Na pandemia, 7 em cada 10 empreendedores fizeram vendas online

Pesquisa mostra que redes sociais são os canais mais usados por micro, pequenos e médios empresários

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Por Rodrigo Chiodi

De cada 10 empreendedores de micro, pequenas e médias empresas, 7 fizeram vendas online durante a pandemia e 8 dizem que continuarão apostando no ambiente digital para realizar seus negócios mesmo quando o cenário mudar.

Os dados são de uma pesquisa da Serasa Experian, realizada com 508 empreendedores em fevereiro deste ano e divulgada na quarta-feira (12).

Para a maioria dos entrevistados (51%), o ambiente online ajudou a atingir públicos diferentes. Outros benefícios listados pelos empreendedores foram aumento da exposição da marca ou dos produtos (44,8%), expansão para novas regiões (34,5%) e vender mais para o público-alvo dos negócios (29,7%).

Redes sociais facilitam vendas online

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Para empreendedores que apostam nas vendas online, as redes sociais são os canais mais usados, com destaque para o WhatsApp, utilizado por 72% de quem participou da pesquisa.

Vendas em sites próprios e oferta de produtos em lojas tipo marketplace, que reúne diferentes vendedores em uma mesma plataforma digital, também apareceram como meios importantes para concretizar vendas online.

Assim, os canais mais citados por empreendedores para e-commerce durante a pandemia foram:

  • WhatsApp: 72%

  • Instagram: 44%

  • Facebook: 36,7%

  • Site próprio: 29,8%

  • Marketplace: 24,7%

  • Telegram: 12,1%

Investimento em novas tecnologias

Os resultados da nova pesquisa podem ser comparados com um levantamento anterior, realizado pela Serasa com o mesmo público em novembro de 2020. A conclusão é que, com o passar dos meses, empreendedores estão com os olhos mais voltados para a inovação tecnológica.

Se no ano passado, 23,3% dos empreendedores que responderam a pesquisa estavam investindo em novas tecnologias, nesta edição a porcentagem subiu para 27,6%.  

Na avaliação do vice-presidente de Pequenas e Médias Empresas e Identidade Digital da Serasa Experian, Gleber Genero, a criatividade e a paixão por tecnologia ajudaram a manter os negócios funcionando mesmo com as limitações impostas pela pandemia.

“O brasileiro é naturalmente um apaixonado por tecnologia, mas vimos que muitas pequenas empresas precisaram incorporar totalmente o ambiente digital em pouco tempo. No início, a adoção pode ter sido feita de forma improvisada, mas os negócios têm necessidades distintas e muitos conseguiram encontrar as ferramentas que melhor funcionassem para seu produto, público e região”, avaliou em comunicado oficial.