Secretaria Nacional do Consumidor dá dicas para evitar problemas na Black Friday

Checar a reputação do vendedor e conferir dados do PIX são algumas recomendações sugeridas

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Por Redacao PAN

A uma semana da Black Friday, que acontecerá no próximo dia 26, a  Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), vinculada ao Ministério da Justiça, emitiu um alerta com dicas e cuidados a tomar para evitar golpes na hora de fazer compras online. 

Uma das formas mais eficazes de evitar um golpe na hora de comprar pela internet é conhecer a reputação do vendedor ou da loja (e pesquisar a respeito). 

Outro mecanismo é verificar se o site tem conexões seguras (é só olhar no endereço URL, no navegador) para evitar cair em armadilhas. Normalmente, quando um site não é seguro, aparece uma mensagem ao lado do link no próprio navegador. 

A Senacon também informou que, com o aumento das compras pela internet, cresceram também o número de reclamações que envolvem o comércio eletrônico. 

Essa quantidade de reclamações quase dobrou. Em 2019, foram 63.877 registros. Já em 2020, foram 119.010. Os dados são do Portal do Consumidor.

A secretaria também fez um alerta específico para checar as informações no caso de pagamento com PIX, como conferir os dados do recebedor e só cadastrar chaves nas instituições financeiras.

Além das dicas para evitar fraudes, a Senacon ainda deu uma dica de planejamento financeiro: falou para os consumidores ficarem atentos para comprar somente o que for necessário. Assim, evitam compras por impulso. 

Veja as dicas para evitar problemas na Black Friday

Veja abaixo todas as 8 dicas que a Senacon deu para evitar problemas envolvendo compras online na Black Friday: 

1. Informe-se sobre a reputação da loja em que pretende comprar

O cliente pode checar a reputação de grandes varejistas na plataforma do Consumidor. É possível ler o conteúdo das reclamações, as respostas das empresas e a avaliação dos consumidores no site.

2. Consulte os sites comparadores de preços e produtos online

Há formas de comparar preços em sites de pesquisa e alguns Procons também publicam em seus sites listas de fornecedores que devem ser evitados. Pesquise sobre os produtos que deseja comprar antes da data e avalie a variação do preço promocional no dia da oferta. Certifique-se de que os descontos ofertados de fato valem a pena e são reais.

3. Cuidado com e-mails e sites fraudulentos
Foto mostra uma mulher morena com cabelo enrolado na penumbra, com o rosto iluminado pela luz da tela do laptop. Ela está apoiando o rosto na mão direita com semblante de preocupação 

O recomendado é entrar no site oficial da loja por seu endereço online e não por meio de links duvidosos que podem chegar por e-mail ou por dispositivos móveis.

4. Verifique a presença de certificados de segurança de pagamentos nas transações bancárias realizadas com o fornecedor

Não forneça seus dados bancários a sites que não possuem certificados de segurança. Somente acesse sites do fornecedor digitando o endereço diretamente em seu navegador, evitando links existentes em uma página ou em uma mensagem; evite compras ou pagamentos por meio de computadores de terceiros ou por meio de redes Wi-Fi públicas.

5. Confira política de cancelamento ou troca de produto

Verifique se a loja física ou site permite a troca do modelo ou tamanho do produto após a compra. Se permitir, no caso da loja física, faça constar uma observação (na nota fiscal ou na etiqueta, por exemplo) de que a troca é permitida. Exija sempre a nota fiscal.

6. Devolva compras online em caso de arrependimento

No caso de compras feitas pela internet, o consumidor tem o direito de arrependimento por um período de sete dias, contados a partir da entrega do produto, para sua devolução ao fornecedor. 

Já em compras feitas em lojas físicas não há essa garantia, portanto é importante refletir se há realmente a necessidade de aquisição do produto ou serviço.

7. Confira dados para pagamentos com PIX

Ao utilizar o PIX, o consumidor precisa seguir os mesmos cuidados indicados para qualquer outro tipo de transferência, como checar os dados do recebedor. 

Também é importante cadastrar chaves apenas nos canais oficiais da instituição financeira, como aplicativo ou agências, e desconfiar de contatos ou ofertas de ajuda não solicitadas sobre isso.

8. Registre reclamação caso não consiga resolver problema com compras diretamente com a empresa

Se o cliente tiver problemas de consumo que não tenha conseguido resolver diretamente com a empresa, ele tem à disposição a plataforma Consumidor.gov.br para solucionar conflitos que tenham ocorrido no período das promoções. 

Basta registrar a reclamação na plataforma, caso a empresa esteja cadastrada, ou procurar o Procon mais próximo de sua residência.

Procon-SP orienta monitoramento de preços

A Imagem mostra uma pessoa branca sentada no sofá, de roupão, com o laptop no colo aberto numa tela que mostra “Black Friday”. Ela está numa sala de estar e segura um cartão. Há um violão ao lado dela, no chão, além de outros objetos na prateleira. 

 O Procon de São Paulo também deu dicas para os consumidores. Uma delas é começar a monitorar os preços, pesquisando em mais de um local e tirando fotos das telas dos sites com os valores ofertados. 

Assim, é possível avaliar se existe realmente uma oferta na Black Friday. Muitas lojas aumentam os preços em dias anteriores à data e, depois, anunciam os valores “normais” como se fossem ofertas. 

O Procon-SP também recomendou que os consumidores vejam se o site informa dados (como endereço físico, telefone, e-mail, CNPJ e nome da empresa). 

Ao realizar a compra, ainda é indicado salvar os documentos referentes ao pedido, que possam ser necessários em caso de problemas.

A entidade possui uma lista de sites não recomendados para compras. Vale a pena consultá-la antes de fazer um negócio.

Da mesma forma que a Senacon, o Procon-SP também recomenda evitar as compras por impulso. O consumidor deve consultar o seu orçamento e avaliar se a compra não irá comprometê-lo.

Por fim, que tal se divertir enquanto recebe dicas? Nesse vídeo do canal Pra Fazer Mais, do PAN no YouTube, o humorista Igor Guimarães mostra algumas situações em que  o preço ofertado era excessivamente baixo. Confira!