Taxa de custódia de títulos do Tesouro Direto cai para 0,2%

Nova alíquota cobrada dos investidores começou a valer no dia 1º dia de janeiro. Veja quando é cobrada a taxa

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Por Redacao PAN

O investidor com recursos no Tesouro Direto passou a pagar uma taxa de custódia menor neste ano, desde o dia 1º de janeiro. A taxa foi de 0,25% para 0,2% do valor dos títulos.

A redução da taxa atende a um compromisso firmado entre o Tesouro Nacional e a B3, a bolsa de valores brasileira. O objetivo é tornar o Tesouro Direto mais barato, acessível, com liquidez e seguro para os investidores. 

A custódia é a manutenção dos títulos, feita pela B3, que recebe uma remuneração pelo serviço.

A redução da taxa de custódia dos títulos do Tesouro Direto havia anunciada em outubro, durante a Semana do Investidor. 

No início do Programa Tesouro Direto, em 2002, os bancos e as corretoras cobravam taxa de administração, e a B3 recebia uma taxa de custódia de 0,5%.

Ao longo dos anos, as instituições reduziram ou zeraram as taxas de administração e a taxa de custódia caiu progressivamente, até chegar a 0,3% em 2019. Naquele ano, a taxa de custódia ainda caiu para 0,25%.

Quando é cobrada a taxa do Tesouro Direto
Foto mostra a página de um calendário com uma lapiseira em cima

A custódia (manutenção) dos títulos comprados por pessoas físicas cabe à bolsa de valores, que recebe uma remuneração pelo serviço. Para isso, a taxa do Tesouro Direto é cobrada dos investidores duas vezes por ano, em janeiro e em julho.

Além disso, em agosto de 2020, os investimentos de até R$ 10 mil no Tesouro Selic, título corrigido pela taxa básica de juros, a Selic, passaram a ser isentos da taxa de custódia. 

Apenas saldos acima desse valor aplicados no Tesouro Selic recebem a cobrança da taxa de custódia.

Além das cobranças semestrais, a taxa de custódia incide sobre o pagamento de juros, a venda do título para terceiros ou o encerramento da posição do investidor, com a forma de cobrança definida pelo evento que ocorrer primeiro.

Para que serve o Tesouro Direito
Homem branco com barba e cabelos pretos digita em notebook sobre uma mesa à sua frente, que tem papéis e um celular. Ele veste camisa polo azul com bolinhas brancas. Atrás dele, em desfoco, um ambiente de sala de estar, com cortina ao fundo

O programa do Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar a aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, via internet, sem intermediação de agentes financeiros. 

A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. 

Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos títulos prefixados.

Outro investimento disponível para quem quer aplicar seus recursos é a LCI, a Letra de Crédito Imobiliário. Entenda mais sobre ela.