Open Banking: por que você iria querer compartilhar seus dados?

Entenda quais os benefícios que você pode ter ao compartilhar suas informações

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Por Redacao PAN

O Open Banking promete transformar a forma como os clientes se relacionam com instituições financeiras. Esse conceito traz diferentes possibilidades tanto para as pessoas quanto para as empresas.

Com o Open Banking, clientes poderão compartilhar seus dados cadastrais e financeiros com as instituições que eles quiserem, a fim de mostrar seu histórico financeiro e, assim, poder ter acesso a produtos e serviços personalizados.

Tem quem ainda fique em dúvida sobre o que o Open Banking representa e se vale a pena compartilhar seus dados. É importante saber quais motivos justificam a autorização para o compartilhamento de informações e como isso pode trazer benefícios para você.

O que é Open Banking mesmo?

O Open Banking é uma iniciativa do Banco Central que visa aumentar a competitividade entre as instituições financeiras do país e trazer maiores benefícios para os usuários. Por meio dele, clientes de serviços financeiros poderão levar suas informações pessoais e financeiras para outra instituição. 

Como explica o BACEN (Banco Central), trata-se de um “sistema financeiro aberto” que permite, além do compartilhamento dos seus dados, a iniciação de operações financeiras em diferentes plataformas, e não só por meio do site do seu banco ou aplicativo.

Hoje, uma instituição não consegue saber como é o relacionamento de clientes de outra instituição. Com o Open Banking, essas pessoas podem permitir que as instituições de seu interesse tenham acesso aos dados que eles desejem compartilhar.

 Ao fazer isso, tanto clientes quanto instituições podem se beneficiar. Lembrando que o compartilhamento acontece em um ambiente onde a segurança dos dados é condição básica para funcionamento.

Quais dados podem ser compartilhados com o Open Banking

Na fase 1 do Open Banking, implementada no dia 1º de fevereiro de 2021, foram as instituições participantes que iniciaram seus processos de adaptação do novo modelo, ainda sem impactar o usuário.

As informações disponibilizadas pelas instituições na 1ª fase se referem a seus canais de atendimento, produtos e serviços ofertados relacionados a contas de depósitos, contas de pagamento pré-pagas, cartão de crédito, operações de crédito de varejo disponíveis para contratação, entre outros.

A partir da fase 2, que começou a ser implementada em 13 de agosto de 2021, os clientes podem, se quiserem, autorizar o compartilhamento de suas informações cadastrais (como nome, CPF, endereço etc.).

Além disso, podem também mostrar, para as instituições participantes que desejem, dados sobre suas transações de conta e cartão, além de operações de crédito.

É sempre o cliente que vai indicar quais desses dados e para quais instituições deseja compartilhar.

Motivos para compartilhar seus dados com o Open Banking

arte mostra ilustração de uma mulher clicando no botão Compartilhar que aparece em uma tela de celular. 

São diversos os benefícios que o Open Banking poderá trazer aos consumidores que permitirem o compartilhamento de suas informações cadastrais e financeiras. Antes de falarmos dos beneficios, vale lembrar que todas as instituições que têm autorização do BACEN para participar do Open Banking devem obedecer a regras a respeito de:

  • responsabilidade sobre compartilhamento de dados

  • coleta do consentimento e autorização de compartilhamento de informações de clientes

  • verificação e autenticação de identidade das pessoas que desejam compartilhar dados

  • confirmação da operação que libera as informações no sistema

Além disso, o Open Banking trará vantagens importantes que só podem ser aproveitadas caso haja permissão para o compartilhamento de dados.

Melhores experiências para quem usa serviços financeiros

O BACEN afirma que o Open Banking vai permitir a criação de um ambiente que facilite, por parte dos consumidores, a comparação de produtos e serviços. Além disso, o sistema tem como objetivo permitir que clientes acessem suas informações bancárias de forma centralizada.

Tudo isso faz com que a experiência de quem usa serviços financeiros seja mais prática, rápida e ágil. O objetivo é diminuir a burocracia, pois, por exemplo, ao buscar novas ofertas de produtos e serviços financeiros, o solicitante não precisaria apresentar diversos documentos, mas somente compartilhar seus dados financeiros de outra instituição. 

Mais oferta de produtos diferenciados e personalizados

Com o Open Banking, as empresas poderão oferecer produtos e serviços que combinem mais com o perfil de cada cliente. Será possível inclusive que pessoas que hoje não conseguem acessar produtos de crédito, por exemplo, possam fazê-lo por meio do Open Banking.

Ficará mais fácil receber ofertas que sejam mais adequadas aos seus interesses, pois as empresas terão informações suficientes para montar propostas de produtos, serviços e ferramentas que estejam de acordo com o seu perfil e suas necessidades. 

Novos produtos, serviços e ferramentas

“O Open Banking incentivará a inovação e o surgimento de novos modelos de negócio que oferecem aos clientes uma experiência fácil, ágil, segura e conveniente”, afirma o BACEN. Entre as novas possibilidades, a instituição lista:

  • comparadores de tarifas e serviços financeiros

  • aplicativos de controle de gastos, planejamento e educação financeira

  • pagamentos por meio de mídias sociais

  • sites que oferecem diferentes opções de empréstimos, no que seria um tipo de marketplace de crédito, segundo o BACEN.

Segurança no compartilhamento de dados

foto de um homem sorrindo enquanto usa o celular, com ambiente de comércio ao fundo. O homem é branco, tem bigode e cavanhaque pretos e usa camisa social azul claro.

O Open Banking é seguro e todas as instituições participantes devem obedecer às regras do BACEN e do Conselho Monetário Nacional (CMN). 

Para o compartilhamento dos dados, o sistema contará com várias camadas de segurança, nas quais sempre será solicitada a autenticação dos consumidores e das instituições. Apenas quem tem autorização do BACEN participa do Open Banking e a entidade supervisiona todo o processo.

Também existem regras de segurança cibernética para prevenir fraudes financeiras e, caso alguma instituição desrespeite essas diretrizes, poderá ser responsabilizada.

Por fim, as instituições “deverão propor ao Banco Central padrões tecnológicos, procedimentos operacionais e outros aspectos necessários à implementação do sistema financeiro aberto”, afirma o BACEN.

Você no controle das suas informações

Quem está no controle do compartilhamento de dados bancários com o Open Banking são as pessoas que usam serviços financeiros. Isso porque nada acontece sem que os clientes permitam.

As instituições somente poderão compartilhar dados e serviços de clientes que tenham solicitado o compartilhamento após as etapas de consentimento, autenticação e confirmação. A solicitação de compartilhamento também deve, sempre, informar o objetivo do uso de dados.

As etapas de consentimento “devem ser realizadas exclusivamente por canais eletrônicos e devem ser efetuadas com segurança, agilidade, precisão e conveniência”, diz o BACEN. A prestação de informações será sempre precisa e clara.

Outro aspecto importante é que clientes podem pedir o encerramento da troca de informações no Open Banking a qualquer momento, caso desejem. E a autorização para o compartilhamento dos dados será válida por até um ano, a qual poderá, posteriormente, ser renovada caso o cliente queira.

Além do Open Banking, outro conceito que chegará em breve à vida dos brasileiros é o open finance. Entenda o que é o que muda com ele.