7 mitos e verdades sobre investimento

Saiba a verdade por trás de alguns mitos de investimento e comece agora mesmo a aplicar seu dinheiro

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Por Rodrigo Chiodi

*Texto atualizado em 15.07.2021

Muita gente pode deixar passar oportunidades de ganhar dinheiro só porque ainda acredita em informações que escuta e nem sempre são verdadeiras. 

Afinal, tem muita informação errada circulando por aí e isso pode confundir à primeira vista. Você sabe o que é verdade ou mito quando o assunto é investir?

Nem tudo o que circula sobre investimentos é correto ou vale para você. O que temos certeza é: qualquer pessoa pode investir sim, mas um dos primeiros passos é se informar corretamente para não fazer escolhas erradas na hora de aplicar o dinheiro.

Investir é um caminho para realizar sonhos, melhorar de vida e também ter mais condições de lidar com os imprevistos da vida, com uma reserva de emergência. Muitas vezes, é preciso dinheiro para lidar com eles, assim a dor de cabeça com qualquer situação inesperada será menor.

A youtuber Jéssyca Sanses listou 7 frases e revelou se elas são verdades ou mitos sobre investimento em um vídeo no canal Pra Fazer Mais, do Banco PAN. Você pode ver o vídeo no final desse artigo.

Mas vamos detalhar essas frases que ela listou para te orientar melhor.

7 mitos de investimentos

mulher olha com atenção para papel sentada diante de mesa com tablet e xícara de café. A mulher é branca, tem cabelos loiros curtos e lisos e veste blusa de cor vinho manga comprida com colete jeans, e está em ambiente similar a cafeteria

  1. Investir é coisa de rico

Isso é um grande mito!

Afinal as pessoas podem investir com qualquer valor. Mesmo com pouco dinheiro, é possível investir e, ao guardar hoje, no futuro você não apenas recupera o valor que aplicou, mas também recebe uma grana a mais.

Além disso, é importante investir para montar uma reserva de emergência, que é aquele dinheiro guardado para lidar com gastos inesperados.

Esse é outro mito que pode trazer prejuízos para quem não está familiarizado com o universo das aplicações financeiras.

Todo investimento tem risco, o que pode variar é o tamanho dele. Ele pode ser maior ou menor, mas sempre está lá.

Em geral, existem 3 tipos de risco:

  • Risco de crédito, que seria o “calote” ou inadimplência, quando alguém que investiu não recebe o valor investido de volta;

  • Risco de liquidez, sendo que liquidez é a facilidade com que um investimento pode ser convertido em grana. O risco de liquidez significa não ter o dinheiro do investimento disponível no tempo que era esperado. Se você investiu na compra de um terreno e não consegue vender ele porque o mercado está em crise, esse terreno não possui liquidez;

  • Risco de mercado, que são riscos como uma crise econômica e influenciam investimentos. Por exemplo: se uma empresa do exterior olha para o Brasil e acha que o país está em uma crise séria, a chance dela investir aqui é menor. 

Por isso, todo investimento tem seus riscos. O que acontece é que alguns têm riscos mais altos (principalmente aqueles que podem trazer retornos maiores), e outros possuem risco um pouco mais baixo (porém, o rendimento também pode ser menor).

  1. Poupança é um dos investimentos que menos rendem

Isso é verdade. A poupança é um investimento de muito baixo risco. Só que ela também tem um retorno muito baixo, podendo ser inclusive menor do que a inflação. Ou seja: o dinheiro aplicado na poupança não aumentará o seu poder de compra.

Quem aplica dinheiro na poupança pode deixar o valor rendendo alguns anos. Porém, após esse tempo, a quantia pode não ser suficiente para comprar as mesmas coisas que ela compraria quando a aplicação na poupança foi feita. Isso por causa da alta de preços.

  1. Apesar de seguro, é possível perder dinheiro no Tesouro Direto

Sim, é verdade. O Tesouro Direto é o programa de investimento do governo federal e, na prática, as pessoas físicas emprestam dinheiro a ele. Esse empréstimo é feito com a compra de títulos do Tesouro. E o governo paga juros a quem aplicou nesses títulos. 

