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Opinião: Dicas para melhorar sua relação com o dinheiro

ARTIGOS

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8min. de leitura

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26.10.2022

 

PorRedacao | Millena PAN

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Melhorar sempre é bom! Contudo, melhorar significa mudar. E mudanças, principalmente de hábitos, sempre incomodam, justamente porque desacomodam! Com certeza é muito mais cômodo ficar reclamando.

Melhorar sua relação com o dinheiro é te dar a capacidade de analisar, questionar e avaliar seus hábitos de consumo.

Ou seja, é aquele momento em que você passa a se questionar: por que eu faço o que faço? Eu sou dono das minhas escolhas? Eu realmente que escolhi isso para mim? Eu sou responsável, PROTAGONISTA ou sou apenas um coadjuvante em minha vida financeira?

Ser protagonista é tomar a rédea da sua vida, das suas escolhas e decisões, trazendo para si a responsabilidade. É deixar de achar culpados e ir em busca de alternativas para chegar aos seus objetivos.

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Melhorar as relações com o dinheiro, nitidamente, é um ponto que incomoda, pois coloca em xeque as crenças, os hábitos de consumo e questiona fortemente os padrões sociais, fazendo com que as pessoas reflitam verdadeiramente os motivos que as levam a seguir esses padrões.

Além disso, para mudar hábitos que são comportamentais, é necessário ter pleno conhecimento de suas capacidades financeiras.

Ter paz e não perder mais o sono por causa de dinheiro exigem mudanças de hábitos.

Menos é mais

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A pandemia da Covid-19 pegou todo o mundo de surpresa. Graças a Deus está indo embora, mas deixará algumas lições. Entre elas, a prova de que é possível viver com menos.

Muitos perderam seus empregos, outros se viram com o salário reduzido, tiveram seus negócios limitados ou até mesmo fechados.

Mesmo as pessoas que não tiveram alterações em seus rendimentos, perceberam o quanto é possível viver com menos e refletiram sobre alguns excessos. Para que tantas roupas no armário, tantos sapatos, tantos perfumes, tantas maquiagens? Deixamos de fazer aquelas festas de aniversário estrondosas, de viajar, de frequentar restaurantes, de ir ao cinema, ao teatro, aos shows e ao baile. Com certeza, sentimos falta. Mas SOBREVIVEMOS!

Não estou dizendo para você excluir da sua vida todas essas coisas. Entretanto, convido você, a refletir sobre a real necessidade, optando pela busca do equilíbrio e bom senso, levando em consideração suas capacidades financeiras e seu planejamento.

Minha principal dica aqui é justamente aproveitar essa constatação, feita neste período de pandemia, e se dispor a romper de vez com crenças e padrões sociais, mudando os hábitos de consumo que não lhe trazem benefícios. Ao contrário, só lhe conduzirão ao endividamento.

Então, vamos as dicas para você ter um relacionamento sério e positivo com o seu dinheiro?

1.Priorize as compras

Compre o que realmente é necessário. Faça lista antes de ir ao supermercado e evite ter como programa de finais de semana passear em shoppings ou em locais com apelo de consumo. O ser humano é visual por natureza. Contudo, tenha cuidado! Atualmente não é mais necessário, ir a uma loja física para comprar.

2.Evite cadastrar suas preferências de consumo em sites

Como citado anteriormente, não é preciso mais ir às lojas físicas se deparar com o apelo por consumir e realizar uma compra desnecessária. Então, evite fazer cadastro em sites de lojas ou cadastrar suas preferências de consumo nas redes sociais. 

3.Utilize a regrinha dos 3 P’s em caso de emergência!!

Mesmo tendo essas posturas, muitos apelos consumistas surgirão e minha sugestão para você é usar e abusar da regrinha dos 3 P’s.

Cada vez que bater aquela vontade louca de comprar, pense no sono tranquilo, na sua qualidade de vida e que o prazer momentâneo vai se transformar em dor de cabeça quando a fatura de cartão chegar, e faça estas três perguntinhas básicas a você mesmo:

  • Por que comprar? (Valida a utilidade)
  • Eu preciso? (Valida a necessidade de comprar neste exato momento)
  • Eu Posso pagar? (Mas significa pagar sem sacrifícios, como entrar no cheque especial ou no rotativo de cartão de crédito)

INTELIGÊNCIA FINANCEIRA

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Nossos hábitos de consumo estão diretamente ligados ao quanto nos deixamos influenciar pelos padrões impostos pela sociedade. Por isso, a chave está no questionamento. É o que chamo de inteligência financeira.

Por que comprar o produto X, se Y tem a mesma funcionalidade, tem boa qualidade e é vendido por um preço 30% menor que o preço de X, por exemplo?

Analise o que é importante e faz sentido para você, de forma a não se deixar levar por imposição da sociedade, que atrela sucesso a consumo. Por exemplo, ter um carro bonito, potente e trocado de modelo a cada ano. Que você deve usar a marca de tênis X, a roupa da moda, a bolsa de marca Y, o celular tal e sempre o modelo da última geração.

Já parou e pensou qual é a necessidade de tudo isso? Ou ainda, por que você segue isso? É a sociedade que vai pagar as suas contas?

Por fim, afirmo que não existe verdade absoluta, nem certo ou errado e muito menos uma fórmula pronta que se aplique a todos os casos.

O fato é que eu defendo que:

“O dinheiro deve ser visto como uma ponte para nossa satisfação e felicidade e não como algo doloroso”.

É fácil? Não! Mas eu estou aqui para te ajudar e juntos, a gente vai lá e PAN!

 

LinkedIn - Dirlene Silva

Instagram - @dirlene.economista

 

*Este artigo é de autoria da colunista Dirlene Silva e não reflete, necessariamente, a opinião do Banco PAN.

 

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