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Renda média de pessoas brancas foi 73% maior que a de pretas e pardas em 2020

Dado consta de levantamento do IBGE, que aponta ainda queda de 4% na renda média per capita no país no ano de 2020. Veja outros indicadores revelados pelo instituto

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03.12.2021

 

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PorRedacao | Millena PAN

Em 2020, a renda média mensal da população ocupada branca ficou em R$ 3.056. O valor é 73,3% superior ao rendimento médio mensal constatado para a população preta ou parda, que ficou em R$ 1.764, segundo levantamento feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgado nesta sexta-feira (3).

O estudo, denominado Síntese de Indicadores Sociais, traz outros dados sobre como a desigualdade racial atinge a população denominada pelo instituto como preta e parda. 

Entre essa população, a taxa de informalidade (aqueles que tinham ocupações informais, menos protegidas) era de 44,7% em 2020, ante 31,8% da população ocupada branca. 

Além disso, pretos ou pardos representavam 53,5% da população ocupada, mas 64,5% dos subocupados por insuficiência de horas.

O estudo traz ainda outros dados que mostram diferenças. O instituto também constatou que a renda média mensal de homens em 2020 foi de R$ 2.608, 28,1% maior do que os R$ 2.037 que as mulheres brasileiras receberam por mês no ano passado.

No geral, o rendimento médio domiciliar per capita de 2020 foi de R$ 1.349, com queda de 4,3% ante 2019, quando havia ficado em R$ 1.410.

EFEITO DE PROGRAMAS SOCIAIS NA SITUAÇÃO SOCIAL

O estudo ainda mostra que, na passagem de 2019 para 2020, houve redução da proporção de pessoas em situação de extrema pobreza e pobreza no Brasil. As quedas foram as seguintes: 

  • extrema pobreza: de 6,8% para 5,8%;

  • pobreza: de 25,9% para 24,1%.

Essa melhoria aconteceu especialmente por causa de programas sociais, como o auxílio emergencial, pago no ano passado. O estudo mostra que, sem esses programas sociais, essas proporções em 2020 teriam sido bem maiores do que em 2019: 12,9% para a população em situação de extrema pobreza e 32,1% para a população em situação de pobreza. 

Além disso, a pesquisa mostra que 10,8% dos estudantes de 6 a 17 anos ficaram sem aulas presenciais e sem atividades escolares em novembro de 2020 devido à pandemia.

A desigualdade também aparece na comparação entre escolas públicas e privadas. Na educação básica, 42,6% das escolas promoveram aulas ao vivo pela internet, mas 35,5% foram na rede pública e 69,8% foram na rede privada.

Menos da metade dos alunos de 15 a 17 anos (48,6%) em escolas públicas tinham computador e acesso à internet em casa, de acordo com o levantamento. 

BOLSA OFERECE CURSO VOLTADO A PESSOAS NEGRAS

Uma das formas de reduzir as desigualdades é ampliar as oportunidades de acesso à educação. A B3, que gere a bolsa de valores brasileira, lançou um programa online e gratuito para capacitação de pessoas negras para o mercado financeiro, cujo  foco é educação financeira e empregabilidade. 

Além de ser gratuito, o programa não tem limite de vagas e atende ao Brasil inteiro. As inscrições podem ser feitas até o fim deste mês, por este link aqui. Para fazer parte, basta ser negro e ter 18 anos ou mais.

Aliás, oito em cada dez estudantes formados em universidades percebem uma melhora para conseguir emprego. Essa melhora foi citada por 82,2% dos entrevistados em um estudo feito pela Semesp, entidade que representa instituições de ensino superior no Brasil. Os demais 17,8% de pesquisados disseram que nada mudou. 

O levantamento, chamado de 3ª Pesquisa de Empregabilidade, mostra ainda que, entre os estudantes que perceberam melhora para encontrar um emprego, 75,6% haviam frequentado cursos presenciais, enquanto 24,4% eram de EAD (Ensino à Distância).

Agora, se você quer estudar, mas está sem dinheiro, não se desespere. Há alguns caminhos para conseguir bolsas em universidades, sejam integrais ou parciais. 

Veja aqui algumas formas de obter descontos para estudar.