Pandemia foi usada como tema em mais de 5 mil sites falsos

Estudo da Kaspersky mostra que golpistas usaram pandemia para criar páginas com iscas para conseguir dados de usuários

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Por Redacao PAN

Desde março de 2020, quando foi decretada a pandemia mundial do novo coronavírus, o tema foi usado para criar mais de 5 mil sites falsos, com o objetivo de aplicar golpes em usuários da internet.

A informação consta de um estudo da Kaspersky, empresa de segurança cibernética. De acordo com levantamento da empresa, 1 em cada 5 brasileiros sofreu ao menos uma tentativa de phishing em 2020.

O phishing é um tipo de golpe virtual em que os criminosos usam e-mails, sites ou outras formas de contato com possíveis vítimas para conseguir capturar seus dados pessoais e mesmo financeiros.

Para entender como os golpistas exploram a pandemia para dar golpes, especialistas da empresa analisaram e-mails de spam e páginas falsas que usavam este tema com o objetivo de roubar informações dos internautas. 

A empresa constatou que as táticas mais comuns foram ofertas falsas de pagamentos e testes de Covid-19 com desconto. Além disso, de acordo com a Kaspersky, mais recentemente anúncios falsos oferecendo certificados de vacinação se tornaram mais comuns.

Alta de golpes constatada neste ano

Imagem com fundo azul mostra parte de um calendário de 2021 e 2 ícones de triângulo com um ponto de exclamação dentro sobre círculos brancos

De acordo com a companhia, que oferece soluções de segurança cibernética, o pico de golpes relacionados à pandemia foi identificado em março deste ano. 

Houve uma queda em junho, mas, em julho, os pesquisadores da Kaspersky identificaram 14% mais sites relacionados à pandemia do que em maio. 

No comunicado em que falou do estudo, Alexey Marchenko, chefe de pesquisa de métodos de filtragem de conteúdo da Kaspersky, explicou o funcionamento desses tipos de esquemas criminosos detectados pelas ferramentas da empresa.

“Na maioria das fraudes que usam a pandemia, os cibercriminosos visam obter dados pessoais dos internautas, por isso o uso do phishing”, disse ele. 

“As vítimas são enviadas para uma página falsa após clicar em um link de uma mensagem ou em um anúncio. Neste site, é solicitada a inserção das informações pessoais ou dados de cartões bancários”, explicou.

Para evitar ser vítima desse tipo de golpe, o executivo recomendou que, ao ler uma mensagem sobre a pandemia, o usuário verifique se as informações são de fontes oficiais. “E nunca forneça seus dados pessoais em sites suspeitos”, completou.

Como saber se um site é seguro e evitar ser vítima

Ilustração de fundo azul mostra desenho de computador e um homem com lupa sobre a barra de endereço de um site 

Para evitar cair em golpes na internet como esses que foram identificados pela Kaspersky, a primeira providência é sempre verificar se o site é seguro.

Para isso, há algumas pistas. A primeira é ver se na barra de endereço do seu navegador, aquela em que você coloca o endereço do site, verifique se antes do WWW aparece a sigla HTTPS. 

Essa sigla significa, em português, Protocolo de Transferência de Hipertexto Seguro. Ou seja, mostra que aquele site segue normas de segurança para proteger seus dados de possíveis golpes digitais.  

Junto ao HTTPS também deve aparecer um símbolo de cadeado para garantir que a sua conexão está realmente segura. Caso não apareça, evite informar os seus dados. Você pode ficar exposto a golpes na internet. 

Outra informação é ver se o site tem política de privacidade, adotada sempre por empresas sérias. Essa prática, obrigatória em muitos países, tem como intenção informar ao cliente como aquele site lida com os dados informados e o que pretende fazer com eles. 

Existem ainda ferramentas que podem te ajudar a identificar se o site é verdadeiro ou não. É o caso do site Posso Confiar?, desenvolvido pela Axur, empresa de monitoramento de ameaças digitais, ou o site Who Is?.

Você digita o endereço que está procurando informação e a plataforma diz se aquele site é verdadeiro e confiável ou falso. 

Por fim, antes de clicar em um link, confira para onde ele vai te levar. Muitas vezes algumas pessoas caem em golpes por não ler direito o que estão clicando. Sites maliciosos criam endereços semelhantes aos originais para atrair clientes distraídos. 

E lembre: não clique em links enviados por e-mails com remetente desconhecido, encontrados em sites duvidosos ou compartilhados via WhatsApp e outras redes sociais. 

Um link desconhecido pode estar carregado de vírus projetados para danificar seu computador ou celular. Em alguns casos os vírus podem roubar seus dados pessoais, como número de cartão de crédito, senha de banco e causar problemas futuros. 

E fica mais um alerta, esse da Receita Federal: cuidado com anúncios para regularizar CPF.