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Brasileiros preferem fazer compras do dia a dia perto de casa

Mesmo com as facilidades da internet, pesquisa aponta que consumidores não abandonam comércio local

ARTIGOS

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18.07.2022

 

controle
seus gastos

PorRedacao | Millena PAN

As compras online aumentaram no mundo todo e há diversos estudos que mostram esse crescimento. No entanto, o comércio perto de casa ainda é a preferência de 77% dos brasileiros para fazer as compras do dia a dia.

A informação é da pesquisa “Impactos da Mobilidade Urbana no Varejo”, feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Sebrae.

Entre os motivos apontados pelos consumidores que levam a essa preferência, estão, principalmente:

  • 20%: conforto e comodidade;
  • 20%: agilidade e facilidade;
  • 17%: acessibilidade e localização;
  • 15%: costume e conhecimento do local;
  • 9%: preço;
  • 8%: possibilidade de evitar trânsito.

Nota-se que, apesar de ainda ser expressiva, a quantidade de pessoas que preferem comprar perto de casa caiu em comparação ao levantamento anterior, feito em 2017, quando as lojas físicas mais próximas tinham 84% da preferência dos consumidores.

O motivo da mudança está justamente no crescimento das compras online.

Cerca de 8% dos consumidores também dizem fazer a maior parte das compras do dia a dia perto do trabalho, o que se manteve em relação ao levantamento anterior.

No entanto, agora 6% citam lojas virtuais para essa finalidade (em 2017, eram 2%) e 5% falam de aplicativos (ante 0,6% em 2017).

Os motivos de quem prefere comprar perto do trabalho são os mesmos de quem opta por fazer isso próximo de casa.

Uma mulher branca, loira, em pé, numa loja, sorri ao mexer numa sandália. Ela está de casaco branco de tricô e calça jeans. Ao fundo, uma outra mulher branca, blusa amarela, segura e analisa um sapato feminino.

A mudança desses motivos passa a ser diferente quando os consumidores justificam que preferem fazer compras do dia a dia pela internet. Nesse caso, os  principais fatores apontados são:

  • preços (52%)
  • agilidade e facilidade (16%)
  • conforto e comodidade (14%)
  • variedade de produtos e serviços (6%)
  • possibilidade de evitar trânsito e engarrafamento (6%)

O presidente da CNDL, José Carlos da Costa, afirmou em comunicado que “existe uma tendência de crescimento no consumo online, mas o brasileiro ainda está muito habituado a fazer suas compras perto de casa ou do trabalho”.

Costa ainda reforçou que “questões como segurança e mobilidade urbana são pontos importantes” e declarou que “é fundamental a construção de políticas públicas que ofereçam estrutura aos comércios de bairro, o que estimula o desenvolvimento de micro e pequenos negócios”.

“Sem dúvida percebemos uma mudança de comportamento após a pandemia, uma vez que as pessoas passaram a priorizar compras perto de casa, evitando os grandes centros e transporte públicos”, disse o presidente da CNDL.

De anos para cá, também reduziu o tempo que os brasileiros gastam no trânsito nas grandes cidades, conforme constatou um outro levantamento da própria CNDL.

Esse tempo médio ainda é elevado, cerca de 2 horas ao dia, mas houve redução de quase meia hora em relação ao levantamento anterior, feito antes da pandemia.

Entre os fatores apontados para essa redução está o home office. Menos gente passou a ter que sair de casa. E muitos empregados precisam ir só algumas vezes por semana até um local fixo para trabalhar – o chamado modelo híbrido.

E, mesmo para quem tem que ir ao trabalho, sempre ou só de vez em quando, a proximidade ainda traz benefícios. Assim, é possível ir a pé ou de bicicleta, o que aumenta a produtividade, segundo outro estudo.

Por outro lado, as mudanças no padrão de consumo causaram também uma mudança, por exemplo, em reclamações. Cresceu a quantidade de consumidores que relatam problemas com compras online.

As vendas pela internet foram a saída para muitos consumidores terem os produtos e serviços que precisavam e também resolveram o fluxo de caixa de muitas pequenas empresas. Diversos empreendedores adotaram essa modalidade.

No entanto, esses empreendedores devem tomar cuidado na hora de vender pela internet para evitar prejuízos e fidelizar os clientes. E os consumidores também devem estar atentos às tentativas de golpes, que também aumentaram.

De qualquer forma, é preciso saber conviver com essas transformações, porque elas chegaram para ficar.

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