O PIX é seguro? 4 dúvidas sobre segurança nesse sistema

Serviço financeiro tem mais de 80 milhões de usuários cadastrados no Brasil

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Por Rodrigo Chiodi

O PIX é seguro? Lançado em novembro de 2020, o PIX, serviço que permite transações financeiras rápidas, já é um sucesso no Brasil. 

Números do Banco Central mostram que, até março de 2021, mais de 80 milhões de usuários já tinham se cadastrado no sistema.

Mas o sucesso tem seu preço. Nos 3 primeiros dias de operação do serviço, a empresa de segurança Kaspersky já tinha identificado mais de 100 sites que tentavam aplicar golpes usando o PIX.

Para te dar mais tranquilidade ao usar o sistema, vamos responder a 4 dúvidas sobre segurança no PIX.  

O que é PIX

Antes de mais nada, vamos relembrar o que é PIX. O Banco Central define o serviço como o pagamento instantâneo brasileiro. Ele é um meio de pagamento em que o dinheiro é transferido de maneira instantânea. 

É mais uma opção dentro das outras operações de pagamento que já existiam antes dele, como TED, DOC, cheque, boleto etc.

Sua identificação nesse sistema acontece por meio de uma chave. Ela pode ser seu celular, CPF (CNPJ no caso de empresas), e-mail ou ainda um código aleatório, que o próprio sistema gera. 

A vantagem é que, com essa chave, você não precisa passar todos os seus dados, como conta e agência, para receber uma transferência. 

Para tornar as transações que você faz com o sistema mais seguras, vale a pena ler essas 7 dicas de como utilizar o PIX de forma segura e, assim, evitar cair em golpes que estão sendo aplicados usando o nome do mecanismo.  

O PIX é seguro?

Imagem mostra pessoa sentada à frente de uma mesa com um celular na mão direita e um notebook à sua frente; não aparece seu rosto

O Banco Central explica que o PIX possui diversos mecanismos de segurança, alguns inclusive desenvolvidos especialmente para ele.

A primeira ferramenta é a autenticação digital de quem está pagando ou transferindo dinheiro para efetuar todas as transações. Ela pode ser feita por senha, token, reconhecimento facial ou outro método adotado pela instituição financeira.

Outro mecanismo de segurança é o fato de que os dados das transações do PIX transitam em um sistema protegido, fora da internet. É a Rede do Sistema Financeiro Nacional, operada pelo Banco Central. 

Criptografia de dados para evitar fraudes

Importante dizer que esses dados trafegam criptografados de ponta a ponta. Isso quer dizer que eles ficam codificados enquanto estão passando pela rede e só podem ser identificados quando chegam na outra ponta, que é a instituição que deve recebê-los.

Segundo o Banco Central, o PIX também conta com “motores antifraude”. Eles permitem identificar operações atípicas, fora do perfil do cliente. 

O mecanismo bloqueia as transações suspeitas para análise por até 30 minutos, durante o dia, ou por 60 minutos à noite e finais de semana. Aquelas que não se confirmam como operações seguras são rejeitadas.

Marcadores de fraude também ajudam na confiança

Ainda nesse tópico, a base de dados do PIX possui “marcadores de fraude”. Por esse procedimento, quando uma transação é suspeita de fraude ou confirmada como ilícita, tanto ela quanto quem a executou são marcados. 

Essa ação transmite um alerta para todas as instituições participantes do sistema.   

A base de dados do PIX conta ainda com mecanismos de proteção que impedem que as informações pessoais passem por “varreduras”. 

Assim como acontece com outros meios eletrônicos de pagamento, as transações do PIX são totalmente rastreáveis por serem operações de conta a conta. Dessa forma, explica o BACEN, quem recebe uma transferência financeira em situação de sequestro ou outro meio de coação ilícita pode ser identificado.

Na avaliação do Banco Central, todos esses mecanismos fazem do PIX um meio de pagamento tão ou mais seguro que os demais.

4 dúvidas sobre segurança envolvendo o PIX

Depois de conhecer os mecanismos que envolvem esse sistema, veja respostas para 4 dúvidas práticas de segurança envolvendo o PIX.

1 - Como cadastrar suas chaves PIX de forma segura

O cadastramento das chaves é realizado apenas no aplicativo ou site da instituição em que você tem conta. Ele é feito no ambiente logado, aquele em que você coloca os dados da sua conta e a senha. Então, não entre em links diferentes, sites ou aplicativos desconhecidos para fazer a inscrição.

Quando você estiver no ambiente logado da instituição, vai precisar permitir o cadastramento da chave. Se quiser utilizar seu CPF, ele só será aceito se for o mesmo que está cadastrado na conta. 

Se escolher seu celular como chave, o cadastro vai depender da confirmação por um código que será enviado por SMS ao número informado. O mesmo procedimento será feito se a chave indicada for um e-mail: nesse caso, o código estará em uma mensagem enviada a ele. 

2 - O PIX tem aplicativo?

Homem de óculos sorri ao olhar para celular que segura com as duas mãos

O PIX não tem um aplicativo próprio. E o Banco Central também não tem um aplicativo exclusivo para o sistema. Todas as transações desse meio de pagamento são feitas no ambiente logado da instituição em que você possui conta.

Assim, se você receber uma mensagem para baixar o aplicativo do PIX, fuja! Provavelmente, é uma tentativa de golpe para conseguir seus dados. A própria Febraban, a Federação Brasileira dos Bancos, alerta para isso.

3 - Alguém pode utilizar a minha chave para sacar dinheiro da minha conta ou praticar outro tipo de golpe?

Segundo o Banco Central, isso não é possível. A chave serve apenas para facilitar a identificação de quem vai receber o dinheiro da transação.  

4 - Em caso de fraude ou assalto usando o PIX, eu vou conseguir reembolso? 

O Banco Central diz que “caberá ao prestador de serviço de pagamento a análise do caso de fraude e o eventual ressarcimento”, como acontece com qualquer fraude bancária. 

A recomendação, caso a pessoa sofra um assalto com a utilização do PIX, é sempre procurar o banco o mais rápido possível para informar o ocorrido e permitir que a instituição avalie o caso, fornecendo os próximos passos ao cliente.