Por que não guardar dinheiro no cofrinho de moedas?

O cofrinho até pode parecer uma boa ideia, mas existem outras opções para quem deseja guardar dinheiro

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Por Redacao PAN

Guardar dinheiro é uma atitude que ajuda bastante a economizar e acumular recursos para alcançar objetivos. E tem muita gente que usa cofrinho de moedas, porquinho, potes e outros itens para acumular sua grana.

Uma pesquisa de 2018 do Banco Central mostrou como é a relação da população brasileira com o dinheiro. Entre as 2 mil pessoas entrevistadas, ficou claro que guardar moedas e notas é algo relativamente comum. Por exemplo:

  • 26% dos entrevistados guardam moedas em casa ou no trabalho;

  • 4% assumem que as moedas acabam sumindo;

  • 22% usam potes ou latas para guardar moedas;

  • 22% usam cofrinhos de moedas fechados;

  • 21% ainda deixam moedas em gavetas ou sobre móveis.

O mesmo levantamento ainda mostra que 67% das pessoas guardam valores de todos os tipos em cofrinhos ou potes. Ao mesmo tempo, 40% dizem que as moedas permanecem guardadas por mais de um mês, chegando a mais de 1 ano em alguns casos.

Tudo isso traz uma série de desvantagens não só para o seu bolso, mas para a economia brasileira de uma forma geral. Logo, é importante saber os problemas de usar um cofrinho de moedas e, principalmente, conhecer outras opções para manter seu dinheiro seguro.

Mas, primeiro, veja esse vídeo que a Giovana Fagundes fez para o canal Pra Fazer Mais, do Banco PAN no YouTube, contando em quais lugares você não deve guardar dinheiro. Assista e evite esses locais!

5 motivos para não guardar dinheiro em cofrinho de moedas

  1. O dinheiro do cofrinho pode ser roubado

Manter altas quantidades de cédulas e moedas em casa aumenta os riscos de esse dinheiro ser roubado ou furtado em uma ação criminosa. Essa perda é difícil de recuperar, já que seria difícil rastrear o uso desse dinheiro roubado.

Por isso, deixar dinheiro no cofrinho é arriscado e, na primeira oportunidade, ele pode ser levado por alguém mal intencionado. Que tal usar uma conta digital para isso? 

Manter notas de papel dentro de um cofrinho ou pote fechado, sem circulação de ar, é um prato cheio para elas estragarem com umidade e bolor antes de você conseguir usar esse dinheiro. Imagina a decepção ao tirar essa grana do cofrinho e ter que jogar fora?

Outro problema é que notas e moedas são retiradas de circulação ao longo dos anos. Dessa maneira, se uma determinada moeda ou cédula deixa de valer no comércio, ela vira peça de colecionador ou museu, sem utilidade para compras.

Foi o que aconteceu no caso da moeda de 1 real, que começou a circular em 1994 e deixou de ser reconhecida como dinheiro legal a partir de 2005, por causa de falsificações.

  1. É possível perder o dinheiro 

foto de um homem com expressão preocupada enquanto leva a mão direita à testa ao olhar para a carteira em sua mão esquerda. O homem é branco, tem cabelo preto, usa óculos e veste blusa verde. Ao fundo, sofá, cadeira e itens de sala de estar.

Moedas e cédulas podem simplesmente se perder em meio a objetos ou durante uma mudança, por exemplo. O dinheiro pode cair em algum canto da casa que não dê para acessar ou mesmo ser descartado por engano em meio à separação de lixo.

Existem infinitas situações que podem fazer você perder o dinheiro que guardou em um pote ou cofrinho. Por isso, é bom não deixar valores altos nesses objetos.

  1. Recursos parados perdem valor

A alta de preços, também chamada de inflação, reduz o poder de compra ao subir o valor de mercadorias e serviços. É o caso do preço alto da gasolina, dos itens de supermercado ou do aluguel, por exemplo. Se o seu dinheiro fica guardado, ele perde valor ainda mais.

Imagine uma situação na qual uma pessoa colocou em um cofrinho de moedas R$ 100,00. No momento em que ela fez isso, esse dinheiro permitia comprar uma determinada quantidade de produtos no supermercado.

Agora, se esse dinheiro ficou no cofre durante 1 ano e, nesse tempo, os preços do supermercado subiram, os R$ 100,00 vão render menos e, dessa forma, não será possível comprar a mesma quantidade de mercadorias do que no ano anterior.

  1. O dinheiro deixa de circular na economia

“Dinheiro não dá em árvore”, diz o Banco Central, que alerta sobre a necessidade de fazer as moedas circularem. “A cada ano, milhares de moedas ficam esquecidas em gavetas, bolsas e cofrinhos, o que gera dificuldades de troco no comércio”, afirma a entidade.

Se muitas moedas estão guardadas em um cofrinho, é porque elas estão faltando no caixa do supermercado, do guichê do metrô ou do posto de gasolina, por exemplo. Por isso, é importante não acumular cédulas e moedas para sempre, nem em grandes quantidades.

Ter um cofrinho de moedas vale a pena?

foto destaca mão de uma criança colocando moeda em porquinho. A criança aparece ao fundo, em desfoque, usando camisa listrada azul e branca. Em destaque, um porquinho rosa em cima de mesa marrom

Usar um cofrinho de moedas ou manter alguma quantia em dinheiro vivo em casa ou no carro só vale a pena em situações específicas e nunca deve ser feito com valores altos. De forma ampla, o cofrinho ou potinho de moedas pode ser útil nos seguintes casos:

  • Para ensinar educação financeira para as crianças, assim elas aprendem que guardar dinheiro ajuda na realização de objetivos;

  • Para usar em compras pequenas e recorrentes, como na padaria ou feira;

  • Para uso no transporte público, como ônibus e metrô, que muitas vezes fica sem moedas para troco;

  • Para levar em situações nas quais pode não haver máquina de cartão ou sinal de internet, como em passeios em locais remotos;

  • Para trocar por prêmios em estabelecimentos que pedem uma grande quantidade de moedas porque precisam abastecer o caixa e, assim, usar esse dinheiro como troco.

Uma alternativa ao cofrinho de moedas é fazer investimentos. Em alguns casos, é possível aplicar a partir de pouco mais de R$ 30,00. Saiba mais sobre os tipos de investimentos e veja qual é o mais indicado para o seu perfil!