Devo vender férias para pagar dívida? Veja se vale a pena e como funciona

Vender férias pode ajudar o trabalhador a sair do sufoco, confira algumas informações importantes antes de tomar a decisão

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Dívida
Por Redacao PAN

Você já deve ter ouvido falar de vender férias para conseguir um dinheiro a mais. Embora essa prática seja muito comum em diversas empresas, ainda provoca dúvidas em alguns trabalhadores. 

Afinal, vale a pena abrir mão do descanso integral para conseguir uma grana extra? 

Não dá para responder a essa questão de forma única. Afinal, cada pessoa pode ter um motivo específico para optar pela venda das férias para a empresa, como dívidas em atraso. 

Por isso, vamos explicar como funciona a prática para que você analise se ela é adequada e vantajosa a sua realidade.   

Como eu faço para vender férias? 

Dois homens, um de frente para o outro, conversando em uma sala. O que está de costas é mais jovem e está com a mão apoiada no queixo. O que está de frente é mais velho e está explicando algo com um sorriso no rosto.

Primeiramente é importante entender como funciona esse mecanismo. Segundo o artigo 143 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), é possível que o trabalhador venda no máximo 10 dias de férias a seu empregador.

Esse limite existe para que a pessoa não abra mão 100% de seu período de descanso. É importante dar uma pausa no trabalho para repor as energias. 

Aliás, tirar férias é bom, também, para a empresa, já que evita a queda de produtividade por causa de cansaço exagerado, por exemplo. 

Quando o trabalhador decide vender parte de seu descanso, esse dinheiro deve ser depositado junto com o pagamento das férias, segundo o artigo 145 da CLT. Ou seja, 2 dias antes do início do período de descanso.

O trabalhador precisa informar à empresa que quer vender 1/3 das férias com até 15 dias antes do vencimento do período de descanso, ou seja, antes de completar 12 meses de trabalho. 

Mesmo que essa prática seja comum em muitas empresas, é importante saber se o lugar em que você trabalha pode ou não aceitar a sua solicitação de venda do período de férias. A pergunta deve ser feita ao RH.

 

Como é feito o cálculo das férias?

Mulher digitando valores em uma calculadora. Com a mão direita ela faz anotações em um caderno. Em sua frente se encontram diversas correspondências espalhadas.

A pessoa só pode vender até 10 dias das suas férias. Isso significa que, de acordo com a lei, será necessário tirar 20 dias de descanso. 

De acordo com a reforma trabalhista aprovada em 2017, é possível dividir esse período em 2, sendo que o 1º deve ser de, no mínimo, 14 dias corridos. 

Dito isso, vamos ao cálculo. Ao sair de férias - e se for vender os 10 dias - , você precisa receber os valores referentes a: 

  • Pagamento das férias.

  • 1/3 de adicional de férias.

  • 10 dias trabalhados a mais (do abono pecuniário).

  • Hora extra, adicional noturno e insalubridade (caso você tenha direito a esses valores).

Para facilitar o cálculo, vamos supor que você trabalhe em horário comercial e não tenha direito a hora extra, adicional noturno ou insalubridade. 

Considerando que salário mensal é de R$ 3.000,00 o cálculo será esse.

Infográfico com o cálculo da venda de férias, mostrando em detalhes todos os valores que são considerados dentro desse cenário.  

Caso você não queira vender o período de descanso, o cálculo será: 

Infográfico com o cálculo para aqueles que não vendem férias, mostrando em detalhes todos os valores que são considerados dentro desse cenário.

Importante observar que não há desconto de Imposto de Renda (IRRF) nem de INSS sobre o valor dos 10 dias que são vendidos.

A diferença entre os 2 valores pode parecer pequena. Mas ela aparece mais na volta do período de descanso.

Isso porque, ao sair de férias por 30 dias, você não receberá nada na volta. Já em caso de vender esses 10 dias, na volta você receberá o pagamento pelos 10 dias que trabalhou.

Vale a pena vender férias? 

Vender férias pode ser uma forma de obter uma renda extra para sair do aperto. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), 25,1% das famílias brasileiras estavam com dívidas em atraso em junho de 2021.

E 10,8% disseram que não teriam como pagar todas as suas contas naquele mês. 

Por isso, alguns trabalhadores optam por vender as férias e aproveitar essa graninha a mais para regularizar as finanças e quitar possíveis contas em atraso. 

Existem também aqueles que vendem as férias para adquirir algum bem material, como eletrodomésticos, móveis ou, até mesmo, ajudar a pagar a viagem do período. 

Em outros casos, a grana extra obtida da venda das férias também pode ser utilizada para realizar melhoras dentro de casa ou, até mesmo, fazer uma reforma. 

Em caso de dúvidas, peça ajuda ao RH

É importante que o time de RH da empresa faça uma análise do pedido para orientar o trabalhador sobre o melhor caminho a seguir. 

Existem muitos fatores a avaliar na hora de tomar a decisão. Aproveitar as férias, além de ajudar o funcionário a descansar, também permite que ele se desligue um pouco da correria da vida profissional, tirando um tempinho para ficar com a família. 

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