São Paulo dará auxílio para combater evasão escolar no ensino médio

Benefício terá valor de R$ 1 mil por ano letivo, com objetivo de manter estudantes vulneráveis no ensino médio

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Por Redacao PAN

O governo de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (19) que pagará um auxílio para combater a evasão escolar. O benefício terá valor de R$ 1 mil por ano letivo e será destinado a estudantes mais vulneráveis do ensino médio da rede estadual de educação.

O benefício faz parte do Bolsa do Povo Educação, criado pelo governo estadual de São Paulo para auxiliar as famílias a superarem os desafios educacionais e financeiros provocados pela pandemia. 

Saiba quem pode receber o auxílio para ficar na escola 

Uma estudante de óculos escreve num caderno. Atrás dela, quatro janelas de esquadrias pretas

Para receber o auxílio que combate a evasão escolar, é necessário cumprir alguns requisitos, como ter frequência às aulas.

Veja abaixo quais são esses requisitos para receber o benefício contra a evasão escolar:

  • Frequência escolar mínima de 80%;

  • Dedicação de 2 a 3 horas de estudos pelo aplicativo Centro de Mídias SP (CMSP);

  • Participação nas avaliações de aprendizagem

Além disso, os estudantes da 3ª série do Ensino Médio devem ainda realizar atividades preparatórias para o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem).

Saiba como se inscrever para receber dinheiro para ficar na escola

Uma mulher abraça um jovem na cadeira de rodas com um laptop no colo, óculos no rosto e fone de ouvido na cabeça

Para se inscrever, é necessário cumprir alguns requisitos. Veja abaixo quais as condições necessárias para pedir o Bolsa do Povo Educação: 

  • É necessário estar regularmente matriculado no ensino médio ou na 9ª série do ensino fundamental da rede estadual de Educação;

  • Também é preciso estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico).

As inscrições para o programa poderão ser realizadas entre 30 de agosto e 10 de setembro pelo site https://www.bolsadopovo.sp.gov.br/.

Evasão escolar na pandemia

A pandemia provocou diversos danos na sociedade. Um desses danos foi na educação, já que aumentou a evasão escolar. 

É isso o que mostra o relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) chamado “Cenário da Exclusão Escolar no Brasil: Um alerta sobre os impactos da pandemia da Covid-19 na Educação”, divulgado em abril deste ano. 

O documento afirma que, “com escolas fechadas, quem já estava excluído ficou ainda mais longe de seu direito de aprender.” 

Além disso, o relatório acrescenta que “aqueles que estavam matriculados, mas tinham menos condições de se manter aprendendo em casa (…) acabaram tendo seu direito à educação negado.”

Entre os motivos mencionados no relatório para o aumento da evasão escolar, estão a falta de acesso à internet e agravamento da situação de pobreza.

Em números, o Unicef diz que, em novembro de 2020, mais de 5 milhões de meninas e meninos de 6 a 17 anos estavam fora da escola ou sem atividades escolares. Em outras palavras, estavam sem acesso à educação.

O número corresponde a 13,9% dessa parcela da população em todo o Brasil. Dessas 5,1 milhões de crianças e adolescentes, 1,5 milhão disseram que não frequentam a escola. 

As outras 3,7 milhões disseram que não foram disponibilizadas atividades escolares para realizar em casa na semana anterior à pesquisa.

Desses mais de 5 milhões de jovens sem acesso à educação, mais de 40% eram crianças de 6 a 10 anos. O acesso à educação nessa faixa estava praticamente universalizado antes da pandemia.

Escolaridade ajuda na busca por empregos

Uma jovem de óculos sorri para a câmera que a fotografa. Há diversos computadores desfocados ao fundo

Não é segredo para ninguém que uma boa educação ajuda na busca por empregos melhores. Pessoas com mais anos de estudo tendem a conseguir melhores vagas de trabalho, como demonstram vários estudos.

Um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado em setembro do ano passado mostra o impacto da educação na renda de uma pessoa.

"No Brasil, em 2015, pessoas de 25 a 64 anos com diploma de ensino superior com renda de emprego em tempo integral ganhavam 144% a mais do que trabalhadores em tempo integral, com apenas ensino médio concluído”, diz o documento.

O mesmo estudo da OCDE mostra que a taxa média de emprego nos países associados ao grupo, em 2019, foi de 61% para pessoas de 25 a 34 anos sem ensino médio, 78% para aqueles com ensino médio completo e 85% para aqueles com o ensino superior. Os dados do Brasil são semelhantes. 

Por isso, é importante completar os estudos para conseguir melhores empregos. Além do ensino regular, há oportunidades em cursos extras, voltados para jovens, que podem ajudar na sua qualificação. Confira!