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16.12.2022
PorRedacao | Millena PAN
O ano que está perto de terminar não foi fácil para a maioria dos brasileiros. O que se viu foi uma sequência de famílias se endividando, inflação em alta, renda caindo e, por consequência, economia em crise.
Nós, na Plano CDE, monitoramos os impactos econômicos dessa conjuntura. Nos nossos relatórios, percebemos como muitas pessoas tiveram que pedir dinheiro emprestado – às instituições financeiras ou a alguém próximo – para ter fôlego até o fim do mês, por exemplo.
E como esses brasileiros chegam ao fim do ano? Como sempre, pensando em fazer compras para as festas que encerrarão 2022.
Mas, ao mesmo tempo, não se deve aumentar essa crise financeira para o ano que vem. Esse equilíbrio, embora não seja fácil, é o que deve ser buscado agora.
As primeiras pesquisas mostram que os preços dos alimentos e bebidas que são usualmente consumidos no fim do ano estão mais caros. Ou seja, o jantar de Natal e a ceia de Réveillon ficarão mais salgados para as famílias.
Momento importante para esperar a chegada do novo ano e reverenciar o que passou, esse também é um ponto de inflexão nas contas das famílias durante dezembro.
Uma dica para não se enforcar com esses gastos é dividi-los ao máximo. Colocar no papel uma ideia do quanto custará as compras do supermercado e mensurar quanto cada um que estará na ceia pode pagar.
Leia também: Receitas para uma ceia de Natal simples e econômica
Outra sugestão é procurar por promoções. Ao mesmo tempo que os alimentos e bebidas estão mais caros, também é uma época em que muitos estabelecimentos oferecem boas ofertas em itens que fazem parte das comemorações, como bebidas alcoólicas ou aves que fazem parte das refeições.
Para além dessas festas, os gastos do fim do ano envolvem sempre presentes: para a festa do amigo secreto, para dar o que os filhos pediram o ano inteiro ou para comprar algo que se esperou para ser adquirido com a chegada do 13º salário — como um celular novo, por exemplo.
Aqui, a principal dica é, se possível, não usar o dinheiro extra para esse tipo de compra à vista. Muito pelo contrário: vale mais a pena parcelar no cartão de crédito, mas sem se esquecer de calcular se o valor da parcela cabe no orçamento doméstico.
Dessa forma, o 13º pode ir, no melhor dos casos, para algum tipo de economia (poupança, por exemplo). Isso porque ele pode ser a chance de reservar um valor para eventualidades que possam acontecer – e elas sempre acontecem.
Se não for possível, o 13º pode ser utilizado para pagar dívidas atrasadas, seja com familiares e amigos ou com instituições financeiras. Assim, o dinheiro não fica muito tempo no bolso, mas também representa um jeito de deixar o orçamento mais saudável às vésperas do novo ano.
Aliás, essa é outra dica, que eu já venho falando há alguns meses: aproveitar os últimos mutirões de negociação de dívidas. Eles são fundamentais para ajudar famílias que estão com muitas despesas não pagas a solucioná-las e, então, conseguir limpar o nome para voltar a ter acesso ao crédito e ao consumo.
Nesses casos, a melhor notícia do próximo ano viria ainda neste: a chance de começar 2023 com o nome limpo. Esse é, com certeza, o melhor investimento possível a se fazer.
Leia também: Como organizar a vida financeira no ano novo
LinkedIn: Breno Herman Mendes Barlach
Instagram: @planocde
*Este artigo é de autoria do colunista Breno Barlach e não reflete, necessariamente, a opinião do Banco PAN.
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