Entenda o que é renda variável e os tipos de investimentos

Um investimento de renda variável não garante rendimentos fixos ou devolução do valor inicial que foi aplicado

Renda
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Por Redacao PAN

Um termo comum no mundo dos investimentos é a renda variável, um tipo de aplicação que pode ser interessante especialmente para as pessoas que já estão há algum tempo investindo dinheiro.

Os ativos de renda variável são investimentos que podem ser estratégicos para obter ganhos. Porém, essas aplicações também trazem riscos de perdas. isso porque nem sempre o valor delas sobe: ele pode cair, conforme condições de mercado, fazendo o investidor ficar com menos dinheiro do que aplicou em alguns casos.

Antes de pensar em partir para esse tipo de aplicação, é fundamental entender o que é a renda variável, conhecer exemplos de aplicações assim e compreender as vantagens e desvantagens dessa modalidade de aplicação. Com isso, é possível tomar todos os cuidados para evitar perder grana ao investir.

Renda variável: o que é?

Um investimento em renda variável é aquele no qual o rendimento não é sempre igual, variando de acordo com as condições do mercado financeiro. Ou seja, não dá pra saber com antecedência, antes de fazer o investimento, qual vai ser o retorno financeiro da aplicação. Logo, o rendimento é imprevisível.

No caso das aplicações de renda variável, os valores podem oscilar para cima ou para baixo. Isso significa que é possível que quem invista em ativos assim pode ganhar ou perder dinheiro ao manter uma aplicação desse tipo.

O rendimento de investimentos com rentabilidade variável depende de uma série de fatores, como por exemplo:

  • cenário político e econômico

  • desempenho de empresas

  • desempenho de moedas, como o dólar

  • expectativas de empresas e outros investidores.

Isso indica que, em comparação com outros investimentos, a renda variável pode fazer alguém perder dinheiro. Por mais que seja mito que não existem investimentos sem riscos, os ativos de renda variável são mais arriscados do que outros.

Afinal, além de não saber qual será o rendimento daquela aplicação, esse retorno financeiro pode ser impactado por diversos fatores que não estão no controle de quem aplicou dinheiro no ativo de renda variável.

6 tipos de investimentos de renda variável

foto de uma mulher sorrindo enquanto olha para tela de computador que mostra gráficos de renda variável. A mulher é branca, tem cabelo preto curto e usa camiseta manga curta azul, e está com ambiente de escritório ao fundo.

Entre os principais tipos de investimentos quando o assunto é renda variável, podemos listar os seguintes.

  1. Ações

As ações são como pedaços pequenos de uma empresa. Assim, quem investe nesse tipo de aplicação se torna sócio da companhia e recebe lucros que ela tiver. 

O preço das ações varia muito. Ao longo do mesmo dia, o valor desses papéis chega a diferentes cotações. 

Essa flutuação no preço se deve a diversos fatores. Um deles é o interesse que aquela empresa desperta na Bolsa de Valores: quanto mais gente deseja comprar ações dessa companhia, mais alto o valor fica e vice-versa. 

Além disso, se a empresa apresenta um balanço com bom desempenho, ou se alguma notícia que sai na imprensa traz benefícios para o setor daquela companhia ou para ela mesma, a tendência é o preço de sua ação subir.

Por outro lado, se o noticiário traz perspectivas ruins para a empresa, como queda nos preços de seus produtos, cenário econômico que indica queda no faturamento ou vendas e outros, a tendência é o valor cair.

  1. Fundos de investimentos

Os fundos de investimentos são grupos de investidores que aplicam dinheiro em diferentes tipos de ativos de renda variável. Existem fundos de ações, fundos multimercados (que investem em ações e outros investimentos de renda variável e fixa), entre outros.

Também existem os fundos que acompanham o desempenho de índices, conhecidos pela sigla ETF (Exchange Traded Fund), que podem acompanhar índices financeiros como o Ibovespa.

Segundo a B3, o ETF é “uma comunhão de recursos destinados à aplicação em uma carteira de ações que busca retornos que correspondam, de forma geral, à performance, antes de taxas e despesas, de um índice de referência”. 

Entre os exemplos de ETF relacionadas a índices, estão:

  • Índice Bovespa: conjunto de ações negociadas na B3 que forma uma “carteira teórica”, com composição diversa que muda a cada ano

  • IBrX 100: Índice Brasil 100, aplicação que se baseia nos 100 ativos mais negociados no mercado de ações da B3.

  • Fundos imobiliários

Também conhecido pela sigla FII, o Fundo de Investimento Imobiliário é um tipo de aplicação que também reúne pessoas interessadas em investir seu dinheiro em ativos do mercado imobiliário. 

