Open Banking: 2 a cada 3 pessoas consideram serviços que ele pode criar relevantes

Pesquisa mostra que 54% estão motivados a se inscrever, mas 46% se preocupam em como dados serão usados; veja como será a segurança do sistema

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Por Redacao PAN

 

Perto do início da 2ª fase do Open Banking começar a funcionar no país, 66% dos brasileiros avaliam como relevantes os serviços que podem surgir com esse conceito.

Esse dado consta da pesquisa Open Banking Brasil, realizada pela TecBan, empresa que opera os equipamentos do Banco 24 Horas, e pela Ipsos. 

O Open Banking é uma iniciativa do Banco Central que vai padronizar os serviços financeiros. 

Com isso, os consumidores poderão compartilhar seus dados bancários com outras instituições - se assim desejarem - para buscar produtos e serviços mais vantajosos. O compartilhamento só será feito com a expressa autorização do cliente.

Até então, se você quisesse mudar de banco, demorava muito tempo para ele te conhecer a ponto de poder oferecer as melhores condições em produtos e serviços. 

Com o Open Banking, você pode levar todo o seu histórico financeiro do banco atual para outro.

Em outras palavras, será como se você já tivesse conta lá há muito tempo, podendo ter acesso aos produtos e serviços mais adequados ao seu momento de vida, de forma simples e segura. 

Exemplos de serviços foram aprovados em pesquisa

Na pesquisa, foram apresentados 4 novos serviços que podem ser criados com a implementação do Open Banking: 

  • uma ferramenta inteligente de comparação de serviços financeiros, que usaria os dados financeiros de quem a usa para encontrar os produtos mais adequados para ela;

  • um aplicativo “tudo em 1”, que reuniria todos os produtos e serviços financeiros que a pessoa tem contratados, mesmo que sejam de bancos diferentes;

  • aceleração de processo de solicitação de crédito;

  • pagamentos instantâneos a partir de sua conta bancária.

Entre os entrevistados, 66% disseram que esses serviços são relevantes. E 54% afirmaram que estão motivados a se inscrever no Open Banking.

Por outro lado, 46% disseram estarem preocupados sobre como seus dados financeiros serão usados se usarem esses serviços. 

No quesito segurança, aliás, 49% se preocupam com a possibilidade de seus dados serem acessados por criminosos, 43% com a possibilidade de suas informações perderem anonimato, 40% com a proteção que eles terão e 35% com quem terá acesso a seus dados. 

Open Banking vai manter a segurança dos dados 

Para que as instituições participassem do Open Banking, o Banco Central exigiu condições rigorosas de segurança no tratamento dos dados. Haverá, por exemplo, camadas de proteção para o tratamento dessas informações. 

Segundo o Banco Central, as regras do sistema preveem “mecanismos de acompanhamento e controle do processo de compartilhamento e de regras específicas de responsabilização da instituição e de seus dirigentes”.

Para garantir que o compartilhamento dos dados dos consumidores será seguro, ele terá 3 etapas obrigatórias: 

  1. Solicitação do consentimento do cliente;

  2. Autenticação;

  3. Confirmação do consentimento.

Só depois que o cliente cumprir todos os passos é que o banco ou instituição com quem ele mantém relacionamento vai poder compartilhar as informações que ele escolheu. E apenas com quem ele indicou e pelo tempo que foi concedido.

2ª fase do Open Banking foi adiada

 

 Ilustração de fundo azul traz a inscrição “O que está por vir”, depois traz a figura de uma mulher, o desenho de um celular com um botão “Compartilhar” de fundo coral e ícones de casa com cifrões laranja identificados como “Banco 1” e “Banco 2”

 

A implementação do Open Banking já começou, mas ela acontece de maneira faseada. A primeira fase do sistema foi implementada em 1º de fevereiro de 2021. 

A 1ª fase do Open Banking foi o compartilhamento padronizado das informações  sobre canais de atendimento, serviços e produtos financeiros oferecidos pelas instituições participantes.

Já a 2ª fase, que foi adiada neste mês pelo Banco Central, permite aos clientes pedir às instituições com quem têm relacionamento para compartilhar seus dados, se tiverem interesse, com outra instituição, com a qual pretende se relacionar ou facilitar a criação de histórico.