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O empréstimo consignado é uma das modalidades de crédito mais procuradas por trabalhadores como alternativa em diferentes situações. Entre os exemplos, estão a reorganização das finanças, investimento em um projeto pessoal ou para lidar com imprevistos.

No entanto, antes de contratar esse empréstimo, é fundamental entender como ele funciona. Isso inclui um conceito que influencia diretamente o valor das parcelas: a margem consignável CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Ela ajuda a manter o controle financeiro e evita que a renda seja muito comprometida.

Neste conteúdo, você descobrirá o que é margem consignável, por que ela existe e como é definida no caso de trabalhadores CLT. Continue lendo!

O que é a margem consignável?

A margem consignável é o limite máximo da renda mensal que pode ser usado para o pagamento de um empréstimo consignado. Logo, esse é o percentual a ser descontado da na folha de pagamento, sem que isso prejudique as demais despesas do trabalhador.

O objetivo dessa regra é evitar que a pessoa comprometa mais do que uma parte segura do salário com dívidas. Assim, o crédito continua acessível, mas com um controle que protege o orçamento familiar. Para entender melhor, vale ver um exemplo prático.

Imagine um trabalhador que recebe R$ 3.000 de salário líquido — – depois dos descontos. Se a margem consignável CLT é de 35%, ela ele consegue usar até R$ 1.050 do salário para pagar parcelas de um empréstimo consignado. O restante (R$ 1.950) fica disponível para as demais despesas e necessidades.

É justamente essa divisão que diferencia o consignado de outros tipos de crédito. Afinal, neles não há uma limitação legal sobre quanto da renda pode ser comprometido.

Por que a margem consignável CLT é importante?

A margem consignável CLT existe como uma medida de proteção financeira. Ela impede que a pessoa assuma parcelas muito altas, que trariam o risco de prejudicar o sustento próprio ou da família. Essa é uma forma de incentivar o uso responsável do crédito.

Quando é definido o valor máximo da parcela, o trabalhador consegue ter mais previsibilidade e segurança. Isso evita o superendividamento — – situação em que os gastos mensais são maiores do que a renda disponível — – e permite que o crédito seja uma ferramenta de apoio, não um problema.

Por outro lado, a margem traz vantagens também para as instituições financeiras. Como o desconto é feito diretamente na folha de pagamento, o risco de inadimplência — – não pagamento — – é menor. Esse fator ajuda a tornar o empréstimo consignado uma das opções com juros mais baixos do mercado.

Portanto, a margem consignável CLT não deve ser vista como um obstáculo para obter crédito. Ela é uma maneira de manter o equilíbrio financeiro do próprio trabalhador.

Como a margem consignável é calculada?

O cálculo da margem consignável CLT considera a renda líquida mensal. Então ela usa como base o salário após todos os descontos obrigatórios, como:

●        INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).;

●        Imposto de Renda.;

●        pensão Pensão alimentícia (se houver).;

●        outros Outros abatimentos previstos em lei.

A partir desse valor, aplica-se o percentual máximo que pode ser utilizado para os descontos automáticos. No caso dos trabalhadores CLT, a regra é definida pela Lei nº 10.820/2003, que regulamenta o empréstimo consignado no Brasil.

De acordo com essa legislação, o limite para empréstimos consignados é de 35% da renda líquida. Para entender na prática, suponha que um trabalhador receba R$ 2.800 líquidos por mês. Então 35% correspondem a R$ 980. Esse é o valor máximo da parcela mensal de um empréstimo consignado para essa pessoa.

Esse cálculo é realizado automaticamente pelo setor de recursos humanos da empresa empregadora. A instituição financeira consulta esses dados antes de liberar o crédito.

Isso quer dizer que o próprio sistema impede que o desconto ultrapasse o limite legal. Vale considerar que o trabalhador pode já ter outros empréstimos consignados em andamento. Nesse caso, o valor das parcelas somadas não deve ser maior do que o limite da margem.

Qual é a diferença dessa modalidade em relação a outros empréstimos?

A grande diferença entre o empréstimo consignado e outras modalidades de crédito está justamente no modo de pagamento, além do controle do comprometimento da renda.

Confira!

Empréstimo pessoal

No empréstimo pessoal comum, o pagamento é feito por boleto ou débito em conta. Não há limite legal sobre quanto do orçamento pode ser comprometido. A Essa característica dá mais liberdade sobre em relação aos valores solicitados, no entanto, traz mais risco para quem não tem um bom controle financeiro.

Cartão de crédito consignado

O cartão de crédito consignado também tem desconto automático em folha. Contudo, ele apresenta uma dinâmica diferente. Nesse caso, os 5% da margem consignável são usados para quitar o pagamento mínimo da fatura e o restante é pago separadamente.

Por esse motivo, essa costuma ser uma opção prática em emergências. Entretanto, é importante que ela seja utilizada com cuidado, pois o uso frequente do limite tende a gerar acúmulo de dívida.

Empréstimo com garantia

Nesse tipo de crédito, o cliente oferece um bem como garantia de pagamento, geralmente em geral um veículo ou um imóvel. Em troca, ele normalmente consegue taxas de juros menores e prazos mais longos.

As parcelas são pagas por boleto ou débito em conta, e o valor mensal é definido de acordo com o bem usado e o prazo escolhido. Essa é uma alternativa para quem busca quantias mais altas — – mas também exige planejamento, pois o bem fica vinculado ao contrato até a quitação total do empréstimo.

Você aprendeu que a margem consignável CLT ajuda o trabalhador a usar o crédito com responsabilidade e segurança. Ela permite equilibrar as parcelas e as demais despesas, sem comprometer o orçamento. Assim, o empréstimo passa a ser um aliado na hora de realizar planos e buscar objetivos com estabilidade.

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