Salário mínimo já perdeu R$ 62 do poder de compra em 2021

Inflação reduz os R$ 1.100 de janeiro ao equivalente a R$ 1.038 hoje; veja dicas para poupar

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Por Redacao PAN

Com a inflação elevada, o salário mínimo (R$ 1.100) já perdeu R$ 62,37 em poder de compra desde o início do ano, última ocasião em que houve reajuste do piso nacional salarial.

Essa perda de valor aconteceu por causa dos aumento dos preços. Medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) já acumula alta de 5,67% neste ano, no período de janeiro a agosto. 

Isso quer dizer que, na prática, aqueles R$ 1.100 de janeiro equivalem atualmente a R$ 1.037,63. Portanto, o poder de compra do brasileiro fica reduzido.

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), por exemplo, defende que o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 5.583,90 em Porto Alegre (RS). 

É na capital gaúcha que a cesta básica pesquisada pelo Dieese é mais cara no Brasil. O valor dela consome 65% dos vencimentos de quem ganha o piso salarial do país.

Famílias de renda menor são as mais atingidas

Uma menina ao lado de um homem de óculos mostra um caderno com contas para a câmera do laptop, que está aberto sobre a mesa

A redução do poder de compra é ainda mais significativa para as famílias de renda menor. Além de ganharem menos, perto do valor do salário mínimo, a inflação é mais alta para elas.

O Indicador de Inflação por Faixa de Renda, feito todos os meses pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), mostra que a inflação das famílias de renda muito baixa e de renda baixa ficou em 0,91% em agosto. Já a das famílias de rendimento maior, a inflação teve variação de 0,78%. 

No período acumulado de 12 meses, são também as famílias de renda mais baixa aquelas que têm a inflação mais alta. 

Veja abaixo como está a inflação acumulada nos últimos 12 meses, conforme cada faixa de renda, de acordo com a pesquisa do Ipea:

  • Renda muito baixa (menor que R$ 1.650,50): 10,63%

  • Renda baixa (entre R$ 1.650,50 a R$ 2.471,09): 10,37%

  • Renda média-baixa (entre R$ 2.471,09 e R$ 4.127,41): 10,17%

  • Renda média (entre R$ 4.127,41 e R$ 8.254,83): 9,46%

  • Renda média-alta (entre R$ 8.254,83 e R$ 16.509,66): 8,60%

  • Renda alta (acima de R$ 16.509,66): 8,04% .

Nesse período, os maiores “vilões” da inflação são os valores dos alimentos no domicílio (16,6%), da energia elétrica (21,1%) e do gás de botijão (31,7%).

Saiba como economizar no supermercado
Uma mulher de máscara e blusa amarela faz compras num supermercado. Ela parece estar escolhendo batatas

Para ajudar a melhorar o seu poder de compra, veja abaixo algumas dicas para economizar no supermercado: 

1. Não vá para o supermercado com fome 

Pode parecer besteira, mas é verdade: se você for ao mercado com fome, tem mais chances de comprar por impulso alguns itens que não compraria numa situação normal. Por isso, para poupar uma grana, vá às compras já alimentado.

2. Faça uma listinha de compras

Desse jeito, além de poupar uma grana, você também poupa tempo, porque vai direto ao que precisa. Fora isso, evita esquecimentos (e um eventual retorno ao mercado).

3. Pesquise preços entre os mercados

Uma boa forma de poupar é comparar. Veja quanto custam os itens que você precisa em mercados diferentes, em dias diferentes. Os valores podem variar muito de um supermercado para o outro.

4. Determina o valor máximo para gastar

Assim, com disciplina, você se força (e se esforça) e ficar na linha na hora de ir às compras. 

5. Olhe a validade dos produtos

É uma boa forma de não comer nada estragado ou ter que retornar ao mercado um tempo depois para refazer uma compra. Assim você cuida de si e do seu bolso. 

Para não perder o embalo da economia, veja ainda as dicas para poupar uma grana com outra vilã da inflação: a energia elétrica.