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Moeda virtual moderniza sistema bancário e de pagamentos; BC afirma que modalidade não tem relação com criptomoedas
ARTIGOS
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6min. de leitura
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05.09.2022
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PorRedacao | Millena PAN
O Banco Central (BC) divulgou, nesta segunda-feira (5), que o projeto-piloto do real digital, futura moeda virtual do Brasil, deve ser lançado no segundo semestre de 2023. Inicialmente, explica a instituição, o projeto deve contar com poucos participantes e valores limitados. O BC não sabe informar quando a moeda digital estará disponível para todos os brasileiros. A data da nova operação só deve ser divulgada quando todos os testes forem concluídos.
O objetivo do projeto é baratear custos de operações bancárias, como a emissão de papel-moeda, e ampliar o número de pessoas no novo mercado financeiro, os clientes considerados “consumidores conectados ao mundo digital”. A moeda, diz o BC, não se trata de uma criptomoeda — dinheiro digital sem fiscalização de autoridade central — porque terá segurança e garantia do governo.
Para a instituição, o lançamento dessa modalidade moderniza o sistema bancário e de pagamentos. Ao todo, cerca de 80 países atualmente preparam projetos de moedas digitais, segundo dados do Banco Central.
Algumas características e vantagens da moeda virtual também foram anunciadas:

Trata-se da primeira moeda virtual oficial do Brasil. É uma espécie de extensão do real físico, mas transacionado apenas em ambiente digital.
A moeda digital brasileira será produzida e regulada pelo Banco Central. Por isso, obedecerá a todas as regras da política monetária brasileira.
O real digital tem sido objeto de estudos e discussões há anos. Mas foi em 2020 que o Banco Central criou um grupo de trabalho para intensificar os planos de colocar a moeda virtual em operação, algo que ainda não tem data para ocorrer.
O BC diz que a moeda digital brasileira será uma Central Bank Digital Currency (CBDC), ou Moeda Digital Emitida por Banco Central, em tradução livre. Basicamente, é uma versão virtual da moeda de um país, usada para realizar compras, estipular o valor de um produto, guardar para o futuro, entre outras finalidades. É uma moeda alternativa, mas com o mesmo valor do dinheiro tradicional que os brasileiros levam na carteira ou transacionam via aplicativos.
A ideia é que o real digital faça parte do cotidiano dos brasileiros, assim como a moeda física. Ele vai poder ser usado durante compras no varejo. Também poderá ser usado para investimentos, por exemplo.
Uma vantagem é que o real digital, por causa da tecnologia de um dinheiro virtual, poderá ser usado em qualquer lugar do mundo sem necessidade de conversão para o dinheiro local.
Além disso, o real digital ainda pode reduzir custos com a emissão de papel-moeda. E, com a tecnologia, tem potencial de reduzir a lavagem de dinheiro.

O real digital será regulado pela autoridade monetária do Brasil. Ou seja, além de ter segurança jurídica, as decisões sobre a CBDC são centralizadas em uma instituição responsável por regular o sistema financeiro de um país.
Em contrapartida, as criptomoedas são emitidas e distribuídas sem fiscalização do governo ou de qualquer banco central. Nesse tipo de modalidade, quem regula o sistema são os próprios usuários, o que não garante segurança financeira e cibernética, por exemplo.
No mercado financeiro, as criptomoedas são tratadas, geralmente, como investimento. Já o real digital é comparado ao dinheiro tradicional, e deve ser usado para tarefas do cotidiano.
Como a criptomoeda, a exemplo do bitcoin, não é aceita como moeda oficial, há dificuldades para pagamentos. Com o real digital será possível pagar contas e até transferir para correntistas de diferentes bancos.
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