Famílias de renda menor são as mais atingidas pela alta dos preços em agosto

Estudo do Ipea aponta que frango, ovos, batata e açúcar foram os principais “vilões” da inflação para essas pessoas em agosto

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Por Redacao PAN

No mês de julho, quem mais sentiu a alta dos preços medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do Brasil, foram as famílias de renda mais baixa: aquelas que recebem até R$ 1.650,50. 

O dado consta do Indicador de Inflação por Faixa de Renda, elaborado todos os meses pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Segundo o estudo, , enquanto a inflação das famílias de renda muito baixa e de renda baixa ficou em 0,91% em agosto, a das famílias com rendimento maior tiveram variação mais amena dos preços (0,78%). 

De acordo com o Ipea, esse impacto no mês ocorre, principalmente, por causa dos aumentos de preços das proteínas animais – especialmente do frango (4,5%) e dos ovos (1,6%) –, da batata (20%), do açúcar (4,6%) e do café (7,6%).

Como foi a inflação por faixa de renda

O Ipea realiza esse estudo de inflação por faixa de renda todos os meses, baseado nos dados de preços pesquisados para o IPCA, por ele ser a inflação oficial do país.

A medição da inflação por grupo é feita baseada nos produtos mais consumidos em cada faixa de renda e na participação deles no orçamento de cada família. Assim, alimentos e itens básicos impactam mais os mais pobres. Já gasolina e passagem de avião, por exemplo, os de renda mais alta.

Veja abaixo como foi o aumento dos preços em agosto, conforme cada faixa de renda, de acordo com a pesquisa divulgada pelo Ipea:

  • Renda muito baixa (menor que R$ 1.650,50):  0,91%;

  • Renda baixa (entre R$ 1.650,50 a R$ 2.471,09):  0,91%;

  • Renda média-baixa (entre R$ 2.471,09 e R$ 4.127,41):  0,90%;  

  • Renda média (entre R$ 4.127,41 e R$ 8.254,83):  0,87%; 

  • Renda média-alta (entre R$ 8.254,83 e R$ 16.509,66): 0,85%

  • Renda alta (acima de R$ 16.509,66): 0,78%.

Inflação acumulada em 12 meses por faixa de renda

Foto mostra notas de R$ 200 e R$ 100 espalhadas desordenadamente sobre uma superfície e, sobre elas, uma moeda de 5 centavos, duas moedas de 10 centavos e uma moeda de 1 real

Na análise da inflação acumulada dos últimos 12 meses, as famílias de renda muito baixa são também as mais atingidas (10,63%), enquanto as famílias de renda alta são as que menos sofreram com a alta dos preços (8,04%).

Nesse período, os maiores “vilões” da inflação são os valores dos alimentos no domicílio (16,6%), da energia elétrica (21,1%) e do gás de botijão (31,7%).

Veja abaixo como está a inflação acumulada nos últimos 12 meses, conforme cada faixa de renda, de acordo com a pesquisa do Ipea:

  • Renda muito baixa (menor que R$ 1.650,50): 10,63%

  • Renda baixa (entre R$ 1.650,50 a R$ 2.471,09): 10,37%

  • Renda média-baixa (entre R$ 2.471,09 e R$ 4.127,41): 10,17%

  • Renda média (entre R$ 4.127,41 e R$ 8.254,83): 9,46%

  • Renda média-alta (entre R$ 8.254,83 e R$ 16.509,66): 8,60%

  • Renda alta (acima de R$ 16.509,66): 8,04% .

Como os alimentos têm sido alguns dos principais vilões da alta dos preços, é bom saber como economizar na hora de comprá-los. Veja aqui algumas dicas para poupar uma grana no supermercado.