Muitos fundos usam o dinheiro arrecadado nos investimentos para a construção ou compra de imóveis, e a lucratividade desses empreendimentos permite retorno financeiro para quem investiu no FII.

Outros fundos desse tipo ganham dinheiro com o pagamento de aluguéis dos imóveis que eles são proprietários.

  1. Câmbio e moedas

foto de notas de dólar, com 3 moedas de real em cima das notas.

Também existem ativos de renda variável baseados em operações de câmbio e em moedas, como o dólar. Ou seja, conforme o desempenho da moeda (se o valor dela sobe ou desce), quem investiu pode ter retorno financeiro ou prejuízo.

O ouro também é um investimento de renda variável e sua negociação acontece com contratos na Bolsa de Valores e também em fundos de investimento, por exemplo. O metal também pode compor a carteira (conjunto de investimentos) de fundos multimercado.

  1. Derivativos

Derivativos são contratos negociados na Bolsa que têm seu desempenho atrelado a ativos diversos, como ações de empresas, índices, taxas de juros ou mesmo o ouro ou commodities (produtos que são bens de consumo ou servem de matéria-prima para a produção de mercadorias) como o café.

A B3, antiga Bolsa de Valores, também lista os seguintes investimentos em renda variável:

  • CEPAC: Certificado de Potencial Adicional de Construção, emitidos por prefeituras e usados em áreas relacionadas à infraestrutura da cidade

  • BDRs: Brazilian Depositary Receipts, ativos emitidos no Brasil que têm rentabilidade baseada em aplicações do exterior.

Vantagens e desvantagens da renda variável

foto mostra um homem concentrado enquanto olha para a tela do celular, com braços apoiados em balcão. O homem é negro, tem cabelos curtos pretos com dreads e usa camisa social branca, e está diante de janela ampla e clara.

Entre as vantagens da renda variável, uma das principais é o potencial de retorno financeiro maior do que outros tipos de investimentos. Vale lembrar que trata-se da possibilidade de lucro maior, e não de garantia de retorno.

Por exemplo: uma pessoa compra ações de uma empresa que, ao longo dos meses, cresce e começa a faturar mais. Quem investiu em ações da companhia se beneficiará desse desempenho positivo. 

Além disso, a renda variável é uma opção para diversificar a carteira de investimentos. Isso significa que alguém passou a investir em diferentes tipos de aplicações, cada uma com objetivos diferentes.

Os ativos de renda variável também podem ser usados para obter retorno financeiro num prazo curto ou longo. Tudo vai depender do objetivo do investimento e do risco que quem aplica deseja correr.

E, por falar em risco, essa é uma das desvantagens dos ativos de renda variável: como não dá pra saber de forma antecipada o quanto uma aplicação vai render, é possível se frustrar com rendimentos mais baixos ou até mesmo com perdas, que darão prejuízo.

Lembra do exemplo das ações de empresa? Se alguém compra ações de uma companhia que, meses depois, começa a ter um desempenho ruim, os papéis (ações) dessa empresa passarão a valer menos do que antes.

Isso quer dizer que investidores podem comprar ações por um preço hoje e, mais pra frente, elas valerem menos por causa de crises econômicas, pelo desempenho ruim de empresas ou outros fatores.

Outro aspecto negativo é que não há previsibilidade em relação ao investimento. Ele pode ir muito bem em uma semana e, na semana seguinte, ter um desempenho ruim. Logo, dá pra lucrar e perder dinheiro muito rápido no mercado de renda variável.

Para quem a renda variável é indicada?

foto destaca mãos de uma pessoa segurando um celular na mão esquerda e xícara de café na mão direita. Ela está sentada diante de mesa com notebook e vaso de plantas ao lado. Na tela dos equipamentos, gráficos de investimentos.

Quanto mais arriscado o investimento de renda variável, maior é a possibilidade de ganhos - e de perdas também. Por isso, esse tipo de aplicação é indicado para quem tem perfil agressivo de investimento, ou seja, que tolera correr mais riscos ante a possibilidade de faturar mais.

Além disso, é importante que só invista em renda variável quem tem condições de arcar com eventuais prejuízos decorrentes desse tipo de investimento. Assim, não é indicado utilizar quantias que possam fazer falta no orçamento ou que sejam reserva de emergência.

Por fim, quem já faz investimentos pode iniciar a diversificação de carteira aplicando parte do dinheiro em ativos de renda variável. O ideal é investir de forma a não correr riscos de perder muita grana para não prejudicar outros investimentos nem as finanças.

Depois de entender o que é renda variável, que tal continuar no universo dos investimentos e compreender outra modalidade de aplicação bem comum nesse meio? Saiba o que é a renda fixa e quais os tipos!