Cada título tem uma data de vencimento, na qual o valor investido deve ser resgatado (ou seja, retirado do investimento).

Quem espera até esse vencimento para retirar o dinheiro vai receber tudo o que foi combinado no momento da aplicação: o valor aplicado mais o rendimento que era prometido.

Agora, se o valor for resgatado antes, é possível perder dinheiro.

Acontece que o valor do título na compra pode ser um, mas na venda antecipada (ou seja, antes do vencimento do título) ele pode ser menor do que quando o título foi comprado. 

Isso acontece porque os títulos do Tesouro têm variações em suas cotações todos os dias. 

Você perde dinheiro se, por exemplo, comprou um título por 100 reais, mas vendeu antecipadamente e no momento dessa venda o mesmo título valia apenas 70 reais. Ou seja, foram 30 reais que você perdeu.

  1. Nos investimentos, ou se ganha muito ou se perde muito dinheiro

Isso aí é mito, pois existem investimentos de maior ou menor risco. Imagine uma situação na qual uma pessoa coloca muito dinheiro em uma aplicação de baixo risco (e que rende pouco), como a poupança.

A grana pode render menos do que se essa pessoa aplicasse pouco dinheiro em um investimento que pode trazer rendimento maior, como no caso de ações na Bolsa de Valores. 

Mas, nesse caso, o risco é maior também e, em vez de ganho, ela pode ter perdas se o preço das ações cair.

Por isso, investir não é algo do tipo 8 ou 80: são muitas possibilidades de investimento, ganhos e, em alguns casos, perdas. Lembre-se: o risco existe em qualquer investimento.

  1. Dá para viver de renda

Parece uma fantasia, mas é verdade. Dá sim para viver de renda a partir de investimentos, mas é algo que precisa ser feito com muito planejamento, pois é necessário guardar e investir dinheiro suficiente para que os rendimentos paguem as contas.

Não é uma questão de sorte nem de herança, mas sim de estudos, de investimentos e também da relação com o tempo e com o estilo de vida de quem deseja viver de renda.

  1. Dinheiro e investimento são assuntos de adultos

  2. mãe e filha se olham e sorriem enquanto a criança coloca moeda em cofrinho. A mão é negra de pele clara, tem cabelos cacheados presos para trás e veste camiseta manga curta rosa. A criança é negra, tem cabelo cacheado preso para trás e veste camisa manga longa jeans. Ao fundo, uma sala de estar

Esse é um grande mito, pois crianças podem aprender educação financeira em qualquer fase. É claro que não dá para abrir conta no banco ou comprar ações na bolsa para uma criança, mas é possível colocar assuntos como investimentos e dinheiro na vida da criança.

A educação financeira infantil é um tipo de aprendizado que pode ficar para a vida inteira e que vai facilitar muito a vida da criança quando ela for adulta. Afinal, desde cedo ela terá mais chances de ter uma boa relação com dinheiro e finanças.

Em alguns países, o ensino de educação financeira vai melhor do que em outros. O ranking do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2018 analisou o desempenho de 20 países no quesito educação financeira. O Brasil não foi muito bem e ficou em 17º lugar. Ou seja, o quarto pior país entre os avaliados. A classificação completa foi esta:

  1. Estônia;

  2. Canadá;

  3. Finlândia;

  4. Polônia;

  5. Austrália;

  6. Estados Unidos;

  7. Portugal;

  8. Letônia;

  9. Lituânia;

  10. Rússia;

  11. Espanha;

  12. Eslováquia;

  13. Itália;

  14. Chile;

  15. Sérvia;

  16. Bulgária;

  17. Brasil;

  18. Peru;

  19. Geórgia;

  20. Indonésia

Agora, veja o vídeo em que a Jéssyca Sanses fala de tudo isso que explicamos de uma forma mais descontraída.vídeo está no canal Pra Fazer Mais, do PAN, e você pode assistir a ele abaixo: