O que é inflação?

Sabe quando os preços sobem? O nome disso é inflação

Controle
Seus Gastos
Por Rodrigo Chiodi

Muita gente está com a impressão de que os preços estão mais altos. O preço da carne, por exemplo, subiu mais de 35% em 2021 até abril, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).  Esse aumento de preços é o que chamamos de inflação. 

Saber o que é inflação é bom para entender por que essa alta de preços acontece e, principalmente, como ela afeta a sua vida em áreas como:

  • Supermercado;

  • Compras em geral;

  • Aluguéis;

  • Combustíveis;

  • Salário;

  • Transporte;

  • Saúde;

  • Gastos pessoais, entre outros.

A gente sabe que o primeiro impacto é no bolso, mas essa nem é a única consequência do aumento de preços de bens e serviços. Ela também influencia, de forma geral, na economia brasileira. 

Quem calcula a inflação no Brasil oficialmente é o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mas tem outras entidades que também calculam índices relacionados a aumento de preços. 

Além disso, o Banco Central (BC) atua para, de alguma forma, manter a inflação sob controle.

Saiba o que é inflação, como é calculado esse índice econômico e alguns dos impactos que ela traz na vida de todo mundo.

Quadro de fundo azul claro com ícones relacionados a inflação traz o texto do artigo de forma resumida

Quadro de fundo azul claro com ícones relacionados a inflação traz o texto do artigo de forma resumida

O que é inflação?
Homem de cabelos grisalhos e com jaqueta de manga comprida de cor preta abastece seu carro. Ele está à esquerda da imagem com uma bomba de gasolina na mão direita enquanto injeta combustível no tanque de um carro prata

Em poucas palavras, o BC define que “inflação é o aumento dos preços de bens e serviços”. A inflação é uma forma de indicar quando as coisas ficam mais caras, por exemplo no mercado, no posto de gasolina ou no aluguel de casa.

Vamos supor que a inflação foi de 5% em 12 meses. Isso quer dizer que, no último ano, os preços tiveram um aumento de 5%. Por exemplo, algo que custava R$ 100 há 1 ano e passou a custar R$ 105.

Mas pode ser que o contrário aconteça. Imagine que, de um ano para o outro, as coisas ficaram mais baratas, e aquele item que custava R$ 100 passou a custar R$ 95. Quando isso acontece, os economistas chamam de deflação. 

Por mais que todo mundo queira comprar o que precisa pagando menos, nem sempre a deflação é uma coisa boa para a economia. Quem explica isso é o próprio BC, que trabalha para manter a inflação baixa, mas não por uma derrubada dos preços.

“Ao contrário do que possa parecer, preços em queda podem ser prejudiciais para o bom funcionamento da economia. Um comerciante poderá ter prejuízo se ganhar menos amanhã pelo estoque que fez hoje. As famílias e as empresas poderão adiar suas decisões de consumo e investimento se houver a perspectiva de que os preços serão mais baixos amanhã, deprimindo a atividade econômica”, diz a instituição.

Em outras palavras: para quem tem comércio, é prejuízo pagar um produto hoje que será vendido por um valor mais baixo do que o ideal no futuro. No caso das pessoas, se elas acreditam que os preços estarão mais baixos lá na frente, é melhor esperar do que comprar agora, certo? Isso tudo é deflação e, se acontecer por muito tempo, traz prejuízos para empresas e diminui o consumo.

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Por que existe inflação?

Tem muita coisa que pode fazer os preços subirem. Ao mesmo tempo, alguns itens podem ficar mais caros ou mais baratos, então esse aumento não é geral.

É possível que alguns alimentos fiquem mais baratos dependendo do período do ano (é o que acontece com as frutas de época, por exemplo), e outros fiquem mais caros (se não for a época de um determinado alimento).

O BC coloca como algumas das causas principais para a inflação:

  • Pressões de demanda (mais gente querendo comprar uma mesma categoria de produto);

  • Pressões de custos (se, por exemplo, ficar mais caro para a indústria produzir alguma mercadoria);

  • Fatores econômicos (metas de inflação estabelecidas pelo BC ou expectativa do mercado em relação a aumento de preços, entre outros).

Como a inflação impacta a sua vida?

Um homem e uma mulher olham para lista de compras. Ele  veste jaqueta de tom cinza escuro e segura um papel pequeno. Ela veste malha  amarela. Eles estão em frente a caixa com itens de compras como frutas e legumes, em sala de estar de fundo branco

O BACEN diz que a inflação gera incertezas na economia, reduz o interesse por investimentos e, de forma geral, prejudica o crescimento econômico. Além disso, a instituição lembra que o aumento de preços dificulta a vida das pessoas mais pobres.

Afinal, a inflação faz o dinheiro perder valor. Lembra do exemplo dos R$ 100? Você pode fazer mais ou menos coisas com essa grana a depender da inflação. 

Vamos pensar em fazer compras no supermercado: com a inflação (ou seja, com o aumento dos preços de bens e serviços), você terá que cortar alguns itens para fazer a compra com  R$ 100.

Por outro lado, se os preços diminuírem, você não apenas vai comprar o que tinha planejado, mas também terá uma grana sobrando para adquirir outros itens de fora da lista ou mesmo guardar esse dinheiro.

Com inflação muito alta, os preços de itens de supermercado, aluguéis, combustíveis, mercadorias de uso pessoal e vários outros tendem a subir  mais rapidamente. Isso aumenta seu custo de vida -isto é, você terá que gastar mais para comprar ou pagar o que precisa.

Quem mede a inflação?
Detalhe para mão de mulher enquanto segura caneta e digita em calculadora de mão em cima de mesa branca

O IBGE mede a inflação por meio de dois índices de preços:

  • O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerado o índice oficial do Brasil;

  • O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), usado em reajustes salariais.

Como explica o próprio instituto, o IPCA “engloba uma parcela maior da população. Ele aponta a variação do custo de vida médio de famílias com renda mensal de 1 e 40 salários mínimos”. Já o INPC “verifica a variação do custo de vida médio apenas de famílias com renda mensal de 1 a 5 salários mínimos”.

O IBGE ainda tem o IPP (Índice de Preços ao Produtor, que mostra a variação de preços de venda para produtores de bens e serviços), e o SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil, medido em conjunto com a Caixa e que analisa a variação de preços na área de construção e habitação).

No Brasil, também existem outros índices relacionados à inflação, medidos por outras instituições além do IBGE:

  • IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado, da Fundação Getulio Vargas);

  • IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor, calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a Fipe).

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