Na pandemia, cresce o total de profissionais da saúde ocupados

Estudo do Dieese mostra que, apesar do crescimento de emprego para essas categorias, os rendimentos caíram

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Por Redacao PAN

Enquanto a ocupação no país caiu 8,9%, as atividades de atenção à humana cresceram 3,3% durante a pandemia. É isto o que aponta o boletim “Emprego em Pauta”, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O estudo faz um recorte a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e compara os 4ºs trimestres de 2019 e 2020. O Dieese mostra, por exemplo, que:

  • Foram contratados mais médicos (18,7%) do que enfermeiros, em geral (5,8%);

  • A ocupação de profissionais de enfermagem, que exige ensino superior completo, cresceu mais (18,5%) do que profissionais de nível médio de enfermagem (1%). 

  • Na enfermagem, durante a pandemia (entre o 4º trimestre de 2019 e o mesmo período de 2020), houve redução de 4,3% dos trabalhadores com ensino médio completo.

  • Por outro lado, na enfermagem, aumentou em 32,3% a quantidade de ocupados com ensino superior completo.

O Dieese diz que uma hipótese para explicar a substituição de profissionais com ensino médio completo para profissionais com ensino superior completo é a autorização de antecipação da colação de grau para alunos regularmente matriculados no último período dos cursos da área de saúde (medicina, enfermagem, farmácia e fisioterapia).

Queda no rendimento

Dois profissionais de saúde de máscaras, roupas de proteção, toucas e luvas estão sentados olhando para baixo em um ambiente hospitalar
Apesar do crescimento da ocupação nessas carreiras e do trabalho mais intenso e arriscado na pandemia, o rendimento de médicos e enfermeiros caiu, segundo dados do Dieese. 

Veja abaixo a queda do rendimento médio no período entre os 4º trimestres de 2019 e 2020:

  • no Brasil: -1,0%. 

  • trabalhadores com ensino superior completo: -9,1%; 

  • profissionais de enfermagem: -11,8%

  • médicos: -12,3%.

O Dieese aponta que, apesar da forte redução dos rendimentos dos médicos, a categoria ainda ganha 6 vezes mais do que média recebida pelos brasileiros, 3 vezes mais do que média dos trabalhadores de ensino superior completo e também 3 vezes mais do que os profissionais de enfermagem. 

O estudo não especifica como ficou a situação dos profissionais de nível técnico durante a pandemia.