Como estudar em faculdade particular sem gastar uma fortuna?

Por Rodrigo Chiodi
Quanto exatamente custa fazer faculdade particular no Brasil? Qualquer resposta entre uns R$ 3 mil e R$ 1 milhão está correta. Isso só de mensalidade. Some agora livros, transporte, alimentação, moradia (para quem precisa mudar de cidade) e — por que não? — lazer.

Mas vamos nos concentrar somente na mensalidade e entender por que existe essa diferença toda.
Algumas faculdades oferecem cursos tecnólogos a distância — ou seja, online — com duração de dois anos e mensalidades que, com descontos, são oferecidas, por exemplo, a R$ 130,00 por mês. Agora multiplique 24 meses por R$ 130,00 e você chega a R$ 3.120,00. Esse é o valor do curso todo. Apenas para a sua informação: o MEC reconhece
tecnólogo como curso superior.

No outro extremo, você tem as faculdades mais caras do Brasil. Em novembro de 2019, o mais caro era um curso presencial de Medicina cuja mensalidade chegava a R$ 13.584,00. Como são seis anos, multiplique esse valor pelos 72 meses e o resultado é de R$ 978.048,00. Ou seja, quase um milhão.

Portanto, a não ser que estude numa universidade pública, você vai ter de pagar algum valor entre cerca de R$ 3 mil e algo em torno de R$ 1 milhão para conseguir se formar.

Por isso, no canal Pra Fazer Mais, do Banco PAN, a youtuber Nérida Barbosa deu quatro dicas de como se virar com dinheiro para poder fazer faculdade. Confira:

  1. Estude em casa. Faculdade particular tem mensalidade, como você já viu. A saída é procurar uma que tenha uma mensalidade que caiba no bolso. O Ensino a Distância (EAD), como você viu no início do post, muitas vezes oferece opções mais baratas. Você, com isso, economiza com itens como transporte para a faculdade, alimentação (o famoso lanche no intervalo) e outros itens que acabam pesando no orçamento durante um curso presencial.
  2. Procure um programa de financiamento estudantil. O Fies, por exemplo, é um programa do governo que financia a faculdade e permite que você pague as parcelas com prazo maior e taxas de juros baixas. Para concorrer, há algumas regras. A renda familiar não pode ser maior do que três salários mínimos por pessoa, você precisa atingir a nota mínima do Enem (450 pontos) e não pode tirar zero na redação. A outra opção é o Prouni, programa disponível para estudantes de famílias de baixa renda que estudaram a vida inteira em escola pública — ou bolsistas integrais em escolas particulares. As bolsas vão de 50% a 100% e o programa permite pagar as mensalidades somente depois de formado.
  3. Ganhe uma renda extra, como um freelancer em algum lugar. Trabalhe na lanchonete, cadastre-se para passear com cachorro, seja revendedor de produtos, faça bolos em casa ou qualquer outra coisa que permita a você conciliar essa atividade extra com horas dedicadas ao estudo.
  4. Faça bem as contas porque — não tem jeito — você precisa organizar as finanças. Esta dica pode ser repetitiva, mas ela é importante. Se você não controlar o dinheiro, as contas vão acabar ficando no vermelho. Saiba, então, quanto você ganha e quanto gasta para saber tudo o que cabe no seu bolso.