a economizar o tempo e o gás. 

  1. Cozinhe porções maiores e congele 

Em vez de preparar as mesmas comidas todos os dias, você pode deixar tudo pré-cozido e separar em pequenas porções para a semana. Por exemplo: pode deixar o arroz e o feijão cozidos de uma vez só e esquentar só o que for comer a cada dia. Assim, você economiza no tempo de preparo - e o gás também. 

Essa tática é muito usada por pessoas que moram sozinhas e não têm  muito tempo para preparar a comida. Cozinhe em escala maior, congele e depois esquente. 

  1. A tampa da panela precisa ser a correta! 

Essa dica não se aplica apenas à vida amorosa. Quando estamos falando de cozinhar, é importante utilizar as tampas corretas em cada panela. Isso ajudará o alimento a ficar pronto mais rápido, diminuindo o tempo no fogo e, consequentemente, o consumo de gás. 

  1. Confira o gás!

Mesmo que você faça isso na etapa de manutenção do fogão, é sempre bom conferir se não há vazamentos de gás. Isso ajuda na economia e evita acidentes. 

Se na sua casa o gás é de botijão, veja se as roscas dele e os canos do fogão e forno estão corretamente encaixados. 

Para o gás encanado, verifique se o condomínio faz manutenções periódicas de gás, além de se atentar ao prazo de validade da mangueira. Lembre-se: além de economia, tudo precisa estar em perfeitas condições para garantir a sua segurança. 

As variações no preço do gás 

Até o mês de abril de 2021, o gás de botijão sofreu um reajuste no preço de 17%, chegando a custar mais de R$ 100 em algumas regiões do país. Segundo pesquisa feita pela ANP, a Agência Nacional de Petróleo, que foi atualizada com os preços de maio, o valor máximo do botijão de 13 kg no Centro-Oeste pode chegar a R$ 125; R$ 105 no Nordeste; R$ 120 no Norte; e R$ 110 nas regiões Sudeste e Sul. 

Já o gás encanado sofreu um reajuste de 39% no valor até maio de 2021, mas, segundo a Abegás (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado), o consumidor sentirá no bolso aos poucos. Esse impacto vai depender do tempo em que as agências reguladoras estaduais irão incluir a diferença na conta mensal.

Segundo a pesquisa POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares),  realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2018 e divulgada em 2019, 91% das famílias brasileiras utilizam gás em botijão e apenas 8% contam com gás encanado. 

A POF é uma pesquisa nacional realizada pelo IBGE, que mostra o padrão de consumo das famílias brasileiras. Ela serve como base para o instituto definir os preços de quais produtos e serviços serão coletados para o cálculo da inflação oficial do país, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Com a pandemia e o isolamento social, aumentou o número de pessoas em casa. Com isso, o consumo e a procura por gás de cozinha também cresceram. De acordo com a ANP, as vendas do botijão de 13 kg aumentaram cerca de 5,3% em 2020 com relação a 2019. 

Como é feito o cálculo do preço do gás 

Homem utilizando um tablet, com uma refinaria de petróleo ao fundo 

O gás de botijão, que é o GLP (gás liquefeito de petróleo), é um derivado do petróleo, que é commodity. Esse tipo de produto tem os preços atrelados à variação no mercado internacional e à variação do dólar. Em outras palavras, quando o petróleo e o dólar estão em alta, o gás também sobe. 

A mesma lógica é aplicada aos preços da gasolina, por exemplo.

A Petrobras é a principal produtora de GLP no país. Em seu site, a companhia explica que, no caso do produto que ela fabrica, 49,2% do preço final é composto pelos seus custos de fabricação e venda. Outros 14,8% são de impostos: ICMS, PIS/Pasep e Cofins; e 36% são dos custos e ganhos das distribuidoras e revendas dos botijões. 

Já o gás natural é, como define a Petrobras, um combustível proveniente das frações mais leves do petróleo produzido nas bacias terrestres e marítimas. 

Ele sofre um reajuste de preço a cada três meses. Esse valor é calculado pela soma de duas parcelas, uma fixa e uma variável. A Parcela Fixa (PF), atualizada anualmente pelo IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) da FGV, leva em consideração a inflação - que para o período avaliado, entre março/20 e março/21, registrou aumento de 31%. Já a Parcela Variável (PV), reajustada trimestralmente, considera a variação do preço do petróleo e do câmbio. 

Confira também esse vídeo do nosso canal Pra Fazer Mais, no YouTube, com mais dicas que a Marivalda traz para reduzir ainda mais os seus gastos com o gás.