19% das vítimas de fraudes financeiras contratam especialistas para resolver o problema

Pesquisa mostra que, do total de entrevistas, 11% conseguiram resolver o impasse

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Por Redacao PAN

 

Quase 1 a cada 5 consumidores vítimas de fraudes financeiras, ou 19% deles, precisou contratar os serviços de profissionais ou empresas nos últimos 12 meses para resolver o problema. Outros 81% disseram que não contrataram especialistas no assunto.

Essas informações constam de uma pesquisa da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) com o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), em parceria com o Sebrae.

Do total de entrevistados, 11% disseram que a contratação de profissionais ou empresas surtiu efeito; 5% disseram que ainda estão tentando resolver o problema; e 3% falaram que não resolveram a situação nem com suporte profissional.

A maior parte desses consumidores disse que buscou ajuda profissional por não saber como resolver o problema. Veja abaixo quais foram os principais motivos para buscar especialistas, de acordo com a pesquisa:

  • não saber como resolver: 39%
  • evitar constrangimentos: 21%
  • falta de tempo para resolver: 16%.

O presidente da CNDL, José César da Costa, disse no texto que detalha os dados da pesquisa que “a contratação de empresas especializadas pode ser uma opção para casos que envolvam quantias elevadas, dado o custo médio dos serviços”.

No entanto, Costa também afirmou que, “diante de uma situação de difícil solução, o consumidor tem sempre a opção de recorrer aos órgãos de defesa do consumidor e a tribunais de pequenas causas, fazendo valer o seu direito”.

As fraudes financeiras que mais preocupam os consumidores
Uma mulher branca com camisa laranja de botão, sentada, com o laptop aberto sobre a mesa à frente dela, segura o óculos com a mão esquerda enquanto pressiona com os dedos indicador e polegar da mão direita a região acima do nariz, entre os dois olhos. Ela tem um relógio no pulso direito e parece preocupada, dentro de um contexto de fraudes financeiras

Entre os entrevistados na pesquisa, independentemente de ter contratado alguma empresa, 45% citaram a clonagem de celular como a fraude que acreditam estar mais sujeitos a sofrer. Neste caso, o medo é que o número seja usado para pedir dinheiro a amigos e parentes.

Veja abaixo outras fraudes mencionadas na pesquisa pelos entrevistados que foram vítimas de fraudes financeiras:

  • compras pelo cartão de crédito ou débito: 38%
  • clonagem de documento e placa de veículo: 27%
  • emissão de cartão de crédito usando seu nome: 27%
  • sofrer calote de empresas: 25%
  • empréstimos e financiamentos em seu nome: 25%.

O somatório é maior do que 100% porque os entrevistados podiam mencionar mais de uma alternativa de fraude financeira.

Outras opções para resolver fraudes

Para a maioria dos consumidores que recorreram a serviços profissionais, esta não foi a primeira opção. Ao todo, 73% deles tentaram resolver o problema antes de buscar apoio.

Entre eles, 52%ainda relataram ter tido medo de sofrer um segundo golpe. Desta vez, pela empresa especializada em resolver os golpes.

Já os consumidores que não buscaram ajuda profissional deram várias explicações para não terem procurado especialistas. Veja abaixo quais foram essas razões:

  • conseguiram resolver o problema sozinhos: 31%
  • não conheciam a existência dessas empresas: 16%
  • o caso foi resolvido pela empresa envolvida: 15%
  • descrença de que a contratação de uma empresa resolveria o caso: 15%
  • falta de dinheiro para contratar especialistas: 14%

Saiba como evitar fraudes financeiras
Imagem mostra a mão de uma mulher segurando um celular. Ela está digitando uma senha. Aparece um cadeado na tela preta do celular, além dos números. O dedo polegar dela está sobre o número 5, no centro da tela. À frente do celular, já desfocado na foto, há um laptop aberto

O presidente da CNDL, em comunicado, afirmou que “o melhor é adotar medidas preventivas para não ter de lidar com as consequências de uma fraude”.

Veja abaixo as medidas que ele listou para evitar dores de cabeça:

  • evitar a exposição de dados
  • consultar a reputação de lojas online
  • checar a veracidade de boletos
  • tomar cuidado com senhas e documentos pessoais

Outro levantamento da CNDL e do SPC já mostrou que 6 a cada 10 consumidores sofreram algum tipo de fraude financeira nos últimos 12 meses.

Você ainda deve prestar bastante atenção nos links nos quais clica ou que compartilha, pois podem ser falsos ou levar a páginas que induzem a deixar seus dados.

Outra medida: se receber ligações, e-mails ou mensagens de alguém pedindo alguma informação, entre em contato com as empresas ou órgãos oficiais para tirar dúvidas.

Sempre cheque a reputação de empresas e ainda fique atento à grafia do nome delas (e dos meios em que essas empresas entram em contato).

É comum que golpistas alterem apenas uma letra do nome da empresa. Assim, quem olha com menos atenção acaba sem perceber que não se trata de um canal oficial de uma empresa.

Neste vídeo do canal Pra Fazer Mais, do PAN, o humorista Igor Guimarães mostra a história de golpistas da história com dicas de como não cair em golpes. Confira!

Veja ainda quais são os golpes em clientes de bancos mais comuns e saiba como evitá-los.