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Certificado de Depósito Interbancário. Logo de cara já demos a você o spoiler sobre o que é CDI, termo comum no mercado financeiro e que está relacionado a vários investimentos. 

Neste artigo, o Blog Amigo do Dinheiro explica tudo sobre o CDI. E garantimos que há muito o que descobrir sobre esse assunto.

Entenda na leitura abaixo o que é CDI, como o CDI funciona e a forma para calculá-lo. 

O QUE É CDI?

O Certificado de Depósito Interbancário, CDI para os íntimos, é uma taxa que define o rendimento de vários tipos diferentes de investimentos. O termo é bem comum no mercado financeiro. 

Por determinação do Banco Central, os bancos devem fechar o caixa no positivo todos os dias. Para isso, às vezes precisam fazer empréstimos entre si. Daí o “interbancário” do termo CDI. Quer dizer que a operação é entre os bancos.

Fechar no positivo nem sempre é uma tarefa fácil, porque pode haver dias com mais saques do que depósitos, por exemplo. 

Enfim, esse é um dos motivos pelos quais o saldo final diário pode ser negativo. Mas o mais importante é você entender que existe essa possibilidade e saber que, para fechar no positivo, é preciso fazer empréstimos com outros bancos às vezes.

Dito isso, já deve dar para presumir que o CDI está ligado à taxa de juros que esses bancos cobram uns dos outros, certo? Então, isso é o que vamos explicar a seguir.

COMO FUNCIONA O CDI?

Para garantir o recebimento dos juros dos empréstimos feitos aos outros bancos e instituições financeiras, é necessário emitir, adivinhe só, o CDI (Certificado de Depósito Interbancário). 

Assim, o CDI acaba funcionando como um garantidor de que a instituição financeira recebedora do empréstimo vai pagar os juros para a instituição que cedeu os recursos. 

Parênteses: sim, os bancos também têm de pagar juros para os outros. 

Dessa maneira, o CDI reflete o quanto os bancos e demais instituições financeiras estão ganhando de juros uns dos outros, no mercado interbancário. 

QUAL É A TAXA DO CDI?

Não existe uma taxa pré-determinada para o CDI, já que o volume de empréstimos de instituição financeira para instituição financeira varia a cada dia. Por isso, ao final do período, calcula-se uma taxa para o CDI, que é sempre diferente.

A partir dessas taxas diárias são calculadas as taxas de média mensal e anual. São essas que valem para balizar os investimentos. 

A taxa flutua – diariamente, por causa dos empréstimos interbancários e em função da economia do país –, sofrendo interferência da Selic. Tomando o ano passado como base, o CDI rendeu 4,42% ao ano.

Só que é importante ficar atento, porque nem todos os investimentos rendem 100% do CDI (aliás, a maioria deles não rende isso). 

O Banco Central, órgão responsável por regular as operações entre as instituições financeiras, divulga o CDI mensal e anual.

COMO CALCULAR O CDI?

Para calcular o CDI, é necessário fazer a média das operações interbancárias diariamente. Partir daí, obter as médias mensal e anual para, aí sim, poder calcular o rendimento de investimentos.

Vale notar que pessoas físicas não podem investir diretamente em CDI. Como o próprio nome diz (e como já explicamos), trata-se de certificados de depósitos interbancários.

Ou seja, são as instituições financeiras que fazem essas operações de empréstimos. E usam o CDI como base para calcular os investimentos de pessoas físicas. 

As pessoas físicas, por sua vez, podem investir em CDB, por exemplo, que são os Certificados de Depósitos Bancários. Neste caso, o CDI é usado para calcular quanto o CDB vai render.

Daí surge a expressão DI. Talvez você já tenha escutado falar que “o investimento em CDB (exemplo) vai render x% do DI”.

Trata-se disso: você fará um investimento que renderá um percentual da taxa do CDI (também chamada de taxa DI). É exatamente o CDI servindo de base para calcular quanto vai render o seu investimento.

Há ainda outros tipos de investimentos que costumam usar a taxa DI (o CDI) para calcular o retorno financeiro ao investidor. 

São os casos, por exemplo, da LCI (Letra de Crédito Imobiliário), da LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e da LC (Letra de Câmbio).

Todos esses investimentos costumam ser balizados pela taxa do CDI, que, como dissemos, é calculada pelo Banco Central, com base em operações diárias entre as instituições financeiras.